quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Não me safava em Óliude...

Imaginemos...

Estamos num filme. O mau faz-nos prisioneiros, trata-nos mesmo muito mal. Nisto, numa reviravolta típica dos filmes, nós - os bons da fita- damos uma canelada no gajo ruim, um pontapé nos coisos e PUMBA! ficamos nós com a arma na mão.
Ora, aqui é que a porca torce o rabo: o gajo é mau, mau,mau...Fez-nos muuuito mal, e quando temos a arma na mão ele começa com o ah e tal, não és capaz, és muito fraquinho e não sei quê...
É normalmente nesta altura que os bons da fita ficam tefe-tefe e a tremelicar e tal e o ruim fica com a arma outra vez.
Lamento informar-vos, caríssimos pacientes, mas a mim é que ele não enganava, levava um balázio na pinha que sossegava logo!
Quais dilemas morais? Eu queria era safar-me! E o gajo tinha sido mesmo bera, não esquecer.

Outro dilema é o dos filmes de terror. Senão, vejamos:
Noite de trovoada (daquelas em que a tv se desliga e que não é de lá), ouve-se um barulho estranho, do género de alma penada de assassino sangrento que quer conversa; ora, digam-me por favor, se é normal que a alminha do filme saia de casa para ir ver o que se passa? Não é! É como no Blair Witch Project, os gajos estão encafifados numa tenda num bosque que mete cá uma miúfa que é qualquer coisa, sentem uns putos (fantasmas!!) a bater na tenda e as alminhas vêm cá para fora? Era o ias!
Pronto, já disse. Podem gozar à vontade, porque eu não vos ligo.

Tudo ao molho



Não um, mas dois telemóveis...vai lá, vai...
A carteira atafulhada de papéis...
O maço de tabaco ao Deus dará, sem bolsita nem nada...
Os óculos à maluca dentro da mala...
O caderno para apontar possíveis ideias para posts...


ÉS CÁ DAS MINHAS!(mas eu não fumo)

ps: O nome deste blog dá-me cá uma lareca...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Vão lá espreitar

Minimalismo



A questão que se coloca é simples...Tanto despojamento não fará mal, Saltapocinhas?
E os elásticos para o cabelo?
E os lenços de papel?
E o porta-chaves seboso?
E o tabaco? (já a antecipar o olhar felino do Alf)
E...
Ai a minha úrsula...
Cheira-me que houve aqui batota!

ps: O prazo termina dia 1 de Fevereiro. Se ainda não enviaste, envia, que é para eu dar em maluca de vez com TANTA fotografia de mala( CARTEIRA!). Se os senhores da CIA consultarem o mail do consultório, vão pensar que criámos a nossa própria Intifada e vamos pôr bombas numa carrada de sítios. Bom, se não costumavam ler, depois de ter escrito Intifada e CIA não me safo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Amizades virtuais? Nada mais errado.


Reconheço que me engano muito. Reconheço que já me desiludi muito com muita gente. Reconheço que me estou a tornar uma pessoa desconfiada.

Desde que iniciei este blog, -este pseudo-diário das peripécias que me acontecem- que sinto que de facto, me cruzo com pessoas que valem mesmo a pena.

É bom ligar o messenger, e receber logo uma mensagem da Luazinha a perguntar-me se estou melhor da conjuntivite, ou a bonequinha a acenar da Lisa...

É bom ir conhecendo o Mundo desses novos amigos, pelos seus olhos, pelas suas mãos e pelos seus corações.

Mas bom, bom, é poder abraçar quem nos tecla a quilómetros de distância e poder perguntar olhos nos olhos: Estás bem? E receber um sorriso.

Belo domingo :)

"Get down!"*



Com a carrada de coisas que ela traz dentro da mala, eu tenho para mim que não é boa ideia chateá-la...
Imaginemos a mostarda-no-nariz irritada e a tirar objectos de dentro do alforge e a atirá-los à mona do pessoal...digamos que tem muito por onde escolher!
Mas verdade seja dita: é uma gaja com problemas de coluna mas arrumadinha! Tem uma bolsinha para tudo.

ps: Lá está o peluche/porta-chaves seboso!


*Quem diz isto e em que contexto? É um filme...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Just one of those days...

Eskisito- E vais almoçar o quê?
Eu- Sopinha e douradinhos.
Eskisito-...
Eu- Mas porque é que estás a perguntar?
Eskisito- Para ter a certeza que comes alguma coisa de jeito.

Douradinhos.
Douradinhos no forno.
Apesar das minhas reservas, a questão dos douradinhos no forno não é um mito urbano.
Ainda assim, continua a ser peixe besuntado de pão ralado. Podem usar diminutivos, ,mas continua a ser peixe. É como a sopinha: é sopinha, mas as nabiças continuam por lá a boiar.

Aprende que eu não vivo para sempre!

Hoje logo de manhã, na primeira aula do dia, Mariazinha está com vontade de arrancar o olho esquerdo, pelo que emborca soro pelo olho abaixo.

D.- Teacher, estás a pôr soro no olho, não estás?
Teacher- Estou.
D.- Para quê?
Teacher- Para ver se me passa o comichão.
D.- Comichão??
Teacher- Sim...Olha, é como se tivesse um grão de areia no olho, mas que não está lá. E esse grão de areia invisível provoca muita comichão.
D.- Isso é conjuntivite, teacher!

Ora, eu ali a explicar a minha dolência com termos acessíveis e a criatura vai e diz isso.
Pareceu-me que ele abanou ligeiramente a cabeça enquanto pintava a vaca...

Mala da Luazinha= Grande rebaldaria



As contas, as malvadas contas...
O organizer encarnado...
O soro...
O lip gloss...
O passe...
O tabaco...
O "coiso" do video clube...
Portanto: usa lentes de contacto, é do Benfica, fuma com estilo (não anda a Português Suave...pffff), gosta de choramingar enquanto vê um filme lamechas...mas recompõe-se logo e besunta-se com o lip gloss!

ps: E utiliza transportes colectivos, o que demonstra que é uma mulher preocupada com o ambiente...ou então o carro está na oficina!Uma das duas.
Estou a ficar boa nisto, hã?

domingo, 27 de janeiro de 2008

Less is more



Uma malinha comedida, recheada com o essencial, em cores sóbrias, apenas a tampa da garrafinha de água sobressai no conjunto.
No entanto, a presença de um leitor de mp3, demonstra que esta mulher- calma e de bem com a vida-, gosta de se alienar do mundo ao som da sua música preferida. Talvez jazz ou blues...ou Nel Monteiro.

ps: Ou Graciano Saga.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Isto com uma psicanálise vai lá




A Lisa quis fazer frente à chiqueza da Teresa e vai de comprar uma bandelete (ou será bandolete?) com o padrão Burberrys...fina...topa-se à milha que é gaja de carcanhol...
Depois temos os ganchos XXL e as pilhas...para as quais nem sequer vou aventar uma piadinha fácil e previsível, porque todas sabemos o jeitaço que as pilhas dão na mala...
Aliando estes objectos à caterva de brinquedos e à foca gigante, eu diria que ainda não ultrapassou o período das operações concretas...ou isso ou tem um filho. Uma das duas, que eu nunca me engano.
(Qualquer dia falo-vos das minhas patuscadas com o Sigmund e com o Jean, em que discutíamos as teorias behaviouristas dos peluches e das bandeletes maricas nas malas-carteiras- das senhoras)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Uma gaja à "intiga"!



Temos um porta-chaves com o Snoopy, que indica uma estética algo retro, a par da agenda que ostenta uma capa com ilustração vintage, de uma mulher a olhar para trás, como que para um passado ainda presente. Os kleenex, indicam a existência de momentos de baba e ranho, enquanto mastiga fervorosamente as pastilhas do Lidl.
A Medusass, é uma gaja cheia de estilo e lamechas.
A sôtora dixit.



Piston, pára de enviar fotos da tua mariconeira, por favor! Já disse que é só para o mês que vem. É gira , sim senhor, parecidíssima com uma que o Castelo Branco usa, mas espera até ao mês que vem, sim?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Cá está a MALA da Teresa (e a carteira também)






A chiqueza em pessoa. O Dupont em ouro, a carteira Louis Vuitton, o PDA...e a pièce de résistance: as luvas com persponto cor-de-rosinha! Agora, o que eu gostei mesmo, foi encontrar o item mais cosmopolita de todos: a PEINETA!
Aceitam-se apostas quanto ao objecto-amarelo-não-identificado.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A primeira concorrente é a Mik@




Aqueles bombons, aqueles bombons...e o winnie the Pooh...e a carteira cor-de-rosa...e as pastilhitas...Mik@, não enganas ninguém!
Vá, continuem.
Vou atribuir categorias e prémios DO CATANO! (já as endrominei!)


JP, não quero que te falte nada, por isso, manda lá a foto da tua mariconeira.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Tu aí, gaja cheia de estilo, este concurso é para ti!

O Consultório mais in da blogosfera (desconfio que por ser o único), lança aqui o concurso: "Se se perde aí um burro não o achas!"que consiste em assumir o conteúdo da nossa mala (carteira, para a Teresa!), fotografando o seu interior.
Depois é mandar a foto para o mail do consultório (oconsultoriodamaria@hotmail.com), para que sejam publicadas.
Não vale modificar o conteúdo, isto é, se andamos com a Ana mais atrevida, não vamos pôr lá o Memorial do Convento!
Se andamos com uma morcela embrulhada em papel vegetal, não a substituímos pelo activia de morango!
Se andamos com um porta-chaves seboso, daqueles com peluches que já foram cor-de-rosa mas que agora são cor-de-burro-quando-foge, é assumir!
Quanto aos gajos, fica para a próxima. Pensei fazer o mesmo mas para as carteiras (do dinheiro. Ó Teresa, isto confunde!), mas fica para o mês que vem. Pode ser?
O concurso entra em vigor hoje ao meio-dia (como nos filmes de cóbóis!) e termina no dia 1 de Fevereiro. Vá, toca a mandar as fotos! (Soou a pedinchice? Foi? Ó diacho...)
(Não quero batotas, hã!)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Parabêns, Marco Paulo!*


Escusam de estar para aí a esfregar as mãos porque eu não vou dizer nada sobre o senhor. Não vou, desistam.

Vá, percebam lá que se a minha mãe lê aqui infâmias sobre o senhor dá logo buraco, começa a dizer que tadito, teve um cancro e que, digas tu o que disseres ele canta bem; mesmo com o meu pai de fundo a dizer 'tá bem! Mas abafa a costeleta!. Portanto, a bem da minha integridade física, reencaminho a conversa para a Lara Li e aquilo ganha contornos diferentes: Essa parva! Não gosto nada de ouvir a mulher! Com o meu pai de fundo: Essa é minha colega! Gosta de mulheres!

À pergunta que vos assolava eu respondo: é genético, é.





* As fãs entregaram um...digamos...quadro, ao senhor Marco com esta mensagem. Lá estraguei eu a vida ao anónimo que me vinha mandar aprender a escrever. DAMN IT!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Shirley Temple alentejana


Estava a ler este post, quando me lembrei da minha própria incursão pelo mundo do teatro...E foi mais ou menos assim:

Mariazinha na bonita idade dos 6 anos, é interpelada pela Irmã J., de papel em punho:
Irmã - Maria, vais ser a avó do capuchinho vermelho.
Maria - er....Mas...
Irmã - Vá, dizes à mãe que precisas de roupa de velhinha.
Maria - Mas não me apetece fazer de velhinha...
Irmã - (Deve estar parva a gaiata!) Então vais dançar o corridinho.
Maria - Pronto, tá bem, eu faço de avó do capuchinho vermelho...(fungando)

E disse muitas asneiras daquelas mesmo graves: "má!", "parva da freira!" e tal... que eu era uma rebelde.

Dia da estreia, lá estou eu de saia preta da minha avó, e com uns óculos redondinhos que tinham pertencido à minha bisavó, lá vou eu dizer aquelas coisas parvas que a avó do capuchinho vermelho (criatura igualmemte brilhante) diz, e que eu nem me lembro, tal era a sua profundidade. Lembro-me no entanto que a minha avó se fartou de bater palmas.

No ano seguinte, a irmã J. volta à carga, encurrala-me entre o piano e a foto do bispo (se aquele piano falasse, só dizia "Fujam! Vem aí a freira!) e diz-me de olhar felino e ligeiramente avermelhado:

Irmã J. - Queres fazer um teatrinho com as tuas amigas L e M.?
Maria - Er...
Irmã J. - Eu vi logo que tu deste irias gostar!
Maria - (raisparta os teatros e ...) Pois, e é para fazer o quê?
Irmã J. - Depois vês.

Ora a trama da peça era simples: 3 miúdas estão na sala do castigo e armam-se em sindicalistas e dão em dizer, de 5 em 5 minutos: "Não há direito, não há direito, não direito!"

Os ensaios até corriam bem, o problema é que a encenadora (aka Irmã J.), esqueceu-se de estar ao pé de mim para me avisar do momento em que tinha de entrar em palco, e deixei as minhas duas colegas a encher chouriços uns bons minutos...

Portanto, a minha incursão pelo mundo do teatro foi curta mas intensa. Ou deverei dizer má e traumatizante?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ou não fosse hoje sexta-feira...




- Teacher, tens o fecho das calças aberto."

- Não tenho nada.

- Tens , tens.

- Mau!

(E tinha mesmo)







O Trio Odemira está na Praça da Alegria, e acabei de perceber que eles já são só dois. O Mundo, tal como o conhecemos, está moribundo.







Vou andar o resto do dia a cantar "Á igrééija estáva tódá iluminááádá, élá estává já cásádá, à molhé que éu tántó ámei".





Vocês são alentejanos, não são mexicanos! Assumam isso de uma vez por todas!





Agora que penso nisso, o Trio Odemira é a versão portuguesa dos Bee Gees.

"Fiváááár nááááight, fiváááár náááite, fiváááá...."

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

It's oh so quiet...shhhhhhhhh!


Bora lá rever as cores e pintar um boneco do tamanho de hoje e de amanhã?

BORA!

Bora instalar o caos e a anarquia?

BORA!

Sou tão estúpida...


Ora, criançada em delírio (nheda-se, mais parece que nunca fazem nada com um lápis de cor!), dão em falar muito alto e os meus níveis de irritação dão em subir desalmadamente. Respiro fundo, coloco a voz e grito a plenos pulmões:

- MAS PORQUE ESTÃO VOCÊS A FALAR TÃO ALTO???

Silêncio sepulcral, mais parecia que nada se tinha passado e que a chanfrada era eu (muito gostam eles de me fazer passar por maluca...).


T.- Não te zangues, teacher...

Eu, à beira de um AVC- Ó T., não me zango se vocês se portarem bem! Mas vocês deram em falar alto! Deve ter-se ouvido na sala ao lado.

T.- Quando tu ralhaste connosco?

Eu, muito, muito enervada- Não! O VOSSO barulho!

T.- Vá, calem-se que a teacher está zangada.

Eu- Muito! Muito zangada!

R. (que deve ser o puto mais querido do Mundo)- Nós não gostamos quando te zangas connosco. (E entregou-me um bilhetinho a dizer :"Eu gosto muito da prevessora Inglés".)

Eu, mais bem-dispostinha- Há-de haver um dia, que eu me zango tanto, mas tanto, que chamo cá o Professor Eskisito! Ele vem da escola dele para cá e eu vou-me embora!

T. - O teu marido?? (tefe-tefe)

Eu (triunfante)- Sim. Aquele que foi a uma aula nossa no ano passado.

T.- CALEM-SE!!!!


EHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEHEH

É a isto que eu chamo "falar ao coração".




quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Tiazinha & Sugus de melão

Calma, sementais da blogosfera, não vou pôr aqui nenhuma coisa a atirar para o badalhoca. Trata-se apenas e só de uma associação de ideias parvas. O costume, portanto.
Vá, vão lá marcar o teritório para outra freguesia e desamparem-me a loja, que isto é um espaço de bom tom.
Portanto, ontem, tive uma ideia peregrina- da qual me arrependo muitíssimo-, que consistiu em premiar os 3 alunos que melhor soubessem responder ao quiz com, nada mais nada menos, do que um sugu de melão. Um para cada um, que eu não sou somítica.
Primeiro, os putos acharam que era pouco democrático, uma vez que seriam mais de 3 os que acertariam nas respostas, o que me deixou muito satisfeita, ou não se tratasse de uma turma de 2º ano. Segundo, começou tudo a fazer olhinhos de gato do Shrek e eu fiquei ali com cara de parva agarrada ao invólucro vazio.
E por último, as alminhas desconheciam o significado de "sugus". É incompreensível, bem sei, e desconheço se vivem mesmo debaixo de uma calhau. Mas desconfio que sim.
Agora que todos me estão a chamar de porca chauvinista, má e tal, eu redimo-me dizendo que, assim que terminar este post vou ali ao mini-mercado das velhinhas usurpadoras de lugares na fila, e vou comprar um sacalhão de gomas para distribuir pela turma toda. Nem dormi bem. (Mentira tão grande!)
Adiante, estava eu a contar este excerto à minha better-half, enquanto ele formatava o computador, e ele, ULTRA-CONCENTRADO NA CONVERSA, começa a trautear a música da Tiazinha...
Perceberam agora a minha cruz? Hã???

Aproveito para pedir desculpa aos visados pelo belo do vírus que resolveu atacar a minha lista de contactos e a do Eskisito. Garanto-vos que não enviei nada e que ele também não. Desculpem lá, e não abram o raio do cartão de não-sei-quê. Não sejam burgessos como alguém que tecla deste lado.