segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ai a minha úrsela...

Tenho para mim que nunca me referi aqui à ASAE, mas, depois do sucedido, tenho de deixar aqui uma qualquer referência a esses grandes queridos.
Domingo de manhã, Mariazinha, toda empenada dos rins, dirige-se à feira com uma amiga. Tal como os homens gostam de ficar a olhar para montras de lojas de informática, gaja que é gaja gosta de ir a locais cheios de pó e roupa barata. Pode -se sofrer com os ácaros, pode-se perder um tímpano ou outro, mas é compensador comprar uma camisola porque é amarela e o amarelo usa-se, e porque custa só 5 euros.
Trata-se de um ritual importante, e é importante que tenha lugar na ausência de um qualquer marido castrador. É sabido que estes seres têm o péssimo hábito de dizerem coisas parvas que nos fazem duvidar quanto à necessidade subjacente à compra de determinadas peças.
(Este parágrafo cansou-me um bocadito...)
Bom, estava a Mariazinha muito orgulhosa quanto ao seu vestido novo, quando eis senão quando aparecem uns moços armados até aos dentes, de capacete na mona, e olhar reprovador. Por momentos sentiu-se no Iraque. Mariazinha, pouco habituada a estas lides, não se deixa intimidar, e vai de romper por entre a multidão. Como compradora experiente que é, avista uma bela de uma túnica lindíssima e quase que flutua até ela. Não se sabe o preço, a vendedora não está por perto, pelo que olha à sua volta, na esperança vã de conseguir levar dali aquela peça absolutamente necessária no seu guarda-roupa. É verdade que estranhou não ter ninguém a dar-lhe cotoveladas, mas ainda assim ignorou. É então que a querida se lembra de olhar para o lado e dá-se conta que tem um moço de capacete e bastão mesmo ao seu lado com um ar algo incrédulo. Vai não vai, esteve quase para o interpelar, e perguntar-lhe o preço das túnicas, mas desistiu, que isto é gente que não tem simpatia nenhuma no corpo, credo!
Giro, giro, foi quando esse querido, juntamente com os outros queridos, seus coleguinhas, começaram a correr por entre as pessoas que por ali andavam a tentar comprar. Entre crianças que abriam a goela, o pó que se levantava no ar, e a confusão instalada, com gritos em código e sirenes enfurecidas, estou em condições de afirmar que a ASAE é muito espalha-brasas. Por tua causa, agente grandalhão, não comprei a porcaria da túnica e fartei-me de comer pó. És mau. Por tua causa tive de preencher o vazio no armário com um twix, um magnum e uma waffle com molho de morangos. Isto é que é o bem da sociedade? Voltar ao estupor do ananás? Vergonhoso, pá!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O antes e o depois

Há dias conversava com uma amiga sobre os namoros, as escolhas, e a vida real. Ela falava-me de um amigo, alguém de quem ela gostara muito em tempos idos, e que, por força das circunstâncias- que é como quem diz, a namorada dele e o namorado dela- não deu em nada.
Ela dizia que ele fora uma pessoa muito importante na vida dela, porque foi ele quem a obrigou a tomar uma decisão relativamente à pessoa com quem queria estar.
No entanto, um destes dias ele ligou-lhe e disse-lhe que, bastaria ela ter dito um palavra nesse sentido, e ele teria desistido de tudo em prol dela.
Disse-me isto algo incomodada, como se aquele telefonema tivesse vindo agitar águas há muito apaziguadas. No entanto, e percebendo isso nos olhos dela, puxei o assunto do primeiro beijo, das borboletas no estômago, da espera, da paixão e da vontade irreprimível de estar com o outro.
Concordando, sorrindo, ela disse-me que este telefonema a levou a pensar nisso mesmo, na impossibilidade de um começo. Porque já se sabe tudo, porque já não há nada no outro que nos possa surpreender, porque o ir jantar fora parte de uma conversa e não de um convite apaixonado; porque o beijo passa a ser uma rotina e não uma descoberta...
E agora? Valerá a pena abdicar da segurança, do hábito, por uma possibilidade adolescente? Por que estas águas também serão apaziguadas...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Mas que tá giro, tá

Se tivesse passado o serão de ontem a fazer o que devia em vez de fazer aqui o Gaspar, a esta hora não estava à beira do colapso.
Ai...

MINHA PÁTRIA É A LÍNGUA PORTUGUESA


MANIFESTO
EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.os 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º n.º 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º, 6.º e seguintes da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)

Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro

1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.

2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado) e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.
Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Doutor Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.

3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em "acordos" mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.
O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.

4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes "mudas" – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.
A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).
Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.


Os signatários,
Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra

terça-feira, 6 de maio de 2008

Saved by the bell

Já tive oportunidade de vos falar da tendência algo estúpida da minha gata em roer, babar e esconder os meus totós do cabelo. Assim sendo, e para não ser acusada de sádica com uma gata tão querida (NOT), tomei uma decisão: não há cá elásticos para o cabelo, há molas e quando se der o caso de não saber do seu paradeiro (aqui a culpa não é da gata, é do meu amigo alzheimer, uma barrigada este gajo! Prega-me grandes partidas. O dia que ele me esconder as chaves e passar um serão ao relento é que vai ser bonito), agarra-se no belo do lápis e espeta-se no alto da pinha para segurar a trunfa.
Como sou mulher de convicções, não estou de modas, e quando o calor aperta ou me começo a enervar com algum baixote, agarro no belo do lápis (bem afiado, senão arranco metade da juba) em vez de o espetar na têmpora da criatura - ou na minha- e enfio-o no belo do monho.
As miúdas acham piada, como se nunca tivessem visto tal coisa, e os putos começam a cochichar e a discutir a minha sanidade mental com frases ditas para o ar assim à laia de pensamento em voz alta:A teacher tem um lápis enfiado na cabeça...
Claro que eu podia aproveitar para os achincalhar, mas azar dos azares, é anti-pedagógico usar um tom irónico. A parte divertida da coisa tinha logo de levar a distúrbios comportamentais. Resta-me acenar com a cabeça, e corrigir está espetado no cabelo, na cabeça ainda não, mas lá para o fim do mês de Junho és capaz de ter sorte.
Pois bem, hoje, a C. e a R. resolveram trazer-me um valente stock de totós. Devem ter achado que eu não estava familiarizada com o conceito de pôr um elástico para segurar o cabelo...
Tendo em conta a piolhada que anda pela escola, estão a ver a minha sorte né?

- Teacher, põe lá o roxo! É meu!
- Er...ó C., não pode ser, fica mal, eu estou de encarnado.
- Está aí um encarnado, teacher!
- Olha que bom!E ainda tem uns cabelinhos teus agarrados...GULP!

Depois foi só correr para o caixote do lixo mais recôndito e rezar para encontrar totós roxos, encarnados, amarelos e verde ranho.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

That's what friends are for...

Ou era um blog ou uma consulta no psicanalista. Ele escolheu a primeira, porque dia 24 de Março de 2025 está ocupado e não pode ir à consulta no Distrital de Santarém.
Bora achincalhar este valente cromo que não atina com o código?

Influências nefastas de uma madrinha



Ontem fomos jantar com a nossa afilhada, a C..

Ela tem 3 anos, mas sabe coisas que eu com 6 não sonhava sequer. Enquanto come as batatas fritas conta até 10 em Inglês, e quando chora pede desculpas por se ter enervado e aborrecido. É um ser absolutamente fantástico.

Gosto de estar com ela, de ouvir as graças, mas também os mimos que ela diz com um toque de filosofia.

Quando chegámos a casa dos pais dela, ela estava de pijama, pelo que a mãe a mandou ir vestir a roupa nova da Kitty. (Eu não acho gracinha nenhuma à Kitty, mas nela até gostei)

Fui ajudá-la a vestir-se. A dada altura, estou a tentar tirar-lhe a camisola pela cabeça, e aquilo dá em embicar na chucha que ela não larga nem à lei da bala, e peço-lhe que a tire, senão vai-se magoar. Ela tira, não sem antes de atirar um Ai, Maria, Maria, tens de mandar tirar a chucha antes, senão eu aleijo-me. Mas deixa, da próxima vez já sabes.

Mas a melhor, melhor mesmo, foi quando ela, ao reparar que eu estava a adormecer no sofá, me diz entre gargalhadas Ri-te, morcõua!

Fartei-me de rir e lá a corrigi:

- Não é morcõua, tonhó, é morcona!

- Tonhó és tu, morcõua.

- MorCONA, não é morcõua!

- Mor-Cona, mor-cona.

- Isso.

Só quando o Eskisito me bateu na perna é que percebi o que tinha ensinado à criança.

O pior é que, mesmo que ela não diga quem a ensinou, os pais saberão que fui eu. Damn you girl!

domingo, 4 de maio de 2008

A stupid test a day keeps the shrink away


É domingo, o Eskisito ressona placidamente e eu tenho de me entreter sem fazer barulho. Podia ler, mas não me apetece. Vou ao blog da Dina e deparo-me com isto. Vai de fazer:



Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Soul Fire




Tenho alguém no meu pé? Posso jurar-te que não. Mas deixa cá verificar outra vez, posso ter visto mal...Não, nada.


Auto-confiante demais? Pffff...Queres dizer alguma coisinha chicken-shit?


Ai sou sexy? Ah isso é bom! E se és tu, teste idiota que o dizes, eu acredito. Mesmo que eu seja uma mal-encavada ramelenta? BOA! (Não vamos voltar à questão da leitura linear, pois não, Hzolio?)

sábado, 3 de maio de 2008

Uma sapatada na boca ainda era pouco

Há uns anos trabalhei numa loja. Durante o tempo que lá estive aprendi muitas e variadas maneiras de não dar em maluca, em suma: tive dias de cão, mas também tive dias muito, muto bons.
Hora de fecho, Mariazinha começa a olhar para o relógio, eis senão quando entram duas dondocas típicas, muito apressadas.
Dondoca1- Vai fechar?
Eu- Boa tarde. Por acaso já devia era ter fechado, mas diga...
Dondoca2- Vamos para um casamento em ******* e a minha filha não tem sapatos! Precisava de umas sabrinas brancas, número **
Eu- Muito bem, vou buscar.
Dondoca1- (Para a amiga) Tu despacha-te, olha que ainda temos de ir comer alguma coisa ali ao Méquedónal.
Eu, que vinha a descer as escadas, já a ver a bela seca que estavam prestes a pregar-me, ouço esta pérola:
Dondoca2- Não há problema. A gente vai ali pelo Épi Mil, e escusamos de entrar. É mais rápido.
Dondoca1- Ah boa!

Depois fingi que me tinha entrado uma coisa para a vista- tipo um Big Mac- e lá disfarcei.

E porque me lembrei eu disto? Porque me apetece um McDrive.

Guida Maria: a filha do demo




Está quase a fazer 1 anito, e é a gata mais eléctrica que eu já conheci. Enquanto que o Lucas só quer é solinho no sofá e comidinha na gamela, esta quer é correr, trepar, moer o Lucas, comer plástico (sim...é verdade) e lá no fim disso tudo lá dorme. Mas com um olho aberto, nunca se sabe se poderá acontecer alguma coisa e apanhá-la desprevenida.
Tem sido difícil convencê-la de que quando nos levantamos do sofá, ou quando tocam à campainha, ou quando deixamos cair um tacho, o nosso objectivo não é matá-la do coração.
Gosta de miminhos, festinhas e gosta quando falo com ela à bebé. Dá marradinhas, esconde-se debaixo dos lençóis comigo para enganar o dono, mas se a tento pegar ao colo é o horror e a tragédia e começa a miar desesperadamente. Não percebo. Não me larga o dia todo, anda sempre atrás de mim vá eu para onde for, embora tenha uma predilecção pela casa-de-banho. Abre gavetas e portas de armários, rouba-me os totós do cabelo (resta-me 1) e rói os botões e os atilhos dos casacos.
Lembrem-me lá porque é que eu a tenho cá em casa.
nota: Aquilo que está dentro do garrafão não é tintol.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Lucas: o gato-lontra


Há um A.C e um D.C na existência deste gato. Entenda-se um Antes da Castração e um Depois da Castração.
Durante o período anterior à castração eu pegava-lhe nas patas da frente e ele dava cambalhotas.Era uma barrigada! Ou pelo menos até ao momento que ele achasse que eu já estava a abusar nas cambalhotas e começava a correr atrás de mim a bufar, sendo eu obrigada a esconder-me no quarto até que o Eskisito lhe atirasse uma almofada.
Depois chegou o período Guida Maria, contemporâneo do período D.C.. A máquina de guerra transformou-se no saco de boxe da Guida, que o obriga a correr pela casa e a subir aos móveis. E a atirar-se para cima de mim quando eu estou ao computador, mas isso são outros quinhentos...
Portanto, Luazinha, se tu achas que o Mias não vai engordar, deita um olhinho aqui ao texugo, que eu chamava de gato microcéfalo e que agora parece o Godzilla... A parte positiva é que já não se esconde atrás dos armários para me arranhar, nem me ataca quando ando às escuras pela casa, nem se atira para cima de mim quando estou desprevenida e ao telefone...Contas feitas, até que nem foi uma mudança para pior.


quarta-feira, 30 de abril de 2008

;)




Life isn't about waiting for the storm to pass.





It's about learning to dance in the rain.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Estou indignada!

Puto de 18 anos que vê telenovelas e que trabalha no café da mãe- Boas!

Eu- Boa tarde. Um café, se faz favor...

Puto de 18 anos que vê telenovelas e que trabalha no café da mãe: Hum, hum...

Eu- E dê-me também uma frize de limão.

Puto de 18 anos que vê telenovelas e que trabalha no café da mãe- Dessas não tenho. QUERES de chá verde com limão?

Eu- Er...pode ser.


Afinal não era eu que ouvia mal! O puto trata-me por tu! Mas que porra é esta? Tenho ar de quem anda no secundário? Hã?

Quando é que eu ganho o respeito da sociedade que me rodeia? Quando?

Não volto a comer ovos Kinder com o café. Agora é bagaço!





segunda-feira, 28 de abril de 2008

Por Deus, é segunda-feira!


- Ó Professora, dia 1 é Dia do Trabalhador, não é?

- É.

- Mas se é dia do trabalhador não devia ser feriado, devia ser dia de ir trabalhar?

- S., eu deixo-te o meu número de telefone, daqui por uns...deixa ver...daqui por exactamente 15 anos tu ligas-me e vais ver que já consegues responder à tua própria questão.

(Enquanto me coço toda para não lhe responder: Ó criatura, tu não digas asneiras!)
Perdoa-lhes, camarada Marx, eles não sabem o que dizem.

domingo, 27 de abril de 2008

O que o álcool faz às pessoas

Cruxe:

Fazemos assim, se tu admitires, em sede própria que é como quem diz no blog, que o meu blog é o maior e que eu, apesar dos meus 1,68, sou também a maior, então aí eu esqueço os momentos deprimentes com que brindaste os teus amigos e família.
Posso até- e repara como eu sou boazinha- não mencionar no blog que perdeste a capa da objectiva, que me disseste 20 a 25 vezes que, o motivo da bebedeira era o facto de ser um dia especial e que só tinhas uma irmã...Obrigada, senhora dona mãe do Cruxe, por ter ficado pela A.
Se disseres muitas, muitas vezes no teu blog A MARIA, À EXCEPÇÃO DA NOIVA E DA MINHA RICA MULHER, ERA A MAIS GIRA DA FESTA, eu não menciono nada que tivesse a ver com o facto de ter dado por ti à procura da lua, enquanto a santa da tua mulher gritava, Ó C. anda para dentro do carro, antes que vá aí e venhas por uma orelha.
Viste?
Agora vê se mandas a pass que é para eu ver a rica coisa que saiu dessa máquina de 3000 euros.
E lembra-te, se tu tens minhas, eu tenho tuas. Logo, sogadito!

PS: O teu piqueno,o mai piqueno mesmo, foi eleito o puto mais castiço da festa. Eu notei nele um olhar de reprovação quando viu o pai a dormir encostado ao balcão enquanto se babava e pedia mais uma. Mas isso fica entre nós.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Um tanto fascista, eu sei, mas vá

Eu tenho umas ideias muito giras. Mesmo, mesmo giras. Tenho dias que parece que sonho de noite para fazer de dia. Sou mesmo parva, portanto. Mas isso já nós sabemos, adiante.
Ora, com o 25 de Abril a chegar, lembrei-me de recriar o ambiente de uma sala de aula durante o Estado Novo. Porquê? Porque sou (todos juntos!) PARVA!
Portanto, aqui fica o registo de algumas pérolas:

1- PIDE? Mamavam um murro nos cornos!
2- As professoras eram muito más!
3- Ai ó teacher, isto assim, tudo caladinho, é uma seca!
4- Agora não temos PIDEs, temos empregadas. Repito: Agora não temos PIDEs, temos empregadas.

A uns 5 minutinhos do fim da aula, eu já estava ALGO enervada pelo que os mandei guardar as tralhas e sair, ao que se dá a seguinta interacção:
- E o mapa de comportamento?
- Ó P., era fácil, como não existiam ainda computadores e impressoras, os meninos ficavam com o comportamento registado na cara, na mão, no rabo...Queres MESMO fazer o mapa de comportamento da aula de hoje?
- ...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Digam lá...


How old would you be if you didn't know how old you are?

Satchel Paige

Gina e Hzolio:

Não, eu não sou assim tão rodas-baixas. Eu meço 1,68!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Vingança/Told you so/ Oh yes I would

Pérolas da vida de casada:

- Mas para quê se tu não tens celulite?
- Opá, come o que te apetece, para mim tu estás bem.
- Acho-a gira, acho...Mas tu és mais!
- Eu até acho que tem sexo a mais (sobre a série californication, que ele bebe até à última gotinha!).
- Eu leio isto mas é pelos artigos. (Revistas masculinas que ele aproveita para "ler" enquanto ajudo a Ninica na cozinha)
- O único doce que eu como é aquele da minha mãe. Sabes qual é, amor?
- Ó amor, se eu disse isso estava bêbado.
- Ó amor, se eu disse isso estava...com sono?
- Isso não é um bocado transparente/curto/aberto à frente?
- Opá, apetece-me ver um filme de acção sem argumento, posso?
- Anda cá que eu explico-te como é que o berbequim/o saca-rolhas/o telemóvel novo funciona.
- Mas tu achas que eu fico cheio com essas tuas mariquices? Eu não tenho um metro e meio como tu!
- Não digas isso! Que parece mal.
- Não faças isso! Que parece mal.
- Não respires! Que parece mal.
- Já me posso sentar agora???

sábado, 19 de abril de 2008

Apetece-me dizer asneiras parte 294 do ano de 2008

Hoje acordei, e acho que a primeira frase que me saiu da boca foi vou ali arranhar a porta para moer os gatos, assim como assim eles fizeram o mesmo a noite toda. Desde aí até agora, tudo me corre mal.
No espaço de 8km, e 15 minutos, nasceu-me um evereste no queixo, apercebi-me que devia ter feito alguma coisinha às olheiras e comecei a sentir o nariz a pingar. Uma manhã de sábado em grande.
Entretanto, e para não me habituar mal, o gajo que adormece e acorda comigo foi para a formação e eu fiquei entregue à borbulha, ao trabalho da formação e a uma gata carente. A televisão não ligava (estava na casa de amigos, sem amigos em casa), a gata fitava-me como que a chamar-me atrasada mental, e ali fiquei eu, a controlar uma explosão de raiva agarrada ao comando. Em cima da mesa estava o computador, respirei fundo e pensei que mais valia escrever qualquer baboseira enquanto rezava aos santinhos que alguém estivesse no messenger. Ora, o computador ligou sem stresses, a gata foi dormir para o sofá, havia gente no messenger (já agora, GET A LIFE!)em suma, tudo me corria bem! Depois tentei escrever e percebi que o cabrão do teclado está em francês. Língua do demo...Desisti do computador, do post cheio de conteúdo (pois, pois) e da conversa aparvalhada de sábado de manhã no messenger.
Há dias do camandro, no meu caso há décadas do camandro. Mas adiante, que eu cá sou rija.
Era já meio dia, e tendo já meio texto feito, lá descobri o botão da extensão...A gata não me engana, ela riu-se. Parva. Para a próxima não te limpo o areão a ver como te safas.
Nisto, o homem vem almoçar, a destilar veneno sobre as parvas das gajas, geeks do catano que não se calam e que nos obrigam a estar ali armados em parvos a falar de cenas parvas. Muito gosta ele de adjectivar as coisas desta maneira...
Rissóis fritos, arroz cozido, lá fico eu entregue a um filme que não percebi, mas que muito me esforcei por perceber. Metia a Binoche e o Gere, mas fico-me por aí.
Agora, acabei de escrever o texto e quando o estou a lançar na plataforma, a net foi abaixo e fiquei sem trabalho. Vou cortar os pulsos.