sábado, 21 de junho de 2008

The end


Apetece-me escrever sobre a festa de ontem; sobre o ensaio muito mau, sobre as olheiras até aos joelhos, do calor, do sol escaldante e da belíssima constipação que me assolou lá mais para a hora de jantar...Mas para quê? O que interessa é que, apesar do ensaio algo desconchavado, a coisa correu bem. No meio da confusão de pais, filhos, suor e lágrimas, os meus 75 magníficos destacaram-se. E não estou a ser tendenciosa. Foram umas mulherzinhas e uns homenzinhos, tanto no público como no palco. Estou orgulhosa.

Infelizmente, tive de os deixar sem me despedir de todos, porque tinha uma peça em Santarém a começar às 9 e meia e arriscava-me a ficar à porta...

Foram uns 8 km bastante amargos, a pensar na cara deles quando reparassem que a teacher não tinha ficado para se despedir, mas também não me estava a apetecer ficar em lágrimas para ir ver uma comédia...

Anyway, de seguida rumámos a Santarém para ver a tal peça. Adjectivos? Hilariante e absolutamente inesperada. Chama-se Tomas Kubinek.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Quantas pessoas conseguimos enfiar numa raláte?


- Meus amigos, hoje é a última aula deste ano lectivo.

- OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!(Graxistas!)

- Shhh...Vá, ouçam lá...

- Ó teacher, não te vás embora! Vem comigo para Peniche!

- Vou para onde, J.?(Enquanto tento não soltar uma gargalhada.)

- Para a raláte (roulotte?) da nha avó.

- Ah, então nesse caso, bora lá!

- Então já somos seis. Eu, a avó, o avô, a mãe, o pai e a teacher!

- E o teacher?

- Vai também!

(No fim da aula tive de gramar com a dança da J., que é uma música qualquer das Just Girls que diz bye bye vou-me divertir, bye bye é sempre a subir/seguir(?))


Já sabem, a partir de hoje encontram-me em Peniche, juntamente com a família da J., a curtir umas férias na raláte.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Pindéricas que disseram mal do meu jardim:

1- PINDÉÉÉÉRICAS!!!!

2-Isto, é relva sim senhora! E viçosa! E plantada por mim!


3- Por causa do vosso mau agoiro, o estupor do gato ignora a relva e come as folhas do meu cacto. Sim, isto é um cacto. O meu marido achou que era uma planta suficientemente destemida para sobreviver aos meus cuidados de botânica.

4- O que vocês têm é inveja. PINDÉÉÉRICAS!

terça-feira, 17 de junho de 2008

This may sound cruel


- Establish a routine for getting silence, e.g. use a special gesture and/or say a special phrase, e.g. say Shhh! Quiet now, please! and mime zipping up your mouth; stand in a special place, e.g. inside a chalk circle; put on a special hat; use a tambourine, maracas or bell; put your hands on your head and, as soon as they see you do this, children become quiet and do the same.


Ontem, quase que a adivinhar o que se passaria na minha última hora, pus-me a ler um manual sobre disciplina, avaliação e estratégias...Claro que estes ingleses passam-se do guelheto. Ora, eu vou-me pôr de maracas, chapéu na cabeça e enfiada num círculo desenhado no chão enquanto digo shhh, e eles calam-se? Epá, eu posso garantir que não... Eu nem vos conto o que se passou na aula porque sei que vocês são pessoas impressionáveis, mas digo-vos que manter a disciplina não passa por fazer figura de ursa à frente destes índios.


Ora, eu, se pudesse dar uma achega no texto que li, escreveria assim, à laia de adenda, ou nota de rodapé:


You could do that, or you could just say "Shut the fuck up you bastards! Can't you see I'm trying to speak here?".

Let me know the results.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Um outro viver e um outro vagar


Eu habituava-me a isto.



Vive-se de outra maneira, lá pelo meu Alentejo. Venho de baterias carregadas, de barriga cheia de sobrinho. Não sei se já mencionei que o meu sobrinho é muito lindo...Já? De certeza? Não tenho ideia disso...
Gostei de alentejanar, de respirar o ar onde me criei e onde estão as minhas raízes. Sempre que volto, o meu sotaque volta em força. Se no dia-a-dia o tento disfarçar, assim que lá chego ele é mais forte do que eu e começo logo a arrastar os ês finais e a usar o ´Hás-de querer sopa? e o Queres café? Em querendo, dizes.
E porque o tento eu disfarçar? Porque me dói muito a eterna exclamação: Ai a menina é alentejana! Nota-se logo!. Se estiver mais em baixo fico logo de lágrimas nos olhos e com uma saudade sem fim.
Resumindo, foi bom ouvir o meu pequenino dizer tia e o castiço Ãe, mãe! quando se desequilibra e cai...Alentejano até ao âmago.
Já vos disse que é lindo? Já?? De certeza?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

...


Se tudo correr bem, e se os planetas se alinharem (o facto de estarmos numa sexta-feira, 13 não significa nada...) dia 21, na Monumental Celestino Graça, lá estaremos a aplaudi-la. Se eu não puder ir, vão vocês. Não se irão arrepender. Snif...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Delírios


- Môr, já regaste a relva?

- Já.


(Também chamamos à mesa de ping-pong court de ténis.)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Lógica sub-8

Estou aqui à beira de uma embolia, de língua dormente, à pala de tanto emborcar Tantum Verde puro, e cheia de fome. Ah, vidinha....
Como as criaturas não saíram às 17h, tive de aguentar estoicamente que passasse meia-horinha para correr para casa. E que bela meia-hora:

- Teacher, onde mora a TÚrquia?
(Ele disse mesmo assim.)

- Foi o Cristiano Ronaldo que te mandou a mensagem?
(Foi, pois!)

- O Cristiano Ronaldo é teu filho?
(Ai...Tenho de tratar estas rugas...)

- Tchiiii, o Deco! Esse gajo não vale nada...O Pauleta é que é!
(Criatura, eu sei pouco disto, mas olha que tu...Assim como assim, metiam lá o Eusébio, também!)

- Devíamos era ir gritar para o pátio!
(- Não, não devíamos.)

Agora vou mas é ver o jogo. E Cristiano, tu manda mas é a bola para os outros, faxavor!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Guida - 1 ano depois












A menina pequenina cá de casa faz hoje 1 ano. Tentei tirar umas fotos queridas, em que ela parecesse um animalzinho meigo e cheio de amor para dar, mas ao fim de uns quantos arranhões e nalgadas naquele rabo, achei que este vídeo é que consegue revelar a verdadeira essência da Guidinha.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

É que não aprendem...




Eu, de phones caídos, mas com o mp3 ligado, mando entrar os cromos minorcas para a sala. Já na soleira da porta, o meu amigo S.- essa criatura de 8 anos que me consegue fazer chegar aos limites da paciência-, sai-se com este belo desbloqueador de conversa:



- Ó teacher, isso é fado!!!



- Entra.



- Mas é, não é?



- Entra.



- Diz lá, teacher, vá!!!



- ENTRA!



- Fogo...



Entra, com ar de poucos amigos, e, mesmo à má-fila, berra lá para o fundo:



- Ó D., a teacher estava a ouvir fado! Tchiiiii....Não gosto nada.



Silêncio da parte da turma, ou não estivessem eles de frente e ele de costas.



Vai daí, e porque não estou para aturar parvoeiras, dirijo-me ao lugar dele e muito calmamente explico-lhe que vai ficar sem intervalo. Viro-me e quando estou a pegar no livro, a alminha diz baixinho: Mas é, que eu ouvi...



- Que belo intervaalo que vamos passar aqui o dois, ó S.. E como tu gostas de esticar a corda, vais ficar a ouvir o tal fado que tu não gostas.






O amiguinho S. ouviu 15 minutos de A naifa e não tugiu nem mugiu.



Sexta-feira vai ficar familiarizado com o conceito Demis Roussos. Esse grande vulto. Ou Nana Mouskouri! É ver até onde chega a minha veia maluca.
ps: A Nana, o Demis e o Julio Iglesias eram cantores de eleição de mámãe. É favor não dizerem mal, olhem que ela é fresca...

domingo, 8 de junho de 2008

Vade retro!


Ou foi do pão com chouriço quente, ou dos profiteroles, ou da caixa de tomates cherry, seja como for, tenho a boca feita num oito, de tal forma que nem consigo falar convenientemente.(Pareceu-me ter visto o Eskisito a saltitar no corredor, mas deve ter sido impressão minha...)
Mariquinhas como sou, e já a pensar na possibilidade de morte por inanição, corri à farmácia na busca de um qualquer remédio para a minha maleita. O senhor- que já me aturou muitas dores e achaques, receitou-me um medicamento que segundo o próprio é infalível. Infalível, de facto é, ainda não sei é se ele se referia à doença ou ao seu portador.
Resumindo, aquele logo tem uma razão de ser. Qualquer semelhança com o símbolo do Plutónio que aparece no Back to the future, não é de todo coincidência.
Ah, pincelinho do horror! Ah, liquidozinho do demónio! Já sabem, se souberem de uma alternativa indolor e caseira, não se acanhem.
ps: A receita que mete vinagre não conta. Para sofrer basta esta.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Baby steps to the summer...


Está oficialmente aberta a época do descapotanço!
YEY!
(A não ser que dê a macacoa ao S.Pedro...)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O A., esse poeta

A Professora Maria ******* é bonita porque ensina e vem muito bonita e bem vem vestida e depois é jentli e mos esscinananos muito bem e é muito bem jeitosa.

Para que conste, eu ensino Inglês!
E para o caso de haver dúvidas, sou muito bem jeitosa. Seja lá o que isso for.
No meio disto tudo conseguiu escrever bem o meu segundo nome. Beats me.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ou isso ou uma galheta no trombil

15h45
J., menina de 11 anos que está no 3º ano com currículo de 2º, aperta o pacote de leite com chocolate, projectando o belo do líquido para cima de D., o colega de turma.

Eu assisto à cena com ar incrédulo. Arranco da soleira da porta, D. agarra-se a mim numa atitude de "agarra-me que eu vou-me a ela", enquanto o abraço e me dirijo à esguichadora de leite:
- J., às 17 e 30, assim que tocar, vou-te buscar à sala e tu vais comigo falar com a mãe do D.. Palpita-me que vais levar a camisola para lavar. Se a nódoa não sair vais ter de pagar uma camisola nova ao D..

17h30
Lá vou eu escada acima. Pego na J., e qual cobrador do fraque acompanho-a ao portão. Espertalhão, e sabendo bem o que a casa gasta, o D., já estava ao portão a queixar-se do sucedido à mãe da J.
Quoting:
- Ah, mas se ela diz que não esguichou, foi porque não esguichou!
- Esguichou sim senhora!
- Ora, isso dizes tu!
Entro eu em acção.
- Sabe, D. Whatever, eu vi q a J. apertou o pacote propositadamente.
- Mas ela diz que não foi ela!
- Pois, mas eu vi.
- Ela não costuma ser mentirosa!
- (Tra-la-la)Er...Eu também não, por acaso.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Vai correr tudo bem (NOT!)

Se eu já tinha as minhas suspeitas de que sou, de facto, uma gaja rija, hoje tive o tira-teimas final. Que era giro os meninos do 1º, do 2º ou do 3º fazerem uma coisinha na festa de final de ano. Que as outras professoras são espertas e descartaram-se. Que eu tenho uma boa relação com os 2ºos anos e com as professoras titulares. Que eu tenho cara de parva e não tenho coragem de dizer aos miúdos que não estou para perder 5 anos da minha juventude a ensaiá-los.
Pumba. Encavada.
E se isso não chegasse, vai de me armar em forte e auto-suficiente:
- Ó Maria, se vir que não é capaz de dar conta deles no ginásio, nós vamos lá e ajudamos. É que são 75!
- (Gulp! Ainda não tinha feito as contas...)Náááá! Eu consigo!(risinho nervoso, aflorar de lágrima ao canto do olho esquerdo, dor no estômago, sintomas de enfarte do miocárdio)

Mas porque é que o circuito cérebro-boca se desliga? PORQUÊ???

Agora que estou aqui sentadinha no sofá, a ver um episódio do House, apetece-me muito ir despejar umas garrafinhas de licor. E fumar. E eu não fumo.

Deves ser jeitosa, deves...


Querida afilhada:


Estava difícil, isso! Raio da cachopa!

Bom, que queres que te diga? Nasceste mesmo a meio de uma greve de pescadores, de uma subida avassaladora dos combustíveis, do namoro do Ronaldo com uma bovina qualquer, de uma semana de muito trabalho do teu padrinho (daí eu ter um padrinho suplente para ti!), de um Euro que põe o pessoal todo a dizer que somos campeões (eu depois elucido-te, querida, agora não te moas)...

Basicamente, isto está tudo do avesso. Mas sabes que mais? Foi contigo que veio o calor e o sol. Só pode ser um bom prenúncio.

Agora, dedica-te a crescer.


So I say go, go, hold your fists high

Grow. Slow. Stand up for the fight though

I hope you never have to.


I see the world through you, David Fonseca

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A inevitabilidade da cromice


Eu lembro-me que a minha idade da parvoeira- vulgo, adolescência- começou por volta dos 12 anos. Lembro-me que, mesmo à custa de umas sarambandas dos meus pais, eu também passei por esta bodega que é a mudança da idade.

É verdade que é uma fase importante, de descoberta, de desafio e de manias parvas, mas eu tenho para mim que a minha foi rápida e indolor, ou não fosse eu filha de mámãe e de pápai...

Ora, e perguntais vos, meus caros, o que é que queres tu que eu te faça? Pois bem, não quero que me façam nada, a não ser que tenham em casa um oráculo de bellini e me possam proporcionar a chave do euromilhões. Não temos? Então, vá, adiante, amigos para sempre! (Ramelosos....pfffff)

E como é que eu sei que a minha adolescência foi uma beleza? Porque nasci na década de 80, e por conseguinte, não apanhei nem just Girls, nem D'ZRTs nem Morengues com açucre. (Reparem no meu brilhantismo: escrevi mal para não levar com pesquisas manhosas, mas tenho para mim que há por aí um petiz brasileiro que é capaz de cá vir ter, mesmo assim. Reconheçamos a criatividade da criatura, por Deus!)

No meu tempo ouvíamos, nada mais, nada menos do que os saudosos Onda Choc e os Ministars. Ah! Aquelas tardes passadas na varanda da L., em que brincávamos às barbies e fazíamos sessões de espiritismo que nos faziam shit our pants...Ah! A capacidade de arranjar um trabalho de alguma disciplina, para podermos ficar a ver a gravação do video clip dos New Kids on the Block...

Ora, éramos umas valentes cromas. Em vez de passarmos à acção, como fazem estas criaturas de hoje em dia, nós ficávamos ali a babar a carpete à dona D., essa santa, que comprava as cassetes dos Onda Choc, assim que saíam.

Mas porque é que eu me lembrei disto? Porque fui a concerto dos Hands on Approaach, e vi coisas do arco da velha. É verdade que isto de ser-se adolescente hoje em dia deve ser tão mau como intigamente, mas não havia necessidade de serem tão...tão...bitchy!

Deixem lá a puberdade work its magic, e depois então mostrem-se, né? É QUE SENÃO É CAPAZ DE SER VÁ, ESTÚPIDO!Quanto à questão da má escolha musical, opá, pronto, deixem lá, está escrito que não há volta a dar.

sábado, 31 de maio de 2008

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O Inferno ao pé disto é um passeio no parque

Há qualquer coisa de kármico (kármiko? Karmiko? Karmico?) na minha existência. Há assim um alinhamento dos planetas de cada vez que eu levanto os costados do colchão. Mas um mau alinhamento.
Ora, eu lembro-me que o dia da criança era um dia giro e pacífico, em que íamos para o jardim municipal passear de mãos dadas com o nosso par e, caso apetecesse e a professora deixasse, éramos até capazes de ir andar de baloiço. Agora, tudo mudou. Dia da criança é dia de galos na cabeça, joelhos esfolados e pais de walkie talkie, em permanente comunicação com o advogado da família.
Portanto, tínhamos umas 10 actividades diferentes, para umas 3 centenas de putos com o demónio no corpo. Eu, como sou uma pessoa de muita sorte mamei logo com uma actividade que envolvia rastejar e apanhar alimentos. Estupidamente, pensei cá para comigo que se calhar at+e nem era mau de todo, considerando que teria apenas de explicar as regras a cada grupo, não teria de andar para lá a rastejar e a apanhar bodegas do chão. Nada mais errado. Ao fim da primeira turma, e por causa do barulho ensurdecedor gerado por aquelas 300 boquinhas, eu já estava capaz de rastejar para demonstrar, visto que as dores de garganta já eram insuportáveis.
A questão da desclassificação era até bastante linear: tocam nas cordas, perdem; tocam nos alimentos dos outros, perdem; abrem a boca para reclamar das regras, perdem; saem antes do "agora", perdem e, a melhor de todas, chutam a porra da laranja e comem-na com casca. E perdem.
Adiante.
Ao fim de 4 horas de "Opá, não é assim!!!!", " Ó ****, tu queres ver que ficas na bancada?", "Baixa o rabo!", É a rastejar! Não é a saltar!/&%$%&%&&" , houve birras. E eu, que até sou uma pessoa bem-disposta, estava capaz de dar cabo do canastro a dois que para lá andaram a rebolar e a enfiar dedos nos olhos um do outro.
E eu, que queria tirar umas fotos à ante-câmara do inferno, esqueci-me da porra da máquina. Bom, acho que consegui ser bastante gráfica.
Resumindo, tenho a tarde livre, e vou passá-la de cu enfiado no sofá, de robe e portátil no colo. Deus queira que não toque o telefone, senão tenho de me levantar.

menção honrosa: Saída do fotógrafo para moi:
-Atão e a stôra não participa no jogo?
- (Eu já te lixo)Vou, pois! Mas tem de ser o meu adversário.
- Eheheheheh
- (Querias conversa...)Ehehehehehehe

quinta-feira, 29 de maio de 2008

As crianças são o melhor do Mundo o camandro!

-Teacher, vais ver-me dançar no rancho?
- Er...
- Vai lá! Pleeeeease...
- Er...Isso é a que horas?
- Depois da escola. Depois do jantar.
- Ok. Eu vou ver se posso. Sabes que o teacher chega tarde e ele DE CERTEZA que gostava muito de te ver...(I'm soooo going to hell!)
-E porque é que não vais para o rancho? Assim, dançavas comigo, com a T., com a C., com o A., e com o...
Vai daí, somos brutalmente interrompidas pelo J. L., a criatura que leva a vida a comer borrachas e aparas dos lápis.
- A teacher não pode porque tem mais idade!
- Olha lá, ó J.L., mas tu achas que eu sou velha?
- Não...
- AH BOM!

Então mas não querem lá ver isto?...Amanhã não calça no trampolim, que é para ver se aprende a ser cavalheiro. Ou passo-lhe uma rasteira.