quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sumário: Exercícios sobre a matéria dada

Li hoje no shiuuuu (aquele blog magnífico, que por acaso até está aí nos links, que eu aqui só ponho coisas do muito bom para cima) um segredo que me deixou a matutar: hoje apaguei todos os números de tel. de pessoas de quem não gosto. Isso fez-me sentir que detinha o controlo.

Gostei. Armei-me de coragem e peguei também eu no meu telemóvel. Pimba, agora vai tudo a eito. Agarrei naquilo e descobri que tenho 6 Anas, e que uma é só Ana. Ana sem nada. Ó diacho, mas quem é que é esta? E logo Ana, um nome tão normal. Fiquei em desespero, sem saber se estava a apagar um número que me viria a fazer falta daqui a algum tempo... Já não estava a achar assim tanta piada à coisa.

Fui baixando, baixando, e encontrei o número da minha ex-companheira de casa que baptizei de Bitch. Portanto, é fazerem mal a um dos meus bichos e eu dou-vos logo nome queridos desses. Não apaguei.Não por achar que a minha ira e rancor passarão algum dia, mas para a atender a chamar-lhe nomes quiduchos, no caso da criatura ter um momento suicida. Eu duvido, mas mantive a coisa.

Os números das miúdas da explicação, dos pais, de colegas...deixei ficar. Até eu tenho pejo em pedir os números outra vez.

Ex-colegas de curso. Não apaguei. Ainda conversamos no messenger, e é bom ter estas linhas que ainda nos mantêm em contacto com uma época boa das nossas vidas. Amigos de agora, mãe, pai, irmão, claro que ficam. Aluna do ano de estágio. Porra, estou a ficar velha. Amigos de infância. Ficam. O meu próprio número. Fica, porque isto de ter cabeça de vento traz grandes desgraças. Amigos de bloguices. Ficam. Desilusões. Apagam-se.

Contas feitas, apaguei 5 números. Nada mal.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Nídia, não quero que te falte nada, portantesss:



Eu.

(Não estava a olhar para lado nenhum, estava apenas a tentar parecer cool. Não resultou.)



segunda-feira, 14 de julho de 2008

Assim é que é!

Ouvi hoje, que os senhores moradores da Quinta da Fonte são ser realojados recorrendo à Segurança Social. Os senhores moradores são de etnia cigana, e afirmam estar com medo de continuar ali, devido ao clima de insegurança que os africanos criaram.
Pergunta da repórter no local (menina com um par deles que sim senhora...): Então e os senhores não admitem que parte da responsabilidade pelo clima de insegurança que aqui se vive é vossa?
Resposta do senhor de etnia cigana altamente indignado: Não admitimos coisa nenhuma. Nós não nos metemos com as pessoas.

Pois claro que não.

Mas o que devemos nós reter desta questão? A prestação da casa está elevada? É pegar na espingarda de canos cerrados e andar para aí a disparar como se não houvesse amanhã, depois pede-se uma casa ao Estado e fica-se com uma casinha nova. Claro que é requisito fundamental pertencer a uma qualquer minoria étnica, senão não nos safamos, porque isto de andar a trabalhar cansa e faz calos.

Assinado: Uma trabalhadora a recibos verdes que não tem direito a ponta de um corno.

(Edit: Fui a uma bomba de gasolina em Santarém, e estava um mercedes topo de gama estacionado no parque. Uma senhora de etnia cigana remexia no porta-bagagens, de onde se avistavam carradas de t-shirts manhosas. Já sem querer entrar na análise do óbvio, o que realmente me fez sentir vergonha desta bodega de país em que vivemos foi o facto da senhora em questão estar a vender as t-shirts a quem passava. Portanto: etnia cigana+mercedes topo de gama estacionado numa bomba de gasolina+venda ilegal= ???)

sábado, 12 de julho de 2008

A nossa Stinky

Desde miúda, desde que me conheço, desde sempre fui a Maria dos gatos e dos cães. Fui criada no meio deles, e habituei-me tanto à sua presença, que chegava ao cúmulo de não perceber como seria uma casa sem animais.
A minha primeira gata chamava-se Chita, era má como as cobras e não tinha pachorra nenhuma para mim, que no auge dos meus 5 anitos, achava que ela tinha de gostar de lavar o cabelo e vestir babygrows como se de um bebé se tratasse. Mordeu-me o nariz e arranhou-me sem piedade ao longo do tempo que durou lá em casa. Infelizmente, vi a Chita ser atropelada logo em frente ao portão de casa e ainda hoje me lembro de tudo. Mal cheguei á escola, no outro dia de manhã, desatei a chorar à frente de todos.
A Chita foi a minha primeira gata, mas hoje não vos quero falar dos gatos, quero falar-vos dos cães. A minha primeira cadela foi a Lassie (estes nomes eram escolhidos pelo meu irmão, porque eu não tinha ainda voto na matéria...), depois apareceu o Sony, depois a Lila, a Tieta, a Violeta, o Lorde e por último o Ayrton. Quando o Ayrton (um labrador lindo e pieguinhas) cresceu, foi-me dado o lembrete que não calçava mais nenhum cão lá em casa, nem que me pintasse de encarnado. Mentira. Faltava aqui um pormenor interessante.
Quando estava a estudar fora, apercebi-me mesmo que me fazia falta ter um animal ao pé de mim, como sempre tinha tido. Vai daí, e porque a vida de estudante é mesmo muito boa (acreditem, vocês que estão a fazer melhorias, ou a estudar para os exames de Setembro...), andava eu a passear com o Eskisito pelas ruas de Portalegre, quando vemos um anúncio no Pingo Doce onde se lia que uma senhora tinha 6 cachorritos para dar. A casa da senhora ficava mesmo ali ao lado. Fiz beicinho, choraminguei, bati o pé, e lá convenci o Eskisito a irmos buscar um.
Estavam todos a comer, sossegadinhos, à excepção de um que andava para lá com o capacho da porta na boca, e a rosnar como se de um cão grande se tratasse. Traz a que se mexe mais, atirei eu, já de braços estendidos para ela. Era minúscula, indefesa, mas com um olhar brincalhão. Como todos os cachorritos, tinha hálito a torradas e café com leite, pelo que ficou baptizada de Stinky.
Evidentemente, não poderia ficar com ela na casa que alugava, pelo que tive de pegar nela na sexta-feira e convencer a minha mãe a ficar com ela lá em casa. Mais uma, Maria *****?, disse-me ela assim que transpus o portão. Pois, mais uma.
Segunda-feira fui-me embora, e já ela tinha conquistado todos lá em casa, até o meu pai que se fingia indiferente se fartava de rir com as tropelias dela.
Passaram uns meses, e ao primeiro cio engravidou do Ayrton. 4 cães mais. ENORMES. Lindos de morrer e que comiam como se não houvesse amanhã. Fui à Rádio Elvas e pedi que dissessem qualquer coisa sobre a ninhada, porque era impensável ficar com mais 4 cães. Aí sim, eu era dada para adopção. Felizmente, apareceu um senhor que quis 2, um branco e um preto, o outro branco ficou para um amigo do meu irmão, e a outra (a Nina) foi para os meus sogros e ainda hoje tem o mesmo olhar da mãe.
Entretanto passaram 10 anos. A Stinky mudou-se para casa do meu irmão, onde aprendeu a ter maneiras e a gostar de tomar banhinho. Manteve a veia maluca que sempre a caracterizou, ou não fosse ela conhecida pelo cognome- a maluca.
Não teve mais filhos, teve uma vida boa e confortável, até que a saúde lhe pregou uma partida e esta semana deixou a família.




quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ai que estás a ficar amblíope!


-Leste o post sobre a minha franja?

- Li.

- E então?

- Epá, estava para aqui a atrofiar...esta da foto parecias-me mesmo tu!


Portanto:

1- O meu rico marido acha-me parecida com uma moça,-digamos, vá- absolutamente e ridiculamente gira. Não deixa de ser positivo, mas fico preocupada com o estado das córneas do moço...

2- O meu rico marido precisa de mudar as lentes dos óculos, mas antes de ir com ele ao sôdotor vou aproveitar para elevar a minha auto-estimazinha.

3- Estou tão jeitosa! Parece que saí de um catálogo de intigamente, mas gira!



quarta-feira, 9 de julho de 2008

I'll stand by you...*



Ficou mais ou menos assim, mas como eu sou muito mais jeitosa que o camafeu aqui de cima, o resultado é francamente melhor.

Basicamente, pareço uma índia da amazónia, mas vestida. Ou a vocalista dos Pretenders. Ou a Beatriz Costa, embora mais comprido.

*Quem é que lá chegou?

ps: Fui a um cabeleireiro novo. Arrotei com um balúrdio, é certo, mas saí de lá cheia de cagança. O que uma franja faz a uma mulher...Recomendo, portanto, o cabeleireiro do valle dos príncipes e a sua funcionária que é uma simpatia. Ah, e têm direito a massagem e tudo. O spa diz que é um espectáculo, mas para isso não houve verba. Ai que fartura de ser pobre, francamente!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Please, be gentle...




E porque é que cortar o cabelo é sempre um drama para mim? Porque nunca corre como é suposto. Nun-ca. Chega a ser patético. Até aqui nada de novo, não é? Atire a primeira pedra quem nunca saiu do cabeleireiro com vergonha de olhar para o reflexo das montras.


Mas aqui é que a porca torce o rabo: eu não culpo as cabeleireiras. Eu culpo a minha falta de objectividade nas instruções ("É este corte aqui. Não, este. Pois, mas eu gosto é deste. Não, a sério, ESTE!") ou o síndrome veia maluca, que consiste em entrar no salão e ficar logo com ideias parvas de madeixas encarnadas e tal...


Por exemplo, neste momento eu estou convencida que vou só cortar as pontas. Amanhã, devido ao síndrome veia maluca, posso muito bem mudar de ideias, e é que é de caras que faço uma franja inominável e saio do salão a parecer um pavão com problemas neurológicos.


(O melhor de tudo é a reacção do Eskisito, que oscila entre o já costumeiro mas que raio de merda fizeste tu ao cabelo desta vez? e o abnegado deixa, eu habituo-me...)

domingo, 6 de julho de 2008

Sou a maior cá do 1º

Estou esparramada no sofá, com a tv sem som, a ver cenas sem jeito nenhum na net (mas sem que por isso se tornem dispensáveis), com o Lucas ao lado a ressonar e a ter espasmos devido aos pesadelos, e ouço assim:
- Vá, larga lá isso, que eu quero ir matar umas pessoas e descontrair.
Creepy?
Não.
Ele está a passar a ferro.
Agora sim, creepy.
Se já estão com inveja, minhas caras, parem para refelctir na questão: Quem é que vai andar toda amarrotada esta semana?

sábado, 5 de julho de 2008

Para depois não dizerem que eu não avisei



Eu não estou grávida e tenho desejos. Ponto.
Eu tenho desejos de chocapic com strogonoff e como aquilo e mai nada.
Eu tenho desejos de comer peanut butter, qual dumbass american, e descubro que aquilo é uma bela bodega.
Vai para algum tempo que eu andava com ela fisgada: era passar pela zona das compotas e afins e lá ficava eu, de olhinho a meia-haste e beiça saliente, cheia de vontade de provar aquilo. Claro que o meu marido- essa pessoa ultra-animada!- vinha logo informar-me que aquilo não era o que eu pensava e que não era doce, e que- imagine-se!-eu já tinha provado e tinha odiado. Ele há gente muito poucachinha, credo...
Ora ontem decidi pôr termo a este sofrimento e comprei um boião daquilo: 200g de sofrimento atroz. Espetei-lhe com geleia de marmelo por cima e- talvez devido à fome- enfardei dois cacetes dos pequenos.
Claro que eu não me fiz de rogada e comi aquilo sem dizer nadinha, senão lá vinha a animação em forma de cônjuge armado em mete-nojo, e eu aí tinha de me chatear, e eu chateada e com fome sou impossível...
Portanto, eu não gosto daquilo, aquilo sabe efectivamente a minuins triturados com a pele, é sequíssimo e tem uma textura horrível...MAS EU COMI DAQUILO AO LANCHE OUTRA VEZ.
Eu aposto no desvio comportamental, e vocês?

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A necessidade dos psicotécnicos na escolha de padrinhos e madrinhas

Afilhada - Vamos ao teu quarto.
Eu - Vamos lá.
Afilhada - Olha a Pucca!
Eu - Pois é, sabes que eu gosto muito da Pu...
Afilhada - E esta, quem é?
Eu - Er...(ora bom, estou perante uma criança agnóstica...)...Então, essa, é a Maria.
Afilhada - É parecida com a senhora da procissão.
Eu - Da prociss...(AHA!)
Afilhada - Sim, aqueles que andam devagarinho....(Pausa dramática, enquanto passa os deditos pelo label que diz Fátima.)
Afilhada - Vá, agora vamos ali ao pé do pai e da mãe. Não te esqueças de falar na Maria da procissão.

Mariazinha: 27 anos a dar cabo da cabeça aos mais pequenos, e aos respectivos pais por arrastamento.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Cara de uma, focinho da outra (not)



Segundo mámãe, o meu rico sobrinho-criança mai linda não há- olha para a televisão e chama por mim quando aparece a Tânia Ribas de Oliveira. Será que faz o mesmo quando aparece a Cindy Crawford? Pois, eu vi logo.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ah...o maravilhoso FimdeMundo!


Repararam como-qual escritora a sério- tive uma crise existencial? A vossa sorte (?) é que eu não sou dada a dramatismos, e tratei logo de me imbuir do verdadeiro espírito deste blog. Esse mesmo em que vocês estão a pensar. Ainda bem que estamos de acordo.

Aposto que perderam o sono, a pensar no motivo que me levou a deixar a porta do blog no trinco. Foi, não foi? As vossas vidas deixaram de fazer sentido, não foi? Eu desconfiava. Ora aí têm a vossa resposta ao conflito que vos assola: responsabilidade social.

Imaginem que eu deixava de vos falar do FimdoMundo e dos FimdeMundenses! Ah pois é, não tinham pensado nisso, não é? Imaginem que eu não vos falava dos velhinhos que se juntam no bar junto à barragem e que fazem concursos de quem-é-que-manda-a-escarreta-mais-longe. Imaginem que eu não vos relatava os diálogos brutalmente metafísicos entre o Eskisito e o senhor dos correios, sobre o comprimento das unhas e a dificuldade em tirar as moedas do compartimento da carteira...

Isto, meus amigos, foi uma paragem necessária, o Paulo Coelho foi a Santiago de Compostela, eu, como sou tuga, emborquei umas minis, mordisquei uns cacahuetes, tive umas interacções com um puto de franja ondulada a escorrer gel, dignas de um post, e dei por mim a dizer coisas do género isto dava um post, enquanto me engasgava com os malditos cacahuetes. Ora, ao fim de uns dias as situações idiotas já ultrapassavam o limite do humanamente possível de guardar na memória, e eu resolvi vir cá dizer que nunca faltará assunto neste blog, enquanto viver neste pedacinho de território português, cheio de gente vestida de licra e cabelo à redneck americano.


ps: O moço da franja merece um post só para ele. Sinto que há algum tefe-tefe da parte dele para comigo. No outro dia, pedi-lhe um magnum não-sei-quê, como podia ter pedido um magnum não-sei-quantos, e qual não é o meu espanto cquando o vejo já com um pé no ar, e de tronco enfiado na arca, como se de um filme dos Cohen se tratasse. O resto, fica para outro dia. Mu ah ah ha aha ha.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

1...2...3...experiência


Há uns serões atrás, pus-me a fazer o meu próprio perfil psicológico, de acordo com adjectivos que os meus amigos me dessem. Esperava ter obtido mais respostas, mas acho que as duas primeiras chegaram...


Instável

Verdadeira


A primeira soou-me a eufemismo para maluca, mas com algum verniz a coisa compôs-se...A segunda deixou-me a pensar. A pensar muito a sério. No que sou, na maneira com que ajo e me realciono com os outros. Diz que sou verdadeira...Mas será que sou mesmo? Em todos os âmbitos da vida? Se assim fosse, este blog estaria encerrado até decisão em contrário, porque de momento sinto que não consigo estar para aqui a debitar baboseiras inconsequentes.

Vou tirar umas férias do blog, senão isto não tarda nada está cheio de poemas e ursinhos e ronhónhó...
(Até já me dou bem com o mastronço...Este blog está condenado.)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Ó diacho...

isto nem parece meu!
O relógiozito do computador diz o:42; estou de pijamita (mentira, mas não posso dizer que estou de t-shirt do marido, que me dá pelos joelhos.) em frente ao computador a ver bloopers do House...e a minha rica cara-metade está a dormir a sono solto.
Ora bom, para quem me conhece, isto é coisa para chamar o professor bambo e exorcizar-se já este mal.
Tenho mesmo de fazer um esforço para acordar mais cedo e não cair na cama depois do almoço até ao jantar. Ah, maldito estigma alentejano!
(Não tarda tenho aqui o Eskisito todo esbaforido, a perguntar se estive a vomitar. Ah, a maravilhosa vida em conjunto...)
Bom, vou pôr um qualquer filme de acção para ver se me chega o sono.

domingo, 22 de junho de 2008

Gente da minha terra

Isto dos blogs tem destas coisas: umas muito boas e outras muito más - se bem que eu não me ralo grande coisa com estas últimas.
Conhecemos pessoas que não sabemos como são, nem como pensam, mas- e isto chega a ser spooky...- algo nos diz que está ali alguém que vale a pena. Alguém que, lá do outro lado do país, da rua ou do Mundo, tem algo em comum connosco.
Ontem tive um serão que revelou isso mesmo- blogs à parte, cimentou-se uma amizade (sendo que os alicerces mais não são do que umas boas gargalhadas no msn que depois reproduzimos in loco...), entre 4 pessoas, que acabaram por ser 5 e depois 6.
Ainda dizem que isto dos blogs é apenas isto ou aquilo. Contas feitas, é uma óptima forma de conhecermos pessoas que valem a pena. E isso, quanto a mim, chega.

(E o brilhantismo inerente ao título, hein? Sou fantástica, pá.)

ps: Mariza, és cá um poste...
ps2: E cantas...vá, benzinho!...Quando eu gravar o disco, convido-te para os coros.
ps3: Mental note: para a próxima levo binóculos.
ps4: E uma almofadinha. O nalguedo agradece.

sábado, 21 de junho de 2008

The end


Apetece-me escrever sobre a festa de ontem; sobre o ensaio muito mau, sobre as olheiras até aos joelhos, do calor, do sol escaldante e da belíssima constipação que me assolou lá mais para a hora de jantar...Mas para quê? O que interessa é que, apesar do ensaio algo desconchavado, a coisa correu bem. No meio da confusão de pais, filhos, suor e lágrimas, os meus 75 magníficos destacaram-se. E não estou a ser tendenciosa. Foram umas mulherzinhas e uns homenzinhos, tanto no público como no palco. Estou orgulhosa.

Infelizmente, tive de os deixar sem me despedir de todos, porque tinha uma peça em Santarém a começar às 9 e meia e arriscava-me a ficar à porta...

Foram uns 8 km bastante amargos, a pensar na cara deles quando reparassem que a teacher não tinha ficado para se despedir, mas também não me estava a apetecer ficar em lágrimas para ir ver uma comédia...

Anyway, de seguida rumámos a Santarém para ver a tal peça. Adjectivos? Hilariante e absolutamente inesperada. Chama-se Tomas Kubinek.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Quantas pessoas conseguimos enfiar numa raláte?


- Meus amigos, hoje é a última aula deste ano lectivo.

- OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!(Graxistas!)

- Shhh...Vá, ouçam lá...

- Ó teacher, não te vás embora! Vem comigo para Peniche!

- Vou para onde, J.?(Enquanto tento não soltar uma gargalhada.)

- Para a raláte (roulotte?) da nha avó.

- Ah, então nesse caso, bora lá!

- Então já somos seis. Eu, a avó, o avô, a mãe, o pai e a teacher!

- E o teacher?

- Vai também!

(No fim da aula tive de gramar com a dança da J., que é uma música qualquer das Just Girls que diz bye bye vou-me divertir, bye bye é sempre a subir/seguir(?))


Já sabem, a partir de hoje encontram-me em Peniche, juntamente com a família da J., a curtir umas férias na raláte.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Pindéricas que disseram mal do meu jardim:

1- PINDÉÉÉÉRICAS!!!!

2-Isto, é relva sim senhora! E viçosa! E plantada por mim!


3- Por causa do vosso mau agoiro, o estupor do gato ignora a relva e come as folhas do meu cacto. Sim, isto é um cacto. O meu marido achou que era uma planta suficientemente destemida para sobreviver aos meus cuidados de botânica.

4- O que vocês têm é inveja. PINDÉÉÉRICAS!

terça-feira, 17 de junho de 2008

This may sound cruel


- Establish a routine for getting silence, e.g. use a special gesture and/or say a special phrase, e.g. say Shhh! Quiet now, please! and mime zipping up your mouth; stand in a special place, e.g. inside a chalk circle; put on a special hat; use a tambourine, maracas or bell; put your hands on your head and, as soon as they see you do this, children become quiet and do the same.


Ontem, quase que a adivinhar o que se passaria na minha última hora, pus-me a ler um manual sobre disciplina, avaliação e estratégias...Claro que estes ingleses passam-se do guelheto. Ora, eu vou-me pôr de maracas, chapéu na cabeça e enfiada num círculo desenhado no chão enquanto digo shhh, e eles calam-se? Epá, eu posso garantir que não... Eu nem vos conto o que se passou na aula porque sei que vocês são pessoas impressionáveis, mas digo-vos que manter a disciplina não passa por fazer figura de ursa à frente destes índios.


Ora, eu, se pudesse dar uma achega no texto que li, escreveria assim, à laia de adenda, ou nota de rodapé:


You could do that, or you could just say "Shut the fuck up you bastards! Can't you see I'm trying to speak here?".

Let me know the results.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Um outro viver e um outro vagar


Eu habituava-me a isto.



Vive-se de outra maneira, lá pelo meu Alentejo. Venho de baterias carregadas, de barriga cheia de sobrinho. Não sei se já mencionei que o meu sobrinho é muito lindo...Já? De certeza? Não tenho ideia disso...
Gostei de alentejanar, de respirar o ar onde me criei e onde estão as minhas raízes. Sempre que volto, o meu sotaque volta em força. Se no dia-a-dia o tento disfarçar, assim que lá chego ele é mais forte do que eu e começo logo a arrastar os ês finais e a usar o ´Hás-de querer sopa? e o Queres café? Em querendo, dizes.
E porque o tento eu disfarçar? Porque me dói muito a eterna exclamação: Ai a menina é alentejana! Nota-se logo!. Se estiver mais em baixo fico logo de lágrimas nos olhos e com uma saudade sem fim.
Resumindo, foi bom ouvir o meu pequenino dizer tia e o castiço Ãe, mãe! quando se desequilibra e cai...Alentejano até ao âmago.
Já vos disse que é lindo? Já?? De certeza?