quinta-feira, 9 de outubro de 2008

3 questões:

- É de mim, ou os Contemporâneos metem muito mais piada num sketch do que os Gato Fedorento num programa inteiro?

- Passar o concerto de coldplay na rtp lá pelas 2 da manhã é coisa um tanto idiota, ou o pessoal que gosta de Coldplay não trabalha?

- Se, suponhamos, o vosso marido diz que não lhe apetece limpar a casa, mas que acede porque já se sabe que as mulheres são assim e assado e se, ao cabo de um quarto de hora ele começar a berrar ao som do aspirador e formos dar com ele banhado em sangue por que (alegadamente...) se cortou num vidro que tinha aspirado...é de uma pessoa acreditar na falta de sorte e afinco no serviço, ou é coisa para acreditar que os homens são uns calões que fazem tudo para não mexer o rabo do sofá nos próximos dias?

(Ele, tadinho, não vai poder ripostar por se encontrar lesionado e cheio de ligaduras, pelo que o direito de resposta aqui é uma coisa vá, inexistente. Essa é que é essa.)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

1 a 0 para os fedelhos

Lá comecei então no FimdoMundo. Ao cabo de umas 5 h de sono, levei com as minhas pestes que agora já me dão pelo sovaco, o que me faz pensar que já é hora de pararem de crescer ou ainda me fazem a folha dentro da sala e eu não me safo.
Logo no primeiro dia, os pais resolveram dar-me uma prenda. Ora, se isto não é uma forma de me prepararem para o pior, não sei o que será. De maneiras que agora tenho um necessaire castanho a juntar ao amarelo e ao cor-de-rosinha choque com o snoopy. Agora sim, sou uma mulher completa.
Um, apareci de óculos, coisa que para eles é fenomenal. Os meus óculos têm armações encarnadas. O delírio. As mesmas expressões relativas ao Benfica, o mesmo cala-te e anda mas é para a frente do costume.
Ah e tal, estão mais crescidos, têm de ser mais responsáveis e rec tec tec. Resposta do J., o meu rico J., que este ano ainda me vai dar mais cabo da mioleira: E a teacher também.
O c***** chamou-me gorda, não foi?

domingo, 5 de outubro de 2008

E prontos, é assim

Sendo que hoje se trata do último dia do coiso secreto, começo a acusar algum cansaço físico, bastante falta de paciência para sair de casa no super-cute mode e muito, mas mesmo muito mau-feitio.
A ariba quase que acertou no coiso secreto, mas foi um tiro de raspão, mas tadinha, ela agora tem o centro gravitacional desajustado...:)
Ora, de entre as muuuuuuitas pessoas com quem tenho estado nestes últimos 11 dias (seguidinhos, sem folguinhas e com dorzinhas nos gémeos...É assim que se diz, não é? Tipo, as dores nas barrigas das pernas, é não é?), criei alergia às criaturas adolescentes. É verdade que é uma fase inevitável, que a nossa também foi qualquer coisa de absurdo, mas estes gaiatos e gaiatas são uma amálgama de parvoíce muito superior aos limites do suportável.
Primeiro que tudo não cumprimentam, não agradecem e falam empertigados para o resto da humanidade. Ora, comigo dão-se mal. E como eu não quero ser expulsa do local pelo meu próprio compadre (long story....), resolvo beber água e endossar as criaturas à minha querida colega-amiga-palhaça da vida que percebe a camada de nerveeeessss que eles me dão e me dá um pontapé no estômago ou me diz tu não ias ali à casa-de-banho?, de maneiras que eu me sossegue e não aumente a úrsela.
Amanhã começo as aulinhas no meu querido FimdoMundo, cheia de ramelas e a ressacar de tanto contacto humano. Vai ser bonito, vai. Vou continuar com as minhas pestes, com o que isso tem de bom e de mau. Tenho saudadinhas deles, isso tenho, embora amanhã pelas 6 da tarde me apeteça dar cabo do canastro a meia dúzia deles. É a tradição!

sábado, 4 de outubro de 2008

Eu confesso

que não reconheço perfumes. É um problema que tenho. Ando para ali, a cheirar, e ao fim de dois ou 3 papelinhos, não cheiro nada nem distingo o que quer que seja. Fico com uma bela dor de cabeça e a próxima refeição é uma perda de tempo.
Definitivamente, não pertenço ao grupo das gajas que se põem a desfolhar uma revista e que param nas pa´ginas de publicidade e exclamam seguras de si: este perfume é tãããão bom!
Não, eu cá não consigo ter estes momentos de exteriorização pura, é escusado.
Em compensação, tenho memória olfactiva no que ao uso diz respeito. Explico: reconheço os cheiros nas pessoas. O que os meus amigos usam não sei, mas se o cheirar lembro-me que o não sei quê usa.
No outro dia, estive a falar com um moço lá no meu coiso (o coiso secreto). Ao fim de uns segundos e com a aragem a favor, vai de me vir uma baforada a pefume que me fez perder o fio à meada. Calei-me e ali fiquei estática, a pensar, incapaz de perceber quem era a pessoa com quem já estive e que usava aquela porcaria. O desgraçado, calou-se também e deve ter pensado que me estava a dar algum chilique, porque fiquei com cara de parva a olhar o vazio. Mas ZÁS! Lembrei-me. Sorri, limpei a baba que entretanto escorrera e lembrei-me, caraças! Era o perfume de um colega dos tempos de estudante. Não faço ideia do perfume que é, mas vá.
Estou sozinha no universo ou há para aí mais apanhados da cachola como eu?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Porra para isto

O que eu gostava de ser rica, credo.
É sexta à noite e aqui estou eu a bulir, farta de ver pessoas. Há-de ser meia-noite e eu hei-de estar enrolada na manta, qual velhinha. Tenho lá pachorra para ter uma vida social?...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A 3 dias do fim

A 3 dias do fim, apetece-me contar-vos o que se passa. É trabalho. Não, não estou grávida. A minha Maria-meez está com soninho mas é por causa do trabalho que me faz adormecer a horas impensáveis.
A 3 dias do fim, ando com vontade de espetar umas quantas murraças na cara de alguns adolescentes mimados e a precisar de clearasil como de água para a boca.
A 3 dias do fim, continuo a pensar no senhor cego que me fez ficar de nó na garganta, pedindo-me para lhe levantar dinheiro, mesmo sem saber se eu era de confiança ou não. Qual foi o critério? A minha gargalhada, segundo ele. Eu sabia que ser esganiçada serviria de alguma coisa. Fiquei cheia de um sentimento de culpa, por conseguir fazer tudo sozinha e não saber estar grata por isso. Enfim...
A 3 dias do fim, relembro as conversas que tenho tido com alguns senhores e senhoras que têm uma vida complicada e a quem posso ajudar, nem que seja ouvindo.
A 3 dias do fim, tenho-me fartado de rir com os reformados que dizem grandes verdades com um sorriso nos lábios. Uns castiços.
A 3 dias do fim, volto a pensar na questão do Portugal dos Pequeninos, dos pobres de espírito, dos mal-encarados-porque-sim e dos reis na barriga...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Vá, chama-me nomes, ó mariquinhas!

Começa o ano, começam as praxes, começa a lamúria das praxes.
É verdade que acontecem coisas do piorio, lá isso é. É verdade que os filhos de uma bovina que se intitulam Presidentes de Comissões de Praxes são os maiores badamecos lá do sítio, e que, passado o primeiro mês voltam a ocupar a sua cadeirinha de rato de biblioteca. É. E isso irrita, porque se até vivessem o raio do academismo no que ele tem no seu todo (desconheço esse todo, mas soou bem) ainda vá que não vá, agora estes grandes-malucos-intermitentes-porque-às-2 tenho-estar-em-casa já se atiravam aos picos.
Depois temos a questão da socialização e do conhecer pessoas. Treta. Eu não precisei de cantar silence 4 aos berros no meio da praça (enquanto tocava uma guitarra imaginária....) para socializar com ninguém, eu sou uma pessoa que socializa apenas e só quando quer.
Joguei tetris humano, fingi que era um burro ( e que bem que o imitei...), comi iogurte de maneiras impensáveis, deitei sangue do nariz devido ao sol na moleirinha, tomei banho numa água verde-visco...Um horror, portanto, mas estou cá.
Agora estes putos Morangos com açúcar que vão de portátil para a escola, ao volante do seu carro novo e com a roupa de marca não pode levar com chantilly no cabelo?? Mas trajar é fixe, não é?Pff....
Mariquinhas.
E a vida de estudante é MESMO boa, não aborreçam os que trabalham com aqueles queixumes do tenho tantas frequências este mês. Poupem-nos, sim?
Vá, suck it up, e vai lá pôr as cuecas por fora das calças, ó maricas. E lembra-te que eu posso apagar comentários cheios de rancor, logo, não percas tempo com isso e estuda, que é para isso que aí andas. Maricas.
Sim, foram 4.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Isto merece um post

Estava eu aqui a desligar o coiso, quando oiço a Teresa Guilherme dizer: Já considerou ter relações sexuais com a sua mulher e a sua sogra ao mesmo tempo?

MEU




DEUS

De maneiras que o moço disse que sim, que achava a sogra mais atraente do que a mulher (eu também achei, mas eu não estava na cadeira...).
A Teresa Guilherme escarafunchou bem na ferida, ao ponto da mãe do visado ter ficado embuchada de tanta vergonha.
Ora, se isto não chega para dar cabo do gajo, este afirma que se acha mesmo superior às senhoras da limpeza.
Com a mãe à beira de um avc, a Teresa Guilherme enfia um bocadinho mais a faca no fígado (moral) do moço perguntando-lhe se ele adormece a pensar num grande regabofe entre ele, a mulher e a sogra.
Adoro a televisão portuguesa.

(Uma ideia para uma pergunta: Consegue viver consigo próprio?)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Aproveito o buraquinho

...para vos dizer que não acertaram, embora a Teresa tenha conseguido acertar nos requintes de malvadez.
Mas deixo outra pista que mais não e do que uma questão me assola desde as 6 da tarde de ontem: estava eu de castigo à porta da Bershka (não posso explicar porquê...so sorry, é esperar!) e reparo que, primeiramente, sou uma pessoa muito fora de moda. Não usava 85% daquilo, e olhem que eu não sou nada esquisita. Segundo, e é este o móbil deste post, então mas porque é que os moços da Bershka chamam trousers às calças de ganga?
Eu estou mesmo velha e acabada ou aqueles nhonhós trocaram as placas? Vocês elucidem-me!

domingo, 28 de setembro de 2008

Caríssimos:


Dia 6 conversamos melhor.

Tenho tanta parvoeira para postar e tão pouca capacidade de pôr os dedinhos a funceminar...Mas vai valer a pena, ai isso vai! Vai ser à intiga!


ps: A Azul mudou de nome para Azula e tem um coiso novo. Tenho tanta preguiça que ainda nem o adicionei aos links. Mas há um motivo de peso. Deixo-vos uma pista... (Flávio, não abras o bico.)

domingo, 21 de setembro de 2008

Eu via a Heidi...

Eu nunca pensei que isso da Floribela e do programa dela para os putos (pelo menos é o que diz a programação...) fosse tão mau como li em tantos blogs. Mea culpa. É 300 vezes pior.
Ontem, transmitiram o concerto (é assim que se chama a um espectáculo de covers?...) do Tony Caminéte em prime-time na rtp...Hoje, isto...
DE CERTEZA que ainda não conseguimos deslindar o motivo desta crise? Vamos lá puxar pela cabecinha.

sábado, 20 de setembro de 2008

Eu já não vou tendo saúde para isto

Eu queixo-me da minha falta de sorte, mas a Luazinha é que tem razão: eu até podia estar a ganhar montes de guita numa qualquer profissão de futuro, mas era uma pessoa cheia de guita mas sem aventuras para contar...Quer dizer, podia sempre pagar para ter aventuras, em safaris e coisas assim cheias de espectacularidade...Adiante, que já estou quase a mudar de ideias.
Hoje, estive com a minha única turma de 1º ano e digo-vos já que está ali um grupo muito castiço. Mais calmos que os meus índios do costume, e são mesmo, mesmo inocentes. Tão bom!
Quando era miúda, as irmãs (as in freiras...) mandavam-nos calçar as botinhas de lã imaginárias para não fazermos barulho pelos corredores, ora não é que eu convenci estes a fazerem o mesmo sem nenhum me ter mandado encher de moscas? Foi lindo de ver, todos a fazer os gestos de calçar as botas e a subir as escadas sem se ouvir nadinha. Obviamente que eu ia de sandállias e fiz um cagaçal do camandro, vá lá que eles não me deram nas orelhas...
Chegamos à sala e ainda antes de eu fechar a porta, o M. (facto que descobri depois da chegada dos paramédicos) diz calmamente e a apontar, qual puto creepy de filme de terror:
- Senhora Professora, a F. bebeu lixívia.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Placas, pá! Ponham PLACAS!

Hoje, enquanto tentava descobrir uma escolita, para onde me mandaram dar uma hora, passei por uma placa que dizia Água de Ratas.
Percorri qualquer coisa como 40km e o único transeunte que me dá indicações diz-me tenha muita luz.
A única pessoa que andava naquela mesma estrada era um gajo em tronco nú numa casal.
Ao fim de uns 20km sem ver vivalma, dei com uma vanette (O meu pai vendia carros! Eu sei estas coisas...) perdida no meio dum pinhal, de mala aberta e NINGUÉM nas imediações. Senti-me tão perdida que pensei em parar e perguntar se era mesmo para ali a escola...mas não me apeteceu ser violada, espancada e deixada esvaída em sangue na valeta.
Onde é que eu tinha a cabeça quando preenchi aquelas bolinhas do impresso? Tanto curso jeitoso que havia...O que eu me fartei de gozar com Engenharia do Papel...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Some call it karma...I call it my life.

Ai...
E pronto, o primeiro dia passou-se. E começou muito mal. Mas também não é novidade! Apanhei uma turma de índios e de índias com o rei na barriga e lá tive de recorrer à cara de má número 53/a de 2001.
Deu-me logo o tilt quando chego à valência da escola que me foi indicada, e me mandam para bardalhais de baixo. Ai mas essas turmas não estão aqui...Estão lá em cima.
Ora, lá em cima significava agrupamento. Lá em cima significava 2 km a pinote (com o carro loooooonge!). Lá em cima significava subir aquela bodega de saltos, vestidinho, pasta, rabanada de vento por baixo do vestido, cabelinho esticado para o galheiro, pés feitos em merda, transpiração, irritação e ovulação, tudo ao mesmo tempo.
Ora, aquelas criancinhas escolheram um mau dia to mess with my brain. Ainda por cima a auxiliar diz-me que eles são do piorio e que o C.E. a manda ficar à porta para ajudar... Mas ajudar em quê? Ai, sabe, no ano passado, eles chegaram a subir para cima das mesas...São mesmo mal-comportados!
Agradeci a ajuda, a disponibilidade e a informação, mas disse-lhe que eu cá me arranjaria. Nem que saísse um pela janela. Ela riu-se. Eu não.
Ela achou que eu era doida varrida. Feitios.
Anyway, saíram em fila a pedir desculpa pelo comportamento. E apanharam uma vergonhaça em frente aos do 7º ano. Mu ah ah aha ha ha ah.
Hoje, apanho-os outra vez, bring it on!!!!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Outro primeiro dia


Começo hoje na escolita. Normalmente escrevo sobre este dia de ânimo leve, na brincadeira, mas, na verdade, encaro este dia com bastante seriedade.

Desde miúda que o primeiro dia de aulas era um marco: os materiais novos, a mochila antiga mas lavadinha, os livros plastificados e a cheirar a novo, como o meu nome escrito pela mão da minha mãe. Adorava a letra da minha mãe. Lembro-me de ter visto a assinatura da Amália, com aquele a minúsculo no início, e imediatamente associei-o ao a minúsculo do Ana da minha mãe. Olha mãe, a Amália assina como tu!

Adiante. Era um dia especial. Conheciam-se os professores, apontavam-se os nomes e tentávamos descobrir-lhes as manhas, os medos e a ternura por detrás dos livros, da pasta e do livro de ponto. Ali, em frente ao quadro, tornavam-se os donos do Mundo e os seres mais vulneráveis. Tudo ao mesmo tempo. ...Que pensarão eles de mim? Tenho um nome estúpido...E não sou a melhor, nem a mais alta, nem a mais espertalhona...

Esquecia-me que era ele, o professor, quem se sentia perscrutado até ao limite.

Hoje, sou eu aquela que está de costas para o quadro. Sou eu quem eles observam, à procura da falha. Este, é um dia muito importante. Escolho a roupa, penteio os cabelos, arrumo a pasta e fico ansiosa. Vai correr bem.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Eu, alarveirona, me confesso

Isto do blog é aquela coisa catártica, em que uma pessoa vem aqui, inicia sessão, e vai de despejar os seus devaneios e preocupações, né?
Pois cá vai, ontem comi um total de 8 crepes com nutella. Pensava que tinham sido 6, mas não, comi dois durante a confecção. E fiz dos crepes uma refeição. Quatro deles. Os outros foram sobremesa do jantar.

Borbulhas...
Gordura localizada...
Gordura da outra, tipo, não localizada...a que vai para os bracinhos, perninhas...
Culpa...
Esta semana só cá entra sopinha! Aguada!

sábado, 13 de setembro de 2008

Não me cabe um feijãozinho no...

Eu sabia que havia um motivo para ter um blog, caneco! FAZER-VOS INVEJA!!!! Muahahahahahahahahahahahahahah...
Ora, ontem fui ter com o meu irmão ao parque fechado do Pax Rally (ah pois! Haja um na famelga que se safe!), e um senhor grandalhão alemão, que fazia parte da equipa de assistência dos outros dois senhores grandalhões alemães, convidou-me a conhecer a cabine do camião! Esquecendo a componente engate reles, foi uma coisa muito fixe. Ele disse inside, abriu-me a porta e riu-se com aquela cara de quero ver agora como levantas o nalguedo até ao primeiro degrau. Cabrão; Mas lixou-se, porque eu subi! (Com a ajuda da mãozinha do meu rico marido naquela zona que cada vez me pesa mais...)
Entretanto, hoje, cumprimentei a Senhora Dona Simone de Oliveira e pedi-lhe um autógrafo. Desde criaturinha que tenho um fascínio pela senhora e posso dizer que adorei a simplicidade e a ternura.
O espectáculo em si foi muitíssimo bom. Conversas de camarim é um cair do pano entre os actores e o público. São duas horas de pura entrega. Sou suspeita quando digo que foi das melhores produções que vi no Sá da Bandeira, mas acreditem que vale a pena irem ver pelos vossos próprios olhos.
A esta hora não me apetece digitalizar o autógrafo, mas amanhã trato disso.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Maria abre seu coração ao Mundo

Eu não gosto nada da Meredith Grey. Acabei de dizer uma grande alarvidade? Vou já levar com anónimos cheios de fel? Seja como for, eu tinha de o dizer. Acho-a um pão sem sal cheia de ronhónhós e nhecnhecnhec! Enerva-me aquele constante analisar das situações, dos sentimentos, das emoções. Porra, ninguém consegue ser assim tão absolutamente introspectivo.
Como se não bastasse aquela torrente de pensamentos cheios de candura e amor para dar, a criatura é filha de uma senhora demente e de um pai ausente. Seria de esperar que aquele coraçãozinho estivesse cheio de rancor pelo Mundo e pelas pessoas, mas nããããão. A mulher é abnegada e ama o próximo como a si mesma. Tretas.
Agora, é suposto que a mulherada toda se sinta em sintonia com esta personagem? Uma personagem que cobre com meio elenco, mas que, lá no fundo, gosta mesmo é do médico com ar de arranja-me um lenço que estou a pingar do nariz??
No dia que a mulher se afogou (enquanto introspeccionamentalizava a vidinha toda em vez de dar ao pé e ao barcinho...), eu só pensava na maravilha de série que teríamos. Mas lá caí em mim: e a série teria o nome de uma personagem falecida? Pois, evidentemente que não, e foi então que a parva da gaja lá acorda do coma, ou lá do que foi, e demosntrou que para além de querida, sacrificada, dada ao forrobodó, desgraçadinha e confidente, era também rija e que não morre para aí assim.
Merda.