Descobri que, afinal, tenho médico de família. É gaja, tem nome de pássaro, e atende uma média de 2 doentes por hora.
Ora eu, sempre ouvi dizer que estes médicos não deixam o pessoal aquecer o lugar, não auscultam, não pesam (lá está a questão da robustez...), nada. É sentar, apertar a mão e andou. Pois se assim é, porque é que a sôtora que me calhou é uma lesma? Ou será que me calhou uma competente, daquelas que mede a tensão e que se interessa pelas maleitas de pessoal? Seja como for, acho mal. Mamei ali duas horas a levar com espirros e berros, e nada de ouvir o meu nome.
Uma vez que eu vou mesmo ao médico para ver se arranjo a porra do atestado e calha-me uma competente que quer mesmo ver o pessoal.
Porra!
Resumindo, desisti, vim para casa dar explicação e amanhã lá vou perder mais uns aninhos para ver se consigo ser consultada por um médico suficientemente incompetente que me passe o papel sem sequer me olhar para a cara.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Da filha da putice que é o nosso sistemazinho de saúde...
Preciso de uma porra de um atestado de robustez física. Não tenho médico de família há uns 3 anos, porque estou em lista de espera. Como não tenho médico, sou encaminhada para o atendimento complementar, aquele buraco negro onde as velhinhas de Sanatrém gostam muito de confraternizar.
Vou ao atendimento complementar há 2 dias e dizem-me que só poderia ser atendida a partir das 2 da tarde. Digo que pois é, mas eu tenho que estar a trabalhar nessa altura. Diz-me para voltar noutro dia que possa. Obrigadinha, sem este senhor de desembaraço superior eu não teria conseguido tomar esta decisão.
Hoje, lá vou a consulta. A cair de cansaço e com um mau ar que meteria inveja a um qualquer adolescente ressacado. Entro no corredor e não ouço barulho e penso de mim para mim: Tu queres ver que o raio das velhas não vieram? Olha que grande borrada!
Aproximo-me do guichet (bela palavrinha esta), radiante, com o olhar iluminado e com as olheiras menos profundas, digo que preciso de uma aconsulta porque não tenho médico atribuído. A senhora acena, com o pescoço dobrado, visto que está com o telefone no ombro e diz: Pera aí mãe, está aqui uma senhora. Uma senhora? Ah! Eu! Já percebi! Ao que me diz que sim, que é ali que tenho de ir, mas que o sôtor tá dóidói e para experimentar amanhã. EXPERIMENTAR? Mas que raio de merda vem a ser esta? Mas eu preciso de um médico cada 10 anos e no dia que escolho para ir ao médico buscar um atestado o gajo está doente? E não há lá mais nenhum? Hã??? Hã??? Eu dormi umas míseras horas e tenho uma porrada de Km no lombo, mulher, tu arranja-me um médico!
Mãe, espera! A senhora está a falar.
Venho cá amanhã, antes que me desgrace.
(Atestado de robustez física...É olhar para mim! Eu tiro uma foto e o médico assina!)
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
OLHÓ DESAFIIIIIO!!! (daqueles bons!)
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Super-mariazinha
Hoje, como menina crescida que sou, fui ao Registo Criminal pedir um dcumento que atesta que sou uma gaja séria. Chego lá, dou de caras com um senhor VALENTEMENTE irado com uma senhora ucraniana, ou russa ou lá o que era. Ele esbracejava, bufava, revirava os olhinhos e a senhora nada. Népias, nem se manifestava. Eu, gaja séria, lá meti o nariz onde não era chamada (séria mas cusca) e percebi que a senhora não percebia o que estava escrito no papelito que o senhor exaltado, do outro lado do balcão agitava no ar, com ares de merda-para-isto-não-há-meio-de-ser-hora-de-ir-almoçar!
O que o senhor-vulgo grande cromo- não tinha percebido é que a senhora não conseguia LER por causa da bela CALIGRAFIA e não por ser analfabeta. Lá peguei na canetinha e escrevi Avenida 5 de Outubro ronhónhó, ronhónhó.
A senhora, agradecida, foi à sua vida, e eu, como cidadã boazinha, fiquei a vê-la abalar (olha o alentejanês a vir ao cimo!). O senhor, com ares de quem me vai mandar uma gosma para a testa por tê-lo feito parecer MALVADO, BRUTAMONTES e/ou SACANA, pergunta-me com ar de desprezo o que é que quero. Eu lá explico. Cago bem de alto para a azia, por que ele é que foi o mete-nojo, eu só fui a super-mariazinha em defesa dos fracos e oprimidos. Merdinha para ti, ó Big Muzzy. Lá veio o papelito. São 3,50 euros, fáxavor.
Ó diacho. Não levantei dinheiro. Super-mariazinha, este ser que de vez em quando se sobrepõe à maria do costume, cheia de vontade de levar uma chapada com certeza, diz que deve ter mesmo à conta.
Ele suspira, bate com o dedinho no balcão e espera, enquanto o meu alter-ego procura desesperadamente por moedas. Desisto, entretanto, faltam 13 cêntimos. Digo-lhe isso mesmo. Ele revira os olhos, olha para mim com cara de mau e atira-me com uma frase cheia de maldade: se eu fosse dar borlas a todos...
Eu não pedi borlas! Onde é o MB mais próximo, fáxavor?- diz a mariazinha do costume já a bufar. Ao que o Big Muzzy me responde, vá deixe lá, você até parece boa menina.
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Me, myself and I
Estão a ver aqueles posts que às vezes aparecem a indicar cansaço, fadiga, pouca vontadinha de fazer seja o que for? Pois eu, não querendo ser redundante, tenho a dizer-vos que é a primeira semana e já me apetece cair para o lado e deixar-me estar. Desviem-me com o pé que eu simplesmente não quero saber.
Adiante...
Já vos disse que fui contratada exactamente quando a inspecção andava a espiolhar? Pois foi. Sortuda...Andei a li a toque-de-caixa com carradas de papéis e dossiers e merdinhas que a sôdona MariadeLurdes se lembra.
Apesar de tudo, tenho uns alunos que são uns queridos. A escola é pequena e os colegas parecem-me acessíveis.
Eu sou um ser semi-alienígena, desgrenhada e absolutamente stressada com tudo. O costume, portanto. Já não uso a malinha da pucca, achei que era demasiado teen, agora estou a tentar disfarçar-me de adulta, numa espécie de Carnaval antecipado. Ai...
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
E prontessss!
E se eu estava com vontade de voltar a correr para os meus pequeninos cá deste FimdeMundo, que diziam bacoradas com fartura e que me preenchiam os dias de belas pérolas de sabedoria, eis que noto um bom potencial neste FimdoMundo II. Atentem:
- ...ai sim? Gostas muito de matemática? Então e já pensaste na profissão que gostarias de ter quando fores crescida?
- Acho que vou para o desemprego e pronto.
Lá está!
Antigamente pegávamos em nós e tropa com eles, agora é mais o desemprego.
Tem 12 anos, muito boa aluna, mas como lhe disseram que para ir para a PSP tem de fazer testes, vai de ir para o desemprego, essa carreira de sucesso.
(Estou a gostar. Borradinha na cueca, mas a gostar.)
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Dorme meu menino a estrela d'alva
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Ómessa! Um desafio!
(Minha piquéna Eva, EEEVA, o nosso ámô, é rec tec tec, EEEVA! Além do infinito éu vô voááááá)
Desafiados:
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O estupor do karma parte 56 de 2008
Em todas as terras há um maluco. O maluco amigável que anda pela terra a dizer coisas sem nexo. Em Elvas temos o Júlio, que anda pelas ruas da cidade a apregoar quem morreu, dirigindo-se aos transeuntes com o inefável sabe quem morreu, D. Clotilde? Ao que damos a contra-cena: Quem foi, Júlio? E aí ele explica quem foi, se, por algum azar do destino dissermos não sei quem é, é bom que tenhamos uma casa para onde entrar, caso contrário ele começa a enumerar toda a árvore genealógica do defunto, e quando digo toda é mesmo toda.
Aqui temos o Paulo, descobri hoje o seu nome. É o Júlio cá do sítio. Em Elvas, visto que andava sempre com a minha avó(vizinha do dito) o Júlio vinha dizer-me coisas parvas e tal, mas eu habilitava-me a levar um encontrão se não respondesse a tudo direitinho, porque a minha avó gostava muito do Júlio que é assim mas é muito bom rapazinho. Um rapazinho que deve ter hoje 70 anos, mas vá.
Ora o Paulo é um bocadinho mais chato, menos simpático e muito mais chanfardo do que o Júlio. Enquanto que o Júlio tinha já uma função social de avisar o pessoal quem morria lá na terra, o Paulo limita-se a dizer cromices, repetindo até ao limite da pachorra a mesma coisinha. Hoje, por exemplo, disse-me assim: O éctáchi, dizem eles, é a pastilha do amor, mas eu acho que é vermelha.
Eram 10 da manhã. Não levou um encontrão porque vá lá, vá lá. E eu acordo bem, não tinha era a chave de casa e estava ali sem ter para onde fugir. Mental note: apanha as chaves ou levas com o maluco.
(Dina, hoje não sei o que arranjas para a sessão nostalgia.)
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Uma revelação nocturna...
Esta noite, por volta das 3 da manhã, tomei uma decisão. Tenho por hábito pensar e repensar as coisas durante a noite, quando sou acordada pelo regabofe organizado pelo duo dinâmico felino cá de casa. Ora, a decisaõ de hoje foi tomada de forma solene enquanto me mexia na cama cheia de dores de barriga: o frasco da nutella vai para o lixo já amanhã. Lembro-me vagamente de acordar a balbuciar isto.
Se eu achava que o meu sonambulismo mais não era do que a minha psicanálise, esta da nutella e dos seus efeitos nefastos é uma maneira bem catita de ele me avisar que mais um frasco daquilo e fino-me.
Lembro-me também de gozar muito com o meu irmão por ele apanhar grandes dores de barriga assim que comia chocolates...Lá está, o eterno boomerang que é o meu karma. Também me ria da paranóia dele com o som do esferovite...Estou lixada. O estupor do karma tem boa memória.
E para aqueles que como eu cresceram a som da tve1:
Leche,
cacao,
avellana
y azúcar
NOCILLA!
(Isto tinha uma coreografia, vá escatológica, chamemos-lhe assim, NP, JP e Dina, digam lá de vossa justiça.)
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domingo, 2 de novembro de 2008
It's all downhill after the first kiss?
Ao fim de 10 anos eu continuo a não perceber como é que ele gosta dos cereais a boiar no leite, como é que se gosta de pão cozido e de torradas queimadas, pior! não percebo como é capaz de enfiar rebuçados de café na boca sem se arrepiar, ou que veja as partes cheias de sangue dos filmes impassível à espera da parte em que me diz já está, podes olhar...
De maneiras que somos opostos, mas também não imagino isto de outra forma.
(E eu ganho mais vezes no singstar... Muahahahahahahaah E eu apago comentários que digam o contrário.)
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Eheheheheheheeh
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19:13
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Halloween
Se eu não vivesse aqui no FimdoMundo fazia umas coisinhas destas, convencia o eskisito a vestir-se comigo, e era vê-los a berrar!
Há tanta mariquice agora...Pus-me cá a pensar que com o belo do eyeliner, um baton e tal e transformava a gaiatagem numa legião de Jokers, mas nãããããõ, diz que podem fazer alergia! Pfff...
(Alergias...Cambada de mariquinhas... )
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Ainda não chegámos sequer à hora de almoço...
Um puto de 7 anos conseguiu pôr em pé de guerra uma escola com 300 alunos e mais uns quantos adultos, entre pessoal docente e não docente.
Muita psicologia, muita ameaça, muito telefonema para casa, muitas festinhas na cabeça porque -o-menino-tem-problemas...É um insulto à nossa vocação, que sejamos obrigados a estes circos porque os pais desta criança a abandonaram à sua sorte. É triste, faz-nos ficar com aquele nó na garganta, mas não podemos ser tudo ao mesmo tempo, porque corremos o risco de perder os outros 299.
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10:31
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
E ainda hoje é segunda...
-Ouviram? A M. já sabe as terminações todas de cor! Muito bem, M.
- Pois é, as raparigas têm um pensamento rápido!
- E os rapazes?
- Os rapazes têm um pensamento...mais lento.
- Pois, chama-lhe lento...
- Mas eles não precisam de pensamentos rápidos, porque são mais rápidos com as pernas e jogam melhor futebol!!
Acho que tenho aqui o novo Cristiano Ronaldo.
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20:53
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O horóscopo, eu e a olaria
Julgo que já vos disse algures no passado deste blog ( eia pá, algures no passado deste blog...eu às vezes...bem, sou ispectaculari!), que recebo o meu horóscopo diariamente no mail, através da revista hola. Pois bem, diz que hoje vou ter contrapartidas materiais por ter um dom. Nice!
Só há aqui um problema...qual dom? Hum? É bom que eu descubra isso até, vamos lá, meia-noite, senão amanhã chapéu, não? Vá lá ver, ó universo. (Se for preciso dedico-me à olaria, assim como assim sou uma virtuosa da plasticina...)
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13:24
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Agora sim!
Quer queiramos quer não, o nosso imaginário está pejado de alusões amaricanas. Embora eu me considere muito portuguesinha-valha-me-Deus, ele há coisas às quais não consigo resistir. Senão vejamos:
Manteiga de amendoim. Esta bodega andava ali no meu subconsciente vai para uma carrada de anos e tanto andei, tanto disse que tá-bem-pronto-mas-EU-QUERO, que o meu rico lá me deixou levar um boiãozorro daquilo. Resultado: raiqueparta estes estupores destes americanos, isto é horrível. Mas sempre com cara de huummmmm, isto é bom para c******!
Marshmallows. O marshmallow é uma grande porcaria, que é, mas também é doce e preenche-me o vazio, diz o senhôdótor. Ora eu não gosto de ter vazios, é coisa para fazer eco, e o eco incomoda-me. Eu sempre comi marshmallows, mas era tirar do pacote e enfiar pela goela. Aquela coisa da fogueirinha e do marshmallow grelhado nunca aconteceu. Felizmente, agora que estou quase nos 28 (C-R-A-P) tenho que experimentar tudo, e qual grávida, pedi uma fogueirinah na cozinha e um pau de espetada para grelhar o dito. Aquilo é maravilhoso, pelo menos até ao terceiro, altura em que já nem se consegue dar a volta à mistela que temos entre os dentes e a língua e as glândulas salivares entram em ruptura de stock. Fica-se muito enjoado, mas os marshmallows não se deitam fora, e dali por uma semana ando a pedir fogueirinhas na cozinha, again.
Agora, mais um sonho amaricano foi concretizado: o afia-lápis automático. Ontem, o meu rico comprou-me esse belo utensílio que preencheu o vazio do meu serão. É bestial, aquela coisa. ZUUUUUUT e já está, mais um lápis pontiagudo. ZUUUUUT! Vou afiar mais um bocadinho.
Já pouco me resta, portanto. A minha vida agora faz sentido.
Só me falta ir a um all that you can eat e fazê-los temer a crise. Muahahahahah!
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Recebido por e-mail*
Resposta a um inquérito a 850.000 habitantes em Portugal: Você pensa que existem demasiados imigrantes em Portugal?
Respostas:
20% - Sim
13% - Não
67% - Oi?!
*Obrigadinha, Sara. És a maior!
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
O Outono deste ano durou mais ou menos umas 21h, não?
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