quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tá tudo bêbado, é o que é

Estive hoje à conversa com um amigo de infãncia que vive há já alguns anos em Madrid. Sendo ele jornalista, aproveitei para perguntar o que achava da febre que para lá vai com o Real Madrid e o Cristiano Ronaldo. Ele informou-me que o Santiago Bernabéu estava cheio, de facto, mas que o grosso daquela multidão era composta por miúdos e miúdas, e que surgem muitas críticas ao assunto e à pessoa em questão. Eu bem que desconfiava. Os espanhóis que nos têm uma azia do catano, vão agora adorar-nos por causa de um jogador de futebol? Deve ser, deve...
E poupem-me a conversa do tens é inveja, porque se ele julga que está bronzeado, ele que me veja depois de uma manhã a lagartar. E não deito perdigotos. E os meus dentes cabem -me todos na boca. E sou bem capaz de chegar ao fim da minha vidinha sem apanhar sífilis. Não gosto dele, pronto. Quer ser o melhor? Good for him.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Madrid. Lê-se Madri. Não Madrideee. Porra!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Alcáçova


Francamente, não sei quando é que me deu para ali. Odiava ir ao quadro. Lembro-me que assim que passávamos à Matemática, descia em mim uma vontade de chorar e uma pena de mim que decerto faria dó a quem me conseguisse ler os pensamentos. Odiava aquilo: estar ali, especada, sem saber como é que o João ia dividir os rebuçados pelos outros. Era um suplício e só pensava na imensa injustiça que era aquilo. Mas lá me aguentava, e a custo (ou à palmada...) lá indicava a conta num lado do quadro, e a seguir percorria o estrado até ao outro lado para resolver a maldita ideia do João em distribuir os rebuçados Devia ser pouco parvo, esse João.Comia-os em casa e fechava-se em copas! Mas gostava do som do giz no quadro, e do cheiro dos livros. Isso sim, disso lembro-me. Ela era enorme, e usava saias compridas. Cheirava (tresandava) ao típico perfume professoral e tinha caracóis. Ria-se só com a boca, a não ser que trouxesse o cão. Aí, já se sabia que não haveria matemática para ninguém: ela atirava a coleira do cão para o fundo da sala e era vê-lo a correr a ir buscá-la. E nós berrávamos, mais pela excitação do grito do que pela habilidade do cão. Era um poodle cinzento, maniento e a cheirar a talco. Disso também não me esqueço. Uma vez no intervalo aprendi um palavrão. Não sabia o que queria dizer mas sabia que servia para uma coisa má: sempre que o meu pai ralhasse bastava dizê-la para mim e sentir-me-ia vingada. Que bem me lembro de ter dito a asneira ao meu irmão e de ele ter ficado furioso e de me ter chantageado um Verão inteiro. Fartei-me de lhe ir buscar o roupão para se tapar a dormir a sesta só por causa daquela palavra estúpida. E as contínuas eram 2. Uma boa, a outra péssima. Esta última comia-me as batatas pala-pala que a minha avó me fazia. Tinha cara de cavalo e andava com os pés dez para as duas. Cheirava sempre a mercearia. A outra contínua era boa, e segurava-nos na mão enquanto a médica nos dava a vacina. Tinha uma filha deficiente a quem perguntávamos insistentemente as cores das riscas das blusas. Gostava dela, usava baton vermelho e o cabelo muito preto. E sabia o meu nome todo. E perguntava-me sempre pelo meu paizinho. Lembro-me que havia por lá uma professora de cabelo cinzento, à tigela, que falava com voz rouca mas esganiçada. Tinha um nariz enorme, mas era a mais meiga de todas. Todas tinham filhos (as 4), menos a minha. Quando me fui embora e passei para a outra escola, passava à porta da velha escola e nunca me apetecia entrar. Ouvia a voz forte e desafinada dEla e faltava-me a coragem. Ela, que nos tinha posto a dizer tabuadas alternadas, a conjugar verbos indizíveis e a saber a porcaria da numeração romana...Ela que me tinha ensinado a fazer o Q maiúsculo manuscrito...Ela que me fez ler a poesia do Outono quando eu queria era a Primavera...Ela tinha conseguido que só tivesse más recordações daquele sítio tão importante.

E mesmo assim fez-me perceber que ensinar é um mundo. Um mundo de coisas boas e más, mas que é recompensador. Sei que me tornei professora também por ela. Quanto mais não fosse por querer provar que também se aprende sem medo e com gosto.


*Eu, vestida de húngara. Devia ter 7 anos. Antes de sair de casa a minha mãe disse-me: Estás mascarada de menina da Hungria. Dizes que estás vestida de húngara. Chego à escola e digo que estou vestida de Hungria. Ai... Eu só queria ir de palhaço!

Isto, além de ultrajante, é triste


Recebi um mail que me deixou cheia de nervos. (Obrigada, querida Elvira, na mesma, mas isto deixou-me mesmo desalentada...)




Admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública...(Maria de Lurdes Rodrigues, Junho de 2006)








Vocês (deputados do PS) estão a dar ouvidos a esses professorzecos. (Valter Lemos, Assembleia da República, Janeiro de 2008)








Caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil. (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, Novembro de 2008)

Quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite! (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, Novembro de 2008)








[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete-depois de esticados, partem-só são valentes quando estão em grupo! (Margarida Moreira-DREN, Viana do Castelo, Novembro de 2008)




quinta-feira, 2 de julho de 2009

Amorrrr é...(parte II)



Ele diz que os nossos gatos herdaram, claramente, as nossas personalidades. Eu até nem discordo, até que ele diz:


Estás a ver? O Lucas é um cavalheiro. Mesmo quando ela o mói até ele perder a paciência, ele dá o braço a torcer e vai ter com ela, como que a pedir para fazerem as pazes. Ela não, é casmurra, teimosa, chatarrona! Mas ele não, anda sempre a lavá-la...


Agora estou à espera do dia que ele me venha dar marradinhas e lambidelas no cachaço depois de o apanhar a jogar máfia às 2 da manhã...


(Será que é o Lucas que arruma a sala de noite? Será que também é freak das arrumações?)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Amorrrr é... (parte 1 de ...deixem lá ver!)


...adormecerem às 7 da tarde, entre pernas e braços entrelaçados.

(E depois ele acorda-a e diz-lhe que ela lhe babou o braço todo. Sexy!)


Não vale a pena dourar a pílula. Isto das relações também tem destas coisas. Se quando tinha 15 anos me punha a pensar na necessidade de ter sempre a depilação impec para andar sempre no super-cute mode, agora, olho para os arbustos que crescem nas pernas e visto calças. Assim sendo, e porque isto já foi um espaço de reflexão( ou então pareceu-me, assim de repente, não sei), dou início a uma série de posts sobre este tema. E quando digo série, quero dizer que podem ser só dois, é conforme o que me passar pela mona. Isto anda fraquinho, fraquinho...nunca se sabe.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Não é?


We never really grow up, we only learn how to act in public.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dos baldes de água fria


Não gosto particularmente de surpresas. Nem sei explicar bem porquê, mas deve prender-se com algum aspecto tenebroso da minha infância, assim sendo, gosto mais de jogar pelo seguro, conseguindo,deste modo, preparar-me e preparar os outros para as minhas reacções.

Mas atenção, estou apenas a falar das surpresas boas, das festas de anos, do presente, da boa notícia. A coisa piora quando já atingi o nível máximo de preparação e alegria para uma coisa que quero muito e a surpresa lá vem, feita anormal, deitar tudo a perder: um dia de chuva num fim-de-semana na praia, um amigo que desmarca um jantar, uma candidatura a um emprego que afinal vai por água abaixo, um 0 no euromilhões...Nada de dramático, claro, embora como se sabe, elas não matam mas lá vão moendo...

Feitios.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vou ali atirar-me aos picos e já venho

E diz o psicólogo do programa matinal da tvi:
- A criança tem negativas porque tem problemas emocionais. Se a criança tem febre leva-se ao médico, se tem negativas leva-se ao psicólogo. Não se deve castigar!

E diz o adolescente com o boné ao contrário e piercings à la Malhoa:
- E porque depois há aqueles stôres que escrevem as cenas no quadro e depois nós temos de ir para casa estudar.

E diz a encarregada de educação:
- Os professores têm de mandar mais tpc, porque assim é que eles estudam. Se eles mandarem só estudar eles não estudam.

E eu digo:
1- A questão emocional tem as costas largas. Valha-nos isso!
2- Imagine-se! Estudar! Esta cambada de gente que nos põe a trabalhar...PSICÓÓÓÓLOGO, bute lá que tou a ficar aqui c'uma cena emocional e começo a ficar cheio da himperáctevidade.
3- Vejam lá bem que a senhora descobriu o conceito de short term memory! O problema é que eles depois ficam com o stress, e ninguém quer levar com relatórios a dizer que o não sei quê não faz trabalhos de casa porque sofre de um qualquer síndrome.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Partner tracker?

Os anormais do clube jamba lá arranjaram mais um estratagema para sacar guito aos adolescentes descerebrados deste país. Chama-se partner tracker e diz que ficam logo a saber onde anda a cara-metade. Cara-metade...é isso é!Só alarvidades pá! Como é que eles podem não ser assim, burros!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ZZZZZZZZZzzzzzzzzzzZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzz


Nunca mais digo que as insónias são mariquice. Por volta das 4 da manhã já só me apetecia deitar no chão e bater com a cabeça na tijoleira até desmaiar e DORMIR!

quinta-feira, 4 de junho de 2009


A melhor maneira de me acalmar quando só me apetece arrancar o couro cabeludo a um puto, é pensar no meu sobrinho e imaginar que é ele que ali está. Depois, saio da escola, chego a casa, ligo à minha mãe, e ouço-o dizer Tiaaaaaa assim que a minha mãe atende. E passa-me tudo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ah, a ingenuidade!

Ontem, já ao final do dia, uma das minhas turmas pediu-me para lhes deixar uma dedicatória no livro de curso. Eu não estava lá muito bem-disposta, pelo que lhes disse que tá bem, mas agora não, não estou inspirada. Eles fizeram biquinho, mas estavam uns bons 40 graus na sala, não me lixem! Alguém tem capacidade de escrever palavrinhas queridas e pedagógicas nestas condições? Calculava.
Entretanto aqueles grandes cromos decidem falar pelos cotovelos e eu a querer acabar o exercício e sair dali antes que me desse uma quebra de tensão. Passei-me. Peguei no papel e comecei a escrever a dedicatória para a turma, lendo-a em voz alta:
- O J. fala mais que um saca-moelas.
- A E. foi à Disneyland e deve ter oferecido o cérebro ao Pluto.
- O Z. tem um problema de memória grave, que me obriga a relembrar-lhe diariamente da necessidade de tirar o boné ao entrar na sala.
E por aí fora.
Além da palidez e ar de " não pode ser!", calaram-se, e ainda saí 5 minutinhos mais cedo.
Acreditam em tudo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Feliz Dia da Criança


Em especial para este. O sobrinhomailindo.

Conseguiremos criar uma criança boa fazendo-a feliz.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

31 things


Gosto do cheiro da pele acabada de sair do banho.


Não gosto nada de dias ventosos.


Gosto de esticar a perna e sentir o lençol frio.


Não gosto de esperar.


Gosto de cozinhar com ele (mas como ajudante, e calado, óvistes?)


Não gosto de comer sozinha.


Gosto de ver filmes a meio e descobrir o enredo.


Não gosto do cheiro a naftalina.


Gosto de sentir a Guida a subir para a curva da minha anca para dormir.


Não gosto dos meus vizinhos.


Gosto de ir à loja de chineses com a F.


Não gosto de filmes de acção.


Gosto do abraço do meu sobrinho.


Não gosto que me pressionem.


Gosto de pessoas com sentido de humor.


Não gosto de ser distraída.


Gosto de encontrar coisas nas malas que arrumei.


Não gosto de falar ao telefone.


Gosto de inventar canções parvas para o fazer rir.


Não gosto de sentir saudades da minha família.


Gosto de sentir que fiz a diferença na vida de alguns alunos.


Não gosto de choramingar nos filmes.


Gosto que ele me diga que estou bonita.


Não gosto de me desiludir.


Gosto de viajar, com ou sem destino.


Não gosto de ficar em casa num dia de sol.


Gosto de andar descalça.


Não gosto de mexer em lã com as mãos secas.


Gosto de gatos.


Não gosto de cor-de-rosa.


Gosto de dormir na almofada dele quando sai.




segunda-feira, 25 de maio de 2009

Partilhar a nossa existência com adolescentes é do melhor que há. Com crianças é bom, mas com adolescentes...
Ora, hoje, sai-se uma com este belo comentário relativamente à questão das Europeias e do constante convite ao voto que nos é feito pela rtp: Ai eu cá não voto! Olha agora...uma pessoa depois não pode contar a ninguém, nem nada.
Aturdidos? Confusos? Com vontade de lhe dar uma traulitada na mona? Ponham-se na fila.
Depois há a questão da vizinhança. É muito bom morar num prédio em que vive (pelo menos) uma criatura de 15 ou 16 anos. Primeiro porque aprendemos a gostar de acordar ao som do Justino Timberlake. E isso é muito bom. Depois, habituamo-nos a ignorar os toques de campainha do resto da troupe da adolescentezinha: eu posso até estar em casa, mas não sou porteira, logo...O que nos confere uma capacidade muito, muito zen. Sabem enfiar a língua pelo esófago dos namorados no meu hall de entrada? Pois lembrem-se de apanhar a chave.
Depois temos o adolescente diametralmente oposto: nunca o vi e está a aprender a tocar clarinete. melhor que o Justino só mesmo uma bela escala mal tocada. Sinto-me num filme francês todos os sábados de manhã. E é persistente, o estupor, porque já bastantes vezes o mandei calar e ele faz uma pausa e volta a desafinar até perto do meio-dia. Mas não se orienta uma playstation para o moço?

sexta-feira, 22 de maio de 2009


Por cada 3 blogues que visito, um (pelo menos) refere séries televisivas marcantes. Ora eu acho que de todas as vezes que li estes textos nunca ninguém referiu a Felicity. Mas só eu é que via aquilo?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Trekkies: vão-se encher de moscas.


E vai daí, na sequência daquilo que escrevi ontem, passou-me uma coisa negra pela vista e perguntei-lhe se queria ir ver o filme do Star Trek. Ele lacrimejou um bocadinho, ajoelhou-se a meus pés em adoração e agradeceu emocionado o convite. Depois a coisa negra desapareceu-me da vista e apeteceu-me desistir da ideia. Que fosse só ele...Que afinal doía-me a cabeça...mas nada. O gajo já andava a saltitar de nenúfar em nenúfar.


Assim sendo, lá fui eu ao cinema. Ora, eu gosto de cinema, mas ir lá e coiso, e estar ali enfiada numa cadeira não gosto lá muito. Prefiro estar de pijama, no sofá. Que se lixe o surround. Se quiser ir verter águas, ou fazer umas sandes de coiratos é carregar no pause e mais nada. Depois há a questão do silêncio. Eu não gosto de ver filmes calada. Eu cá gosto de ir falando, mesmo que seja a dizer bodegas sem jeito.Aquela coisa de estar tudo com ar compenetrado faz-me mal e começo logo a ficar com a zona posterior dormente.


Resumindo, o filme é nice. Eu não sou trekkie nem nada que se pareça, mas alguma coisa sabia. O monólogo e a musiqueta, por exemplo. E que andava lá um caramelo de orelhas pontiagudas. E que o chefe da coisa se chamava Kirk. E a saudação dos dedos. MAS, sabendo ele que quando me começo a rir é a desgraça, bem que me podia ter avisado que andava lá um ucraniano esganiçado! E não quero saber se se chama Checov e que é russo. Quando fico com o rabo dormente tudo me dá vontade de rir. Até velhinhas a cair. E se eu fico aflita quando vejo pessoal a cair...

(E estive uma hora e meia com vontade de gritar: Fujam! Aquele não é o Spock, é o Sylar. O estupor tem um super-poder que fica com a aparência de outras pessoas. As sobrancelhas estão mal postas e tudo! Mas não o fiz, porque era bem capaz de levar um murro no olho esquerdo.)


ps: Quando era pequenina, achava que o Star Wars e o Star Trek era tudo a mesma coisa. Depois conheci o Eskisito, e deixei de ficar à espera que o Captain Kirk entrasse e desse uma murraça no Vader.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Did you say it?


I love you.

I don't ever want to live without you.

You changed my life.

Did you say it?

Make a plan.

Set a goal.

Work toward it.

But every now and then, look around.

Drink it in.

Because...this is it.

It might all be gone tomorrow.


Grey's anatomy.