sexta-feira, 24 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Oooooh happy day! OHHH HAPPY DAY!!!!


Há um ano, há precisamente um ano, eu estava em Elvas, com a minha mãe, agarrada ao telefone. O meu pai tinha sofrido um enfarte do miocárdio e tinha sido enviado de urgência para Setúbal. Foi o pior acordar da minha vida na pior semana da minha vida. Deus me livre de voltar a passar por esta aflição tão depressa. Por muito que nos preparemos, a possibilidade da perda de alguém tão importante é o pior dos sofrimentos.

Acho que nunca cheguei a agradecer a todos os que conheci na blogosfera o imenso apoio que me deram, via telefone, e-mail e sms. Obrigada a todos. O dia 17 de Julho vai ser sempre um dia que, tanto eu como os meus, teremos sempre gravado na memória, mas ainda bem que tudo acabou bem, aliás, continuou bem.
*Eu, o pápai e o emplastro que é o meu irmão. Ai, ai, tira-se a pessoa da lama, mas não a lama da pessoa!LOL (Atentai no autocarro, que ainda tem as cores de intigamente...sou uma pessoa de alguma idade já...)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Amorrr é...(parte III)

No outro dia, estávamos nós a chegar a casa, começámos a falar não sei de quê, e vai daí eu comecei a defender um ponto de vista qualquer. Não sei, mesmo. E ele olha para mim, de olhos esbugalhados e diz-me: Calma! Mas porque é que tens de começar logo a discutir! Eu até estou de acordo contigo! És sempre assim, catano!

E eu prendi o burro até casa. Mas desde quando é que eu discuto pá? Diz lá, vá! Choninhas!

Também me acusa amiúde de ir buscar coisas antigas para me defender. Mentira. Acabámos o curso há seis anos, ora seis anos não se pode considerar antigamente.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Lembrei-me agora...

A minha avó detestava aturar Testemunhas de Jeová. Para se ver livre delas fingia-se a criada analfabeta lá de casa. Era de cagar a rir, vê-la a fazer a cara da desgraçadinha simples da cabeça, enquanto dizia: Pois, mas a senhora não está cá. Eu dessas coisas não sei nada..
Nas férias então, ali ficava eu a espreitar pelos buraquinhos da persiana da sala, enquanto ela lá ia de avental ao portão, no meio da cãozoada toda a ladrar esbaforida, depois de as despachar vinha todo o caminho até à entrada a rir-se. Era levada da breca.

Tá tudo bêbado, é o que é

Estive hoje à conversa com um amigo de infãncia que vive há já alguns anos em Madrid. Sendo ele jornalista, aproveitei para perguntar o que achava da febre que para lá vai com o Real Madrid e o Cristiano Ronaldo. Ele informou-me que o Santiago Bernabéu estava cheio, de facto, mas que o grosso daquela multidão era composta por miúdos e miúdas, e que surgem muitas críticas ao assunto e à pessoa em questão. Eu bem que desconfiava. Os espanhóis que nos têm uma azia do catano, vão agora adorar-nos por causa de um jogador de futebol? Deve ser, deve...
E poupem-me a conversa do tens é inveja, porque se ele julga que está bronzeado, ele que me veja depois de uma manhã a lagartar. E não deito perdigotos. E os meus dentes cabem -me todos na boca. E sou bem capaz de chegar ao fim da minha vidinha sem apanhar sífilis. Não gosto dele, pronto. Quer ser o melhor? Good for him.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Madrid. Lê-se Madri. Não Madrideee. Porra!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Alcáçova


Francamente, não sei quando é que me deu para ali. Odiava ir ao quadro. Lembro-me que assim que passávamos à Matemática, descia em mim uma vontade de chorar e uma pena de mim que decerto faria dó a quem me conseguisse ler os pensamentos. Odiava aquilo: estar ali, especada, sem saber como é que o João ia dividir os rebuçados pelos outros. Era um suplício e só pensava na imensa injustiça que era aquilo. Mas lá me aguentava, e a custo (ou à palmada...) lá indicava a conta num lado do quadro, e a seguir percorria o estrado até ao outro lado para resolver a maldita ideia do João em distribuir os rebuçados Devia ser pouco parvo, esse João.Comia-os em casa e fechava-se em copas! Mas gostava do som do giz no quadro, e do cheiro dos livros. Isso sim, disso lembro-me. Ela era enorme, e usava saias compridas. Cheirava (tresandava) ao típico perfume professoral e tinha caracóis. Ria-se só com a boca, a não ser que trouxesse o cão. Aí, já se sabia que não haveria matemática para ninguém: ela atirava a coleira do cão para o fundo da sala e era vê-lo a correr a ir buscá-la. E nós berrávamos, mais pela excitação do grito do que pela habilidade do cão. Era um poodle cinzento, maniento e a cheirar a talco. Disso também não me esqueço. Uma vez no intervalo aprendi um palavrão. Não sabia o que queria dizer mas sabia que servia para uma coisa má: sempre que o meu pai ralhasse bastava dizê-la para mim e sentir-me-ia vingada. Que bem me lembro de ter dito a asneira ao meu irmão e de ele ter ficado furioso e de me ter chantageado um Verão inteiro. Fartei-me de lhe ir buscar o roupão para se tapar a dormir a sesta só por causa daquela palavra estúpida. E as contínuas eram 2. Uma boa, a outra péssima. Esta última comia-me as batatas pala-pala que a minha avó me fazia. Tinha cara de cavalo e andava com os pés dez para as duas. Cheirava sempre a mercearia. A outra contínua era boa, e segurava-nos na mão enquanto a médica nos dava a vacina. Tinha uma filha deficiente a quem perguntávamos insistentemente as cores das riscas das blusas. Gostava dela, usava baton vermelho e o cabelo muito preto. E sabia o meu nome todo. E perguntava-me sempre pelo meu paizinho. Lembro-me que havia por lá uma professora de cabelo cinzento, à tigela, que falava com voz rouca mas esganiçada. Tinha um nariz enorme, mas era a mais meiga de todas. Todas tinham filhos (as 4), menos a minha. Quando me fui embora e passei para a outra escola, passava à porta da velha escola e nunca me apetecia entrar. Ouvia a voz forte e desafinada dEla e faltava-me a coragem. Ela, que nos tinha posto a dizer tabuadas alternadas, a conjugar verbos indizíveis e a saber a porcaria da numeração romana...Ela que me tinha ensinado a fazer o Q maiúsculo manuscrito...Ela que me fez ler a poesia do Outono quando eu queria era a Primavera...Ela tinha conseguido que só tivesse más recordações daquele sítio tão importante.

E mesmo assim fez-me perceber que ensinar é um mundo. Um mundo de coisas boas e más, mas que é recompensador. Sei que me tornei professora também por ela. Quanto mais não fosse por querer provar que também se aprende sem medo e com gosto.


*Eu, vestida de húngara. Devia ter 7 anos. Antes de sair de casa a minha mãe disse-me: Estás mascarada de menina da Hungria. Dizes que estás vestida de húngara. Chego à escola e digo que estou vestida de Hungria. Ai... Eu só queria ir de palhaço!

Isto, além de ultrajante, é triste


Recebi um mail que me deixou cheia de nervos. (Obrigada, querida Elvira, na mesma, mas isto deixou-me mesmo desalentada...)




Admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública...(Maria de Lurdes Rodrigues, Junho de 2006)








Vocês (deputados do PS) estão a dar ouvidos a esses professorzecos. (Valter Lemos, Assembleia da República, Janeiro de 2008)








Caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil. (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, Novembro de 2008)

Quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite! (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, Novembro de 2008)








[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete-depois de esticados, partem-só são valentes quando estão em grupo! (Margarida Moreira-DREN, Viana do Castelo, Novembro de 2008)




quinta-feira, 2 de julho de 2009

Amorrrr é...(parte II)



Ele diz que os nossos gatos herdaram, claramente, as nossas personalidades. Eu até nem discordo, até que ele diz:


Estás a ver? O Lucas é um cavalheiro. Mesmo quando ela o mói até ele perder a paciência, ele dá o braço a torcer e vai ter com ela, como que a pedir para fazerem as pazes. Ela não, é casmurra, teimosa, chatarrona! Mas ele não, anda sempre a lavá-la...


Agora estou à espera do dia que ele me venha dar marradinhas e lambidelas no cachaço depois de o apanhar a jogar máfia às 2 da manhã...


(Será que é o Lucas que arruma a sala de noite? Será que também é freak das arrumações?)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Amorrrr é... (parte 1 de ...deixem lá ver!)


...adormecerem às 7 da tarde, entre pernas e braços entrelaçados.

(E depois ele acorda-a e diz-lhe que ela lhe babou o braço todo. Sexy!)


Não vale a pena dourar a pílula. Isto das relações também tem destas coisas. Se quando tinha 15 anos me punha a pensar na necessidade de ter sempre a depilação impec para andar sempre no super-cute mode, agora, olho para os arbustos que crescem nas pernas e visto calças. Assim sendo, e porque isto já foi um espaço de reflexão( ou então pareceu-me, assim de repente, não sei), dou início a uma série de posts sobre este tema. E quando digo série, quero dizer que podem ser só dois, é conforme o que me passar pela mona. Isto anda fraquinho, fraquinho...nunca se sabe.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Não é?


We never really grow up, we only learn how to act in public.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dos baldes de água fria


Não gosto particularmente de surpresas. Nem sei explicar bem porquê, mas deve prender-se com algum aspecto tenebroso da minha infância, assim sendo, gosto mais de jogar pelo seguro, conseguindo,deste modo, preparar-me e preparar os outros para as minhas reacções.

Mas atenção, estou apenas a falar das surpresas boas, das festas de anos, do presente, da boa notícia. A coisa piora quando já atingi o nível máximo de preparação e alegria para uma coisa que quero muito e a surpresa lá vem, feita anormal, deitar tudo a perder: um dia de chuva num fim-de-semana na praia, um amigo que desmarca um jantar, uma candidatura a um emprego que afinal vai por água abaixo, um 0 no euromilhões...Nada de dramático, claro, embora como se sabe, elas não matam mas lá vão moendo...

Feitios.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vou ali atirar-me aos picos e já venho

E diz o psicólogo do programa matinal da tvi:
- A criança tem negativas porque tem problemas emocionais. Se a criança tem febre leva-se ao médico, se tem negativas leva-se ao psicólogo. Não se deve castigar!

E diz o adolescente com o boné ao contrário e piercings à la Malhoa:
- E porque depois há aqueles stôres que escrevem as cenas no quadro e depois nós temos de ir para casa estudar.

E diz a encarregada de educação:
- Os professores têm de mandar mais tpc, porque assim é que eles estudam. Se eles mandarem só estudar eles não estudam.

E eu digo:
1- A questão emocional tem as costas largas. Valha-nos isso!
2- Imagine-se! Estudar! Esta cambada de gente que nos põe a trabalhar...PSICÓÓÓÓLOGO, bute lá que tou a ficar aqui c'uma cena emocional e começo a ficar cheio da himperáctevidade.
3- Vejam lá bem que a senhora descobriu o conceito de short term memory! O problema é que eles depois ficam com o stress, e ninguém quer levar com relatórios a dizer que o não sei quê não faz trabalhos de casa porque sofre de um qualquer síndrome.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Partner tracker?

Os anormais do clube jamba lá arranjaram mais um estratagema para sacar guito aos adolescentes descerebrados deste país. Chama-se partner tracker e diz que ficam logo a saber onde anda a cara-metade. Cara-metade...é isso é!Só alarvidades pá! Como é que eles podem não ser assim, burros!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ZZZZZZZZZzzzzzzzzzzZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzz


Nunca mais digo que as insónias são mariquice. Por volta das 4 da manhã já só me apetecia deitar no chão e bater com a cabeça na tijoleira até desmaiar e DORMIR!

quinta-feira, 4 de junho de 2009


A melhor maneira de me acalmar quando só me apetece arrancar o couro cabeludo a um puto, é pensar no meu sobrinho e imaginar que é ele que ali está. Depois, saio da escola, chego a casa, ligo à minha mãe, e ouço-o dizer Tiaaaaaa assim que a minha mãe atende. E passa-me tudo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ah, a ingenuidade!

Ontem, já ao final do dia, uma das minhas turmas pediu-me para lhes deixar uma dedicatória no livro de curso. Eu não estava lá muito bem-disposta, pelo que lhes disse que tá bem, mas agora não, não estou inspirada. Eles fizeram biquinho, mas estavam uns bons 40 graus na sala, não me lixem! Alguém tem capacidade de escrever palavrinhas queridas e pedagógicas nestas condições? Calculava.
Entretanto aqueles grandes cromos decidem falar pelos cotovelos e eu a querer acabar o exercício e sair dali antes que me desse uma quebra de tensão. Passei-me. Peguei no papel e comecei a escrever a dedicatória para a turma, lendo-a em voz alta:
- O J. fala mais que um saca-moelas.
- A E. foi à Disneyland e deve ter oferecido o cérebro ao Pluto.
- O Z. tem um problema de memória grave, que me obriga a relembrar-lhe diariamente da necessidade de tirar o boné ao entrar na sala.
E por aí fora.
Além da palidez e ar de " não pode ser!", calaram-se, e ainda saí 5 minutinhos mais cedo.
Acreditam em tudo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Feliz Dia da Criança


Em especial para este. O sobrinhomailindo.

Conseguiremos criar uma criança boa fazendo-a feliz.