sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Antes que isto dê em divórcio litigioso...

Então, vocês 3 que ainda por aqui passam, como vai a vidinha? Bem? Isso é que se quer. Pois bem, primeiro que tudo, urge que se estabeleça aqui um momento de seriedade para convosco, porque eu não vos quero tristes. O problema que se interpôs entre mim e vocês é o facebook. Raio que parta aquela traquitana que me deixa postar de forma rápida e eficaz! Ainda por cima, lá (lá no éter, vá) encontrei alguns bloggers que estimo e aí foi a desgraça total. Vai de mandar bitatites à barda no Facebook. E depois ele há quizzes e coisas engraçadas em que o pesoal tenta ganhar aos outros. E o Farmville e o Yoville e o aquário virtual! EU SEI QUE TENHO ALI UM AQUÁRIO, TÁ BEM??? Mas este é fofinho e...errr...e limpa-se sem grande estavarneio (a.k.a. javardice).
Portanto, raios me partam se não me liberto do jugo daquelas aplicações e se não volto a ser aquela blogger que vós tanto apreciais!
Só assim em jeito de make up sex, deixem-me postar aqui uma coisa, para verem que sou uma pessoa séria e que cumpre.

Estive doentita hoje. Comi sopinha, tomei cêgripes e enfardei nutella.
Hã?? Quem é que disse que eu que não voltava ao que era? Quem foi? Sempre a achincalhar...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

...


Que é como quem diz, obrigada por fazeres o meu irmão feliz. Feliz aniversário.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um desconto, vá, que isto já me passa

Eu sou pessimista e quanto a isso, não há nada a fazer. Aliás, há, mas envolve regressões e não sei quê. Vai daí, a vida começou a correr bem e quase, quase que me tornei optimista. Nada mais errado haveria a fazer. Se dantes imperava o suck it up, woman!, agora impera o mas tás armada em menina???
Não sei que porra de ideia foi esta, de enveredar por esta profissão, mas eu merecia mesmo era um par de chapadas. Eu nem suporto adolescentes! Queria era ensinar, fazer a diferença, sei lá. Ninguém em explicou que isto se tornaria tão difícil com o tempo e que nos contentaríamos com pouco. Estou farta, e o pior é que nem me imagino noutra profissão. Raios me partam hã!
Bem que o meu pai me dizia que eu tinha estofo para engenheira agrónoma. Que não tinha, mas poupava-me esta neura.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Queria ver os homens nestes assados...


O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita. Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.

"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.

Quando TENS de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "tou aqui tou-me a mijar!". Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais" (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados. Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair. Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!) não importa. Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!! Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de...

Mas, voltando à porta... como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te "na posição". AAAAHHHHHH! finalmente, que alívio! mas é aí que as tuas coxas começam a tremer... porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!

Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça "nunca te sentes numa sanita pública" e então ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias!! Com sorte não molhas os sapatos, é que adoptar "a posição" requer uma grande concentração e perícia. Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio! Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel!! Mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras). Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão. Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota! Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim... porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??). Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante! Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te do lenço de papel?), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água. Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças porque não vais gastar um lenço de papel para isso e sais Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava. "Mas por que é que demoraste tanto?" - pergunta-te o idiota. "Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer. E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição" e a dignidade.

Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas! Passa isto aos desgraçados dos homens que sempre perguntam "querida, por que motivo demoraste tanto tempo na casa de banho?" IDIOTAS!


recebido por mail

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Festas de Coruche 2009


Cliente - Então era uma bifana, ó faz favor...
Marizé - Aqui tem. São 2.5 €.
Cliente - 2.5€? Então, mas ontem eram a dois...
Marizé - Pois sabe, é que se acabou o pão.
Cliente - Ah, então nesse caso...

Não havia necessidade de argumentação perante um motivo tão válido como aquele. Além disso, a Marizé era uma simpatia (NOT!) e merecia a nossa compreensão. Afinal de contas ainda só tinhamos lá deixado 545€.


O metro. Esse culpado por aquelas manhãs tão terríveis.


Acreditem ou não, o manequim pequenico não é vocalista dos Europe, é mesmo o Jesus.


De maneiras que é isto...



A seguir a tirar esta foto, a senhora minha sogra ligou e rumámos a casa. Claro que com a minha sorte, largaram um toiro a seguir e três gajas foram pelos ares. Registo fotográfico: 0. Sogra: 1.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Já cá estamos outra vez




Já vos falei anteriormente na minha perda de dignidade quanto estou na presença do meu sobrinho? Pois é, esta semana não foi excepção. Não sei que raio de mistura de ADN ali se deu, mas estamos perante um hiperactivo mental. Tem 2 anos e 9 meses e pergunta TUDO. A toda a hora e sem parar, a não ser quando está a dormir. É um misto de espectacular e desesperante. enquanto lhe dava banho, bem que procurei o botão do Off, mas não achei. Queria contar-vos todas as maluquices, gracinhas emiminho que ele fez, mas-desculpem lá, prefiro guardar tudo na memória.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

FAIL




O coiso no toutiço é para desviar a atenção da penca?

FAIL!

O meu rico marido nunca mais vai voltar a ser o mesmo. Perdeu um pouco do seu mojo quando virei o portátil para ele. Aquele olhar esgazeado, tadinho...

domingo, 26 de julho de 2009

Report do casório da X. e do S.

E de maneiras que mais dois se casaram. Bonito, bonito foi a entrada da noiva ao som de Jeff Buckley, isso e não haver fotógrafo: foi um descanso, porque não há casamento onde eu vá que não prometa porrada ao fotógrafo. Ora uma pessoa não vai para nova, e estas coisas começam a pesar. Por falar em pesar, lembro-me de ter saído muito jeitosa de casa, mas o reflexo que vi no espelho do WC da casa da sogra não era bem o mesmo. Quem é que se lembrou de pôr o coro da catequese a cantar durante a cerimónia? Essa pessoa precisa de um bom pontapé nas canelas.
Tivemos a velhinha cusca a perguntar à S. os pormenores do casório: quem são, quantos são, quais as inclinações políticas, se separam o lixo, enfim, o básico das velhinhas beatas. O E. apareceu de blazer azul com botões dourados, não fosse o corsa com betume no guarda-lama e a havaiana da desinated diver e alguém poderia ficar induzido em erro quanto à nossa proveniência social. O sobrinho mainovo da noiva enamorou-se pelo cão da velhinha beata (que se alapou ao lado da S. no adro da igreja) e nos momentos de maior ternura quase, quase que lhe arrancou um olhinho, enquanto gritava TÁ TÁ. Tudo o que é pequenino tem graça, lá disse a velhota. Fosse ela o cão e talvez não achasse assim tanta graça. Descobrimos também que colocar uma barraquinha da super bock no adro da igreja é um bom nicho de mercado. O pessoal estava já muito mal, e a única coisa que se vendia as redondezas eram velas. Ora as velas não tiram a a sede pois não? Pronto, lá está.
Tive também a confirmação que alguém que lida com coisas como créditos aos clientes e plafonds e não sei quê, acha que carregar no botão do menu da máquina (do kodak!) é que é, e que o botão cá de cima não serve para nada, só estorva, na altura de eternizar o momento. Fuji 1- E. 0.
Depois seguiu-se a parte do comer e da vuída. E eis que se abate sobre a Quinta de S. André um nevoeiro mental que me permite apenas informar que:
- A S. estava possuída por um qualquer ser demoníaco. Tenho as tuas gadanhas enfiadas no cotovelo, minha cabra! Eram 6 da manhã e ela queria ir para as festas da Erra. Belo designated driver, sim senhora! E perdeu os óculos. É a idade! (eu só perdi o brinco, e era pechisbeque)
- O E. fartou-se de dançar e até conseguiu pedir uma magnífica música do Marante para dançar comigo. É de óme.
- O meu rico marido fez duas valentes bolhas no pé esquerdo de tanto dançar. Repito: de tanto dançar.
Felicidades ao casal e fico à espera de saber se o que aí vem é um canutinho ou uma canutinha. Beija a noiva!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Oooooh happy day! OHHH HAPPY DAY!!!!


Há um ano, há precisamente um ano, eu estava em Elvas, com a minha mãe, agarrada ao telefone. O meu pai tinha sofrido um enfarte do miocárdio e tinha sido enviado de urgência para Setúbal. Foi o pior acordar da minha vida na pior semana da minha vida. Deus me livre de voltar a passar por esta aflição tão depressa. Por muito que nos preparemos, a possibilidade da perda de alguém tão importante é o pior dos sofrimentos.

Acho que nunca cheguei a agradecer a todos os que conheci na blogosfera o imenso apoio que me deram, via telefone, e-mail e sms. Obrigada a todos. O dia 17 de Julho vai ser sempre um dia que, tanto eu como os meus, teremos sempre gravado na memória, mas ainda bem que tudo acabou bem, aliás, continuou bem.
*Eu, o pápai e o emplastro que é o meu irmão. Ai, ai, tira-se a pessoa da lama, mas não a lama da pessoa!LOL (Atentai no autocarro, que ainda tem as cores de intigamente...sou uma pessoa de alguma idade já...)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Amorrr é...(parte III)

No outro dia, estávamos nós a chegar a casa, começámos a falar não sei de quê, e vai daí eu comecei a defender um ponto de vista qualquer. Não sei, mesmo. E ele olha para mim, de olhos esbugalhados e diz-me: Calma! Mas porque é que tens de começar logo a discutir! Eu até estou de acordo contigo! És sempre assim, catano!

E eu prendi o burro até casa. Mas desde quando é que eu discuto pá? Diz lá, vá! Choninhas!

Também me acusa amiúde de ir buscar coisas antigas para me defender. Mentira. Acabámos o curso há seis anos, ora seis anos não se pode considerar antigamente.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Lembrei-me agora...

A minha avó detestava aturar Testemunhas de Jeová. Para se ver livre delas fingia-se a criada analfabeta lá de casa. Era de cagar a rir, vê-la a fazer a cara da desgraçadinha simples da cabeça, enquanto dizia: Pois, mas a senhora não está cá. Eu dessas coisas não sei nada..
Nas férias então, ali ficava eu a espreitar pelos buraquinhos da persiana da sala, enquanto ela lá ia de avental ao portão, no meio da cãozoada toda a ladrar esbaforida, depois de as despachar vinha todo o caminho até à entrada a rir-se. Era levada da breca.

Tá tudo bêbado, é o que é

Estive hoje à conversa com um amigo de infãncia que vive há já alguns anos em Madrid. Sendo ele jornalista, aproveitei para perguntar o que achava da febre que para lá vai com o Real Madrid e o Cristiano Ronaldo. Ele informou-me que o Santiago Bernabéu estava cheio, de facto, mas que o grosso daquela multidão era composta por miúdos e miúdas, e que surgem muitas críticas ao assunto e à pessoa em questão. Eu bem que desconfiava. Os espanhóis que nos têm uma azia do catano, vão agora adorar-nos por causa de um jogador de futebol? Deve ser, deve...
E poupem-me a conversa do tens é inveja, porque se ele julga que está bronzeado, ele que me veja depois de uma manhã a lagartar. E não deito perdigotos. E os meus dentes cabem -me todos na boca. E sou bem capaz de chegar ao fim da minha vidinha sem apanhar sífilis. Não gosto dele, pronto. Quer ser o melhor? Good for him.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Madrid. Lê-se Madri. Não Madrideee. Porra!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Alcáçova


Francamente, não sei quando é que me deu para ali. Odiava ir ao quadro. Lembro-me que assim que passávamos à Matemática, descia em mim uma vontade de chorar e uma pena de mim que decerto faria dó a quem me conseguisse ler os pensamentos. Odiava aquilo: estar ali, especada, sem saber como é que o João ia dividir os rebuçados pelos outros. Era um suplício e só pensava na imensa injustiça que era aquilo. Mas lá me aguentava, e a custo (ou à palmada...) lá indicava a conta num lado do quadro, e a seguir percorria o estrado até ao outro lado para resolver a maldita ideia do João em distribuir os rebuçados Devia ser pouco parvo, esse João.Comia-os em casa e fechava-se em copas! Mas gostava do som do giz no quadro, e do cheiro dos livros. Isso sim, disso lembro-me. Ela era enorme, e usava saias compridas. Cheirava (tresandava) ao típico perfume professoral e tinha caracóis. Ria-se só com a boca, a não ser que trouxesse o cão. Aí, já se sabia que não haveria matemática para ninguém: ela atirava a coleira do cão para o fundo da sala e era vê-lo a correr a ir buscá-la. E nós berrávamos, mais pela excitação do grito do que pela habilidade do cão. Era um poodle cinzento, maniento e a cheirar a talco. Disso também não me esqueço. Uma vez no intervalo aprendi um palavrão. Não sabia o que queria dizer mas sabia que servia para uma coisa má: sempre que o meu pai ralhasse bastava dizê-la para mim e sentir-me-ia vingada. Que bem me lembro de ter dito a asneira ao meu irmão e de ele ter ficado furioso e de me ter chantageado um Verão inteiro. Fartei-me de lhe ir buscar o roupão para se tapar a dormir a sesta só por causa daquela palavra estúpida. E as contínuas eram 2. Uma boa, a outra péssima. Esta última comia-me as batatas pala-pala que a minha avó me fazia. Tinha cara de cavalo e andava com os pés dez para as duas. Cheirava sempre a mercearia. A outra contínua era boa, e segurava-nos na mão enquanto a médica nos dava a vacina. Tinha uma filha deficiente a quem perguntávamos insistentemente as cores das riscas das blusas. Gostava dela, usava baton vermelho e o cabelo muito preto. E sabia o meu nome todo. E perguntava-me sempre pelo meu paizinho. Lembro-me que havia por lá uma professora de cabelo cinzento, à tigela, que falava com voz rouca mas esganiçada. Tinha um nariz enorme, mas era a mais meiga de todas. Todas tinham filhos (as 4), menos a minha. Quando me fui embora e passei para a outra escola, passava à porta da velha escola e nunca me apetecia entrar. Ouvia a voz forte e desafinada dEla e faltava-me a coragem. Ela, que nos tinha posto a dizer tabuadas alternadas, a conjugar verbos indizíveis e a saber a porcaria da numeração romana...Ela que me tinha ensinado a fazer o Q maiúsculo manuscrito...Ela que me fez ler a poesia do Outono quando eu queria era a Primavera...Ela tinha conseguido que só tivesse más recordações daquele sítio tão importante.

E mesmo assim fez-me perceber que ensinar é um mundo. Um mundo de coisas boas e más, mas que é recompensador. Sei que me tornei professora também por ela. Quanto mais não fosse por querer provar que também se aprende sem medo e com gosto.


*Eu, vestida de húngara. Devia ter 7 anos. Antes de sair de casa a minha mãe disse-me: Estás mascarada de menina da Hungria. Dizes que estás vestida de húngara. Chego à escola e digo que estou vestida de Hungria. Ai... Eu só queria ir de palhaço!

Isto, além de ultrajante, é triste


Recebi um mail que me deixou cheia de nervos. (Obrigada, querida Elvira, na mesma, mas isto deixou-me mesmo desalentada...)




Admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública...(Maria de Lurdes Rodrigues, Junho de 2006)








Vocês (deputados do PS) estão a dar ouvidos a esses professorzecos. (Valter Lemos, Assembleia da República, Janeiro de 2008)








Caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil. (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, Novembro de 2008)

Quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite! (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, Novembro de 2008)








[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete-depois de esticados, partem-só são valentes quando estão em grupo! (Margarida Moreira-DREN, Viana do Castelo, Novembro de 2008)




quinta-feira, 2 de julho de 2009

Amorrrr é...(parte II)



Ele diz que os nossos gatos herdaram, claramente, as nossas personalidades. Eu até nem discordo, até que ele diz:


Estás a ver? O Lucas é um cavalheiro. Mesmo quando ela o mói até ele perder a paciência, ele dá o braço a torcer e vai ter com ela, como que a pedir para fazerem as pazes. Ela não, é casmurra, teimosa, chatarrona! Mas ele não, anda sempre a lavá-la...


Agora estou à espera do dia que ele me venha dar marradinhas e lambidelas no cachaço depois de o apanhar a jogar máfia às 2 da manhã...


(Será que é o Lucas que arruma a sala de noite? Será que também é freak das arrumações?)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Amorrrr é... (parte 1 de ...deixem lá ver!)


...adormecerem às 7 da tarde, entre pernas e braços entrelaçados.

(E depois ele acorda-a e diz-lhe que ela lhe babou o braço todo. Sexy!)


Não vale a pena dourar a pílula. Isto das relações também tem destas coisas. Se quando tinha 15 anos me punha a pensar na necessidade de ter sempre a depilação impec para andar sempre no super-cute mode, agora, olho para os arbustos que crescem nas pernas e visto calças. Assim sendo, e porque isto já foi um espaço de reflexão( ou então pareceu-me, assim de repente, não sei), dou início a uma série de posts sobre este tema. E quando digo série, quero dizer que podem ser só dois, é conforme o que me passar pela mona. Isto anda fraquinho, fraquinho...nunca se sabe.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Não é?


We never really grow up, we only learn how to act in public.