quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Uma gotinha ou outra...


Mais uma tarde destas e fino-me.

FINALMENTE, e após meia dúzia de depressões pequenininhas e vespertinas, eis que a Ministério me contacta.

Como uma escola só já não bastava, PUMBA!, levei logo com 3! E agora...


Eeny, meeny, miny, moe

Catch a baby by the toe

If it squeals let it go,

Eeny, meeny, miny, moe


Amanhã dar-vos-ei notícias. Dar-vos-ei...que bonito, pareço professora.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

...


Morreu o Jonhny Castle. Tanto gozei com os fãs do Michael Jackson que lá levei mais um "abre-olhos" divino.

Ainda no sábado passámos o serão a fazer uma colectânea do amorrr e esta era a número 7. Piroso? Quero cá saber, continuo a cantá-la a plenos pulmões, enquanto o semáforo fica verde e o senhor do lado abana a cabeça.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Os Erasmus

Lembrei-me agora dos Erasmus, esses fixes, mas mais fixes ainda eram os senhores que elaboravam os Planos de Estudo deles. És irlandês? Pois agora, por causa dos comichões, vais levar com uma semestral de Linguística Textual Portuguesa que é para abrires a pestana! Quero cá saber se não te faz falta para o teu curso de Economia Doméstica!

És finlandesa? Pois olha, vais levar com Expressão Dramática que é um mimo. Deixa-te de mariquices, vais aprender e muito com aquela senhora monocórdica às 8 da manhã.

Uma rambóia.

Ora não sei como é que é, mas em cada ano do curso levei com Erasmus. Gajas. Irritantes e pseudo-intelectuais. Soou-se até que a belga trancalhadanças tinha coiso e tal com o professor de Literatura Inglesa ou não sei quê. Mas quanto a isso, cada um sabe de si, o que me tirou do sério foi o tupperware de crepes que a colega da grandalhona trouxe para a aula de apresentação do país delas. Pfff....Bélgica, quero cá saber! E que crepes tão fininhos, credo! Aquilo quase que se desvanecia entre os dedos, antes de chegar à boca. E açúcar, hã? Essa novidade aqui deste lado do Mundo? Upa, upa! Uma merda, aqueles crepes. Os meus são-de longe!- melhores.

E depois eram muito inteligentes e até eprenderam coisinhas em Português. Um nojo.

Adiante, o pior nem era ter de as gramar nas aulas. Nada disso. O que era mesmo mau era levar com elas nos trabalhos de grupo. E pior mesmo era fazer trabalhos de grupo com uma finlandesa cheia de sininhos e gorros da Guatemala, na disciplina de Expressão Dramática. Um horror. A parva da professora começou para lá a dividir-nos e eu-não sei bem porquê!- lá fui escolhida como o par da sardenta sob o efeito de psicotrópicos.

Tema do trabalho: não havia. Tínhamos só de imaginar qualquer coisa, um fio-condutor, uma história qualquer e contar o que imaginávamos ao nosso parceiro. Uma coisa à pressão. Nada mais fácil, apesar de estúpido.

Lá a outra começa-me a imaginar que estava um duende dentro do buracoo da parede do ginásio e que havia um Mundo lá dentro. Devia dar-lhe forte e feio no absinto, devia. E eu a franzir o sobrolho, considerando que tinha de pegar onde ela acabasse. Francamente não sei o que inventei, mas a criatura deve ter achado que também me faltava um belo dum parafuso, pelo que, ao fim do semestre (em que se fartou de passear pelo Algarve...) me deu o e-mail e me ensinou a dizer mina rakastan sinua (amo-te). Ou jogava na outra equipa ou então não sei. Enfim, lá passei ao lado da relação lésbica inter-cultural.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O google, esse porreiraço


Experiencia tem assento


Tem até um sofá!

Encontrei esta pérola no sitemeter, pois claro. Não me recordo é se no fim estava o inefável ponto de interrogação, porque, como toda a gente sabe, o google é uma bola de cristal.
Ontem também apanhei o belíssimo parabêns.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Na minha cama com ela

Temos de nos entreter ao serão...
Pega-se no photoshop e sai disto.

domingo, 6 de setembro de 2009

E este aqui é para entalar o meu rico marido muahahahahahahahah

Vá, vamos lá aí a assumir gostos pelos produtos nacionais. Não é que uma pessoa vá assumir que acha o Pacheco Pereira um pedaço, não é isso, até porque isto é para ser engraçado e não vergonhoso, não é? E é fácil dizer que se dava uma voltinha com um Clooney, mas já não é tão fácil dizer que se tem sonhos tórridos com um Fernando Mendes (eh lá...), portanto, vamos lá aí pôr uma selecção gourmet portuguesa! Esta é a minha:

Este senhor ...bem, não há palavras.
Ah e tal, porque a gente gosta é de homens divertidos...Pois, tá bem, mas que ele tem ali um cabedal que sim senhores, isso sim, também é verdade.
Deste até tive um poster, pregado na parte de dentro do roupeiro. Não é coisa que me deixe orgulhosa, mas pelo menos ainda não entrou nos Morangos. E o Major Alvega? Aquela produção muito ruim pseudo-modernaça?
Primeiro que tudo, dança bem. Homem que dança bem é ser em extinção. E então eu, que até danço o slogan do DEBORLA com moves de breakdance...Adiante, este menino tem tudo, até assim meio sopinha de massa. Tudo, pronto.
Este não precisa cá de justificações.
Ok, já se levantaram do chão? Eu cá gostava do senhor mesmo tendo aquela cabeleireira que não lembrava a ninguém, já naquele tempo! Mas dava sarrafada do melhor, e a gente quer é gajos que arrefinfam cotoveladas nas costelas dos outros. Sensíveis e inteligentes? Pois, pois...
É algo petiz, é, mas dá-lhe uns ares de Marlon Brando, não sei...E vai fazer um filme com o Al Pacino...Este escapa.
Tem uma mania naquele cu, que até mete nervos. Veste-se de astronauta e canta o Rocket man, já para não falar na gambiarra...Mas há ali algo, mesmo com óculos de massa.
Este nem sei explicar...Principalmente depois de o ter visto vestido de Floribella, mas vá
...

Este aqui é o derradeiro, porque até adivinho que anda por aí muita portuguesa que se pela por ele também. É daqueles que eu acho que se fosse amaricano se safava que era um disparate. É um Clooney à portuguesa. Sem porco.

sábado, 5 de setembro de 2009



Assim de repente, de cada vez que começam a falar da beiçuda da Manéla, vem-me logo à ideia que a liberdade de expressão foi-se e que o Sócrates devia levar uma murraça. Depois acalmo-me, retiro o vinil do Zeca, e rio-me porque já não havia pachorra para aquela mulher.


E o pedido de desculpas do senhor aos professores pela falta de delicadeza? Foi tão fofo e tresandou tanto a BULLSHIT!


É assim a vida, é assim Portugal. Ele é Ronaldo, ele é Freeports, ele é Dias Loureiro, ele é Manéla a ser afastadinha da sua cadeirinha de pivot...Ainda eu dizia que queria emigrar! Quem me tira estas polémicas de abertura de telejornais tira-me tudo. Se eu fosse para um país desenvolvido não poderia ter um blog. Olha se eu fosse para a Dinamarca...aqueles gajos não sabem sequer ser malvados futebolísticamente. Ah e tal, se apanhármozzz o cabrón do Ronáldezzz dámozzz-lhe tántá pórráda que desfazémos o estupóoorrrr. Pfff...o que é isto ao pé de uma actuação dos Super-Dragões? Nada. Uma coisa de meninos.


Ontem, por exemplo, li num cartaz do Moita Flores que dizia: As nossas crianças já não passam frio!


Digam-me lá se isto era possível na Dinamarca? Pois tá claro que não. Valha-nos esta liberdade trintona que temos. Essa gente que não viveu em ditadura não sabe o que perdeu.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Antes que isto dê em divórcio litigioso...

Então, vocês 3 que ainda por aqui passam, como vai a vidinha? Bem? Isso é que se quer. Pois bem, primeiro que tudo, urge que se estabeleça aqui um momento de seriedade para convosco, porque eu não vos quero tristes. O problema que se interpôs entre mim e vocês é o facebook. Raio que parta aquela traquitana que me deixa postar de forma rápida e eficaz! Ainda por cima, lá (lá no éter, vá) encontrei alguns bloggers que estimo e aí foi a desgraça total. Vai de mandar bitatites à barda no Facebook. E depois ele há quizzes e coisas engraçadas em que o pesoal tenta ganhar aos outros. E o Farmville e o Yoville e o aquário virtual! EU SEI QUE TENHO ALI UM AQUÁRIO, TÁ BEM??? Mas este é fofinho e...errr...e limpa-se sem grande estavarneio (a.k.a. javardice).
Portanto, raios me partam se não me liberto do jugo daquelas aplicações e se não volto a ser aquela blogger que vós tanto apreciais!
Só assim em jeito de make up sex, deixem-me postar aqui uma coisa, para verem que sou uma pessoa séria e que cumpre.

Estive doentita hoje. Comi sopinha, tomei cêgripes e enfardei nutella.
Hã?? Quem é que disse que eu que não voltava ao que era? Quem foi? Sempre a achincalhar...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

...


Que é como quem diz, obrigada por fazeres o meu irmão feliz. Feliz aniversário.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um desconto, vá, que isto já me passa

Eu sou pessimista e quanto a isso, não há nada a fazer. Aliás, há, mas envolve regressões e não sei quê. Vai daí, a vida começou a correr bem e quase, quase que me tornei optimista. Nada mais errado haveria a fazer. Se dantes imperava o suck it up, woman!, agora impera o mas tás armada em menina???
Não sei que porra de ideia foi esta, de enveredar por esta profissão, mas eu merecia mesmo era um par de chapadas. Eu nem suporto adolescentes! Queria era ensinar, fazer a diferença, sei lá. Ninguém em explicou que isto se tornaria tão difícil com o tempo e que nos contentaríamos com pouco. Estou farta, e o pior é que nem me imagino noutra profissão. Raios me partam hã!
Bem que o meu pai me dizia que eu tinha estofo para engenheira agrónoma. Que não tinha, mas poupava-me esta neura.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Queria ver os homens nestes assados...


O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita. Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.

"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.

Quando TENS de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "tou aqui tou-me a mijar!". Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais" (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados. Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair. Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!) não importa. Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!! Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de...

Mas, voltando à porta... como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te "na posição". AAAAHHHHHH! finalmente, que alívio! mas é aí que as tuas coxas começam a tremer... porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!

Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça "nunca te sentes numa sanita pública" e então ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias!! Com sorte não molhas os sapatos, é que adoptar "a posição" requer uma grande concentração e perícia. Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio! Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel!! Mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras). Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão. Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota! Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim... porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??). Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante! Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te do lenço de papel?), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água. Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças porque não vais gastar um lenço de papel para isso e sais Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava. "Mas por que é que demoraste tanto?" - pergunta-te o idiota. "Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer. E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição" e a dignidade.

Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas! Passa isto aos desgraçados dos homens que sempre perguntam "querida, por que motivo demoraste tanto tempo na casa de banho?" IDIOTAS!


recebido por mail

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Festas de Coruche 2009


Cliente - Então era uma bifana, ó faz favor...
Marizé - Aqui tem. São 2.5 €.
Cliente - 2.5€? Então, mas ontem eram a dois...
Marizé - Pois sabe, é que se acabou o pão.
Cliente - Ah, então nesse caso...

Não havia necessidade de argumentação perante um motivo tão válido como aquele. Além disso, a Marizé era uma simpatia (NOT!) e merecia a nossa compreensão. Afinal de contas ainda só tinhamos lá deixado 545€.


O metro. Esse culpado por aquelas manhãs tão terríveis.


Acreditem ou não, o manequim pequenico não é vocalista dos Europe, é mesmo o Jesus.


De maneiras que é isto...



A seguir a tirar esta foto, a senhora minha sogra ligou e rumámos a casa. Claro que com a minha sorte, largaram um toiro a seguir e três gajas foram pelos ares. Registo fotográfico: 0. Sogra: 1.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Já cá estamos outra vez




Já vos falei anteriormente na minha perda de dignidade quanto estou na presença do meu sobrinho? Pois é, esta semana não foi excepção. Não sei que raio de mistura de ADN ali se deu, mas estamos perante um hiperactivo mental. Tem 2 anos e 9 meses e pergunta TUDO. A toda a hora e sem parar, a não ser quando está a dormir. É um misto de espectacular e desesperante. enquanto lhe dava banho, bem que procurei o botão do Off, mas não achei. Queria contar-vos todas as maluquices, gracinhas emiminho que ele fez, mas-desculpem lá, prefiro guardar tudo na memória.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

FAIL




O coiso no toutiço é para desviar a atenção da penca?

FAIL!

O meu rico marido nunca mais vai voltar a ser o mesmo. Perdeu um pouco do seu mojo quando virei o portátil para ele. Aquele olhar esgazeado, tadinho...

domingo, 26 de julho de 2009

Report do casório da X. e do S.

E de maneiras que mais dois se casaram. Bonito, bonito foi a entrada da noiva ao som de Jeff Buckley, isso e não haver fotógrafo: foi um descanso, porque não há casamento onde eu vá que não prometa porrada ao fotógrafo. Ora uma pessoa não vai para nova, e estas coisas começam a pesar. Por falar em pesar, lembro-me de ter saído muito jeitosa de casa, mas o reflexo que vi no espelho do WC da casa da sogra não era bem o mesmo. Quem é que se lembrou de pôr o coro da catequese a cantar durante a cerimónia? Essa pessoa precisa de um bom pontapé nas canelas.
Tivemos a velhinha cusca a perguntar à S. os pormenores do casório: quem são, quantos são, quais as inclinações políticas, se separam o lixo, enfim, o básico das velhinhas beatas. O E. apareceu de blazer azul com botões dourados, não fosse o corsa com betume no guarda-lama e a havaiana da desinated diver e alguém poderia ficar induzido em erro quanto à nossa proveniência social. O sobrinho mainovo da noiva enamorou-se pelo cão da velhinha beata (que se alapou ao lado da S. no adro da igreja) e nos momentos de maior ternura quase, quase que lhe arrancou um olhinho, enquanto gritava TÁ TÁ. Tudo o que é pequenino tem graça, lá disse a velhota. Fosse ela o cão e talvez não achasse assim tanta graça. Descobrimos também que colocar uma barraquinha da super bock no adro da igreja é um bom nicho de mercado. O pessoal estava já muito mal, e a única coisa que se vendia as redondezas eram velas. Ora as velas não tiram a a sede pois não? Pronto, lá está.
Tive também a confirmação que alguém que lida com coisas como créditos aos clientes e plafonds e não sei quê, acha que carregar no botão do menu da máquina (do kodak!) é que é, e que o botão cá de cima não serve para nada, só estorva, na altura de eternizar o momento. Fuji 1- E. 0.
Depois seguiu-se a parte do comer e da vuída. E eis que se abate sobre a Quinta de S. André um nevoeiro mental que me permite apenas informar que:
- A S. estava possuída por um qualquer ser demoníaco. Tenho as tuas gadanhas enfiadas no cotovelo, minha cabra! Eram 6 da manhã e ela queria ir para as festas da Erra. Belo designated driver, sim senhora! E perdeu os óculos. É a idade! (eu só perdi o brinco, e era pechisbeque)
- O E. fartou-se de dançar e até conseguiu pedir uma magnífica música do Marante para dançar comigo. É de óme.
- O meu rico marido fez duas valentes bolhas no pé esquerdo de tanto dançar. Repito: de tanto dançar.
Felicidades ao casal e fico à espera de saber se o que aí vem é um canutinho ou uma canutinha. Beija a noiva!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Oooooh happy day! OHHH HAPPY DAY!!!!


Há um ano, há precisamente um ano, eu estava em Elvas, com a minha mãe, agarrada ao telefone. O meu pai tinha sofrido um enfarte do miocárdio e tinha sido enviado de urgência para Setúbal. Foi o pior acordar da minha vida na pior semana da minha vida. Deus me livre de voltar a passar por esta aflição tão depressa. Por muito que nos preparemos, a possibilidade da perda de alguém tão importante é o pior dos sofrimentos.

Acho que nunca cheguei a agradecer a todos os que conheci na blogosfera o imenso apoio que me deram, via telefone, e-mail e sms. Obrigada a todos. O dia 17 de Julho vai ser sempre um dia que, tanto eu como os meus, teremos sempre gravado na memória, mas ainda bem que tudo acabou bem, aliás, continuou bem.
*Eu, o pápai e o emplastro que é o meu irmão. Ai, ai, tira-se a pessoa da lama, mas não a lama da pessoa!LOL (Atentai no autocarro, que ainda tem as cores de intigamente...sou uma pessoa de alguma idade já...)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Amorrr é...(parte III)

No outro dia, estávamos nós a chegar a casa, começámos a falar não sei de quê, e vai daí eu comecei a defender um ponto de vista qualquer. Não sei, mesmo. E ele olha para mim, de olhos esbugalhados e diz-me: Calma! Mas porque é que tens de começar logo a discutir! Eu até estou de acordo contigo! És sempre assim, catano!

E eu prendi o burro até casa. Mas desde quando é que eu discuto pá? Diz lá, vá! Choninhas!

Também me acusa amiúde de ir buscar coisas antigas para me defender. Mentira. Acabámos o curso há seis anos, ora seis anos não se pode considerar antigamente.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Lembrei-me agora...

A minha avó detestava aturar Testemunhas de Jeová. Para se ver livre delas fingia-se a criada analfabeta lá de casa. Era de cagar a rir, vê-la a fazer a cara da desgraçadinha simples da cabeça, enquanto dizia: Pois, mas a senhora não está cá. Eu dessas coisas não sei nada..
Nas férias então, ali ficava eu a espreitar pelos buraquinhos da persiana da sala, enquanto ela lá ia de avental ao portão, no meio da cãozoada toda a ladrar esbaforida, depois de as despachar vinha todo o caminho até à entrada a rir-se. Era levada da breca.