You don't need a weatherman to know which way the wind blows
Que é como quem diz, tens ali 23 testes por classificar e já sabes a bodega que se avizinha. Eu bem que queria ser cabeleireira, ou veterinária, mas nããããõ....
Que é como quem diz, tens ali 23 testes por classificar e já sabes a bodega que se avizinha. Eu bem que queria ser cabeleireira, ou veterinária, mas nããããõ....
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Sim, é segunda. Sim, tenho testes e fichas e porcarias várias para corrigir. Sim, é verdade. Mas o Abrunhosa pregou o melhor espalho televisivo de todos os tempos e o Manzarra soltou um maravilhoso Ai, foda-se no segundo seguinte. Ora se isto não vos dá alento para o resto da semana, vocês são umas pessoas que vão para o céu mas que cá na terra são uns morcões.
Na reprografia:
- Ó D. cremilde, já tem as cópias que lhe pedi há 3 quinze dias?
- Ai ó stôra não...Mas precisava para agora? E fez a requisição? Se calhar não fez, eu não vi, ou então...
- Não, deixei aqui o papel, D. Cremilde. Olhe,'tá aqui.
- Ahhhh, pois foi....
(silêncio comprometedor)
- Mas ó stôra, e o que me diz do tralho que o Abrunhosa mandou ontem, hã? Eu até disse para o meu mais novo que não era para se rir, mas já sabe como são os gaiatos!
- Nem me fale nisso, acho que desloquei para aqui qualquer coisa de tanto rir. Bom, deixe lá isso, faça-me lá as cópias que eu faço o teste amanhã.
Mais uma vez, a queda aparatosa em horário nobre e em directo, salva o dia destas duas funcionárias ao serviço da comunidade.
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Segundo um senhor americano extremamente iluminado, o problema do insucesso escolar reside nos professores. Os alunos não estudam? A culpa é dos profesores. Os alunos não respeitam o ambiente escolar? A culpa é dos professores. Os alunos faltam? A culpa é dos professores. Os encarregados de educação estão-se borrifando para o facto do filho/a ter esmurrado um colega ou mandado um professor levar na bilha? A culpa é dos professores. Os encarregados de educação não comparecem às reuniões? A culpa é dos professores.
Segundo ele, se um professor consegue atingir sucesso numa turma, todos os seus coelgas o devem conseguir fazer também. E eu estou de acordo, ou não estivéssemos nós a falar de grupos de máquinas programáveis que seguem o objectivo de aprender. Adiante, o que me deixa mesmo descansada por saber que afinal a culpa é toda minha é que, detendo todo esse poder, e como pequena déspota que sou, vou modificar a minha atitude e a partir de agora os meus alunos não faltarão às aulas, farão sempre os t.p.c., estudarão diariamente os conteúdos, deixarão de dizer asneiras a cada 3 palavras e os pais começarão a preocupar-se com os filhos e com a vida escolar dos seus rebetos. Obrigada, senhor americano, não fosses tu e o sistema de ensino continuava uma balbúrdia em que nos habilitamos a levar na boca de um puto ou de um pai a cada dia que passa. Muito e muito obrigada, hã!
ps: Agora que penso nisso, a resposta que uma encarregada de educação me deu há dias é culpa minha! A ******** não fez o t.p.c. por motivos pessoais é uma resposta absolutamente espectacular e eu deveria ter sido mais compreensiva, afinal de contas a menina só não fez o t.p.c. 5 vezes seguidas. Shame on me!
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Mas, ó stôra, o La Fontaine já morreu?
(Depois de ter feito um trabalho sobre o senhor...)
-It's near the sea. Onde está o verbo?
- IT!
- NEAR!
- THE!
(Resposta em coro, como manda a lei, claro...)
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Nada dramático, atenção. Acho que é apenas uma grande verdade e uma bela máxima. Esta semana tem sido puxada. Enervante, cansativa, desanimadora mas também gratificante...Coisas a mais para quatro dias, diria eu. Vamos lá encarar o último dia que nem uma menina crescida, então.
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De há uma semana a esta parte que não tenho pensado em muito mais, além de uma malfadada visita de estudo. Não interessa estar aqui com pormenores, apenas interessa saber que todos os pormenores e logística quase, quase me provocaram um avc. Adiante.
Ora, estamos a falar de uma ida ao teatro. Uma ida ao teatro com 7 turmas de miúdos pouco habituados a estas andanças, a destacar então:
1-"Ó stôra, mas aquilo é para estar sempre sentado?"
2- "Se um gajo se fartar baza?"
3- "Eu cá levo rissóis e batatas fritas!"
4- "O ciclope era mas é um gajo vestido com umas cenas, estava à espera de mais, tipo à filme!"
5- A meio da peça, a turma que se sentou atrás de mim sacou de um pacote de batatas e vai de comer...
6- Enquanto estavam à espera, os gabirús da minha escola ainda conseguiram sacar o número de telemóvel das cachopas finórias do Colégio. Elas gostam deles assim, pelos vistos.
7- "Stôra, nesta escola não tem pretos! "
IMPAGÁVEL!
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Ah pois é, bebés! A eterna miúda dos filmes CRESCEU. E está gira que se farta. Como o Macaulay Culkin mas sem a parte creepy do Michael Jackson. E o mal que isto me fez? A miúda é capaz até de já ter iniciado a vida sexual!EEEWWWWW!!!!
E pronto, era isto que eu queria partilhar convosco: a dor de corno. Passa o outro e não ao mesmo, vá.
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Uma das resoluções de novo ano que tenho todos os anos é vou usar saltos, raios e partam se não uso! Ando ali, a melgar que quero uns sapatos assim, umas botas assados, mas vai-se a ver e ando mesmo é de sapatilhas e bota-pantufa. Um desespero, mas sabe bem. Este ano (o que vem e este que ainda aqui anda) tenho ali dois pares de exemplares que vou usar, mesmo que ganhe uma escoliose do tamanho do Arkansas. Mesmo assim, leiam lá este post.
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Chego aqui vinda do blog da Karvela, onde, só para variar, me fartei de rir com a reflexão/relatório sobre o ano que finda. E depois pus-me a pensar (vem aí outro sismo, pessoas!) no meu próprio anito. Ora, primeiro que tudo, divido o ano em duas partes: a antes da-escola-onde-podes-muito-bem-vir-a-levar-porrada e o depois da-escola-onde-podes-muito-bem-vir-a-levar-porrada.
O antes deopmbvalp foi sossegado. Trabalhava numa escola onde os putos se deslocavam de zundapp, lavravam a terra, partiam lenha com os primos. Uma escola de putos de bom íntimo, como diria a minha avó se ainda cá estivesse, mas que, à semelhança dos putos desta onde me encontro, não têm como objectivo o MIT. Diria que foram uns meses estranhos mas bons, pronto. À excepção do frio e da neve e da falta de aquecedores. E a comida da cantina era intragável e não havia um restaurantezinho sequer, o que me obrigava a ir a uma tasca onde me tratavam com salamaleques, enquanto esfregavam a gordura da mesa para não ficar lá agarrada.
Ora esta escola é diferente. Para melhor ou para pior não sei. Digamos que são mais difíceis mas sinto que a coisa chegará a bom porto, para mim e para eles. É tirar-lhes as navalhas.
Depois temos os colegas. Na outra escola tinha colegas descontraídos, mais velhos e, na maioria, bem-dispostos. Nesta escola tenho colegas novos e velhos, descontraídos e stressados, bem e mal-dispostos. Mas gosto mais desta escola. Apesar de ser das mais novas e de aquelas colegas mais velhas terem o filho da put@ do rei na barriga, o pessoal que entrou comigo é fixe. Tirando meia dúzia de cromos.
Assim sendo, e completando aqui esta reflexão, estou feliz. Estou ainda mais longe do meu alentejo, do meu sobrinho mais lindo, dos meus pais e da minha terra, mas estou ao pé do meu irmão, tenho uma lareira e um gajo que adora bricolage. É verdade que nos divorciamos assim que ele pega no berbequim, mas tenho aqui uma sala que sim senhores.
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Ninguém me explicou que a meo é muito gira e tal, mas que quando uma pessoa não viu um filme merdoso porque se encontrava fora de casa, pode muito bem vir a ter de o gramar depois porque tem um ser alienígena cá em casa. Vamos lá ver, se o Quarteto Fantástico foi mau, em que medida é que o segundo pode melhorar o desastre?
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Amanhã será sexta-feira. Acabo a semana com 28 e começo com 29. É uma grande porra? É, mas vou comer que nem uma texuga e afogo as mágoas em arroz doce, além disso vou estar com o T., o sobrinhomailindo, o que me ocasionará uma perda de calorias considerável e um nó no cérebro ao responder aos porquês do moço.
ps: Comprem o Tubo de Ensaio do Nogueira e do Quadros. Caso o queiram oferecer, comprem dois. É para lá de bom. Genial como o primeiro.
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- Vá, ó teacher, diga lá que idade é que tem!
- Quase 29. Contente?
- EISHH! A teacher só tem 29! A gente a achar que tinha tipo 30 e tal!
Ora, a criatura em questão estava a tentar engraxar-me para eu não ir telefonar ao Encarregado de Educação sobre uma coisinha que ela tinha feito no intervalo. Faltou-lhe só um nadinha de cérebro, como habitualmente. Resultou que nem ginjas!
(Esta mocita é a mesma que disse asneiras e que teve um fim-de-semana em grande.)
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21:03
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Ora bom, amanhã tudo correrá bem. De certeza. Não haverá reunião de Departamento nem de Grupo Disciplinar. E se isso para vocês não faz sentido e se parece a um assunto sem importância de maior, digo-vos que estão enganados. Só de pensar que amanhã saio às 4 da tarde e que tenho até às 2 da manhã para adiantar trabalho, ui!, tenho aqui um orgasmo laboral! Podia aproveitar para descansar, enroscadinha no sofá? Podia. Mas eu não tenho aquilo a que se chama uma vida.
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18.30. Eis que se ouve o belíssimo toque de saída e aí vou eu, qual hipopótamo de nenúfar em nenúfar. Feliz da vida por dois motivos: tratava-se da última aula do dia e esperava-me um jantar de comemoração do nosso casório. Lalalala! Dirijo-me então para a saída - a almejada saída!- e ouço isto:
- Fod@-se ó Andreia! Tem cuidado, ya? (ou ja, ou iá ou lá o cataninho!)
- Que foi?
- Pisaste-me, ó c@r@lho!
TILT! Ora as duas aventesmas até que são minhas alunas. Azarinho o delas. Intervenho, de cabelos no ar, qual Songoku com a força-suprema.
- Olha lá, mas é preciso dizer tanta barbaridade junta?
Silêncio da mocita. Mudou de cor, murmurou uma espécie de desculpe e desandou. A outra- que se trata de um ser muiiiiito irritante - vira-se para mim e diz-me o seguinte:
- Ó stôra, mas aqui é a escola, não é a sala de aula! Não faz mal dizer asneiras!
Pronto, aqui a minha vontade de sair abandonou-me e fui invadida por uma vontade bem mais castiça: a vontade de lhe desfazer a cara à chapada. Mas não posso, o que acaba por nos aguçar a criatividade.
Amanhã, que até é dia de teste, a menina vai ter de escrever umas quantas vezes (depende do meu humor amanhã) esta frase:
-Eu acho que posso dizer asneiras no meio da escola, porque "o meio da escola" é uma coisa e a sala outra, obedecendo, portanto, a regras diferentes. Ora a minha professora não partilha dessa opinião, razão pela qual me encontro a escrever esta frase. Será que aprendo a não dizer asneiras? O futuro o dirá. A professora desconfia que sim.
E só depois vai sentir o cheiro ao teste. Ainda leva recado na caderneta, que é para ter um fim-de-semana em grande.
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