quarta-feira, 23 de março de 2011

Não tenho pachorra para calões...

Para ser grande, sê inteiro: Nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Fernando Pessoa

domingo, 20 de março de 2011


Those who dance are considered insane by those who cannot hear the music.


George Carlin

sexta-feira, 18 de março de 2011

Essa coisa chamada consciência

Aqui que ninguém nos ouve, fiquem sabendo que me arrependo muito de não ouvir os conselhos informáticos do meu marido. Faço um grande esforço em manter-me atenta e em dizer "EISH! Conseguiste pôr a maquineta a fazer isso?" nos momentos certos, mas admito aqui, minha gente, que é uma tarefa hercúlea manter a minha mentezinha dedicada ao que ele me está a ensinar ou a contar. E atenção,não é por desinteresse, é mesmo uma impossibilidade genética.
E o motivo pelo qual me sentei aqui, de computador no colo a escrever isto é que ainda hoje me pus a fazer uma coisa que ele já me ensinou umas quantas vezes e como sou assim, uma cidadã deficiente informática, fiquei ali a dar em maluca e tive de me desenrascar de outra maneira. De que maneira? Uma maneira mais demorada e menos bonita, mas consegui. No fundo, é esta a beleza de ser mulher.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Um presente em forma de recado na caderneta


Continue o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver com os nossos filhos.





Sócrates, fala para aí, hoje não me estragas o dia.

domingo, 13 de março de 2011

Bandarilhas, peões de brega e cornos embolados

Curioso foi ver que ontem, na manifestação da geração à rasca, estavam representados os professores das AECs. Porque será que não foram para o Campo Pequeno? Ah, já sei, porque está-se tudo borrifando para estes desgraçados e eles não se sentem representados pelos magníficos sindicatos. Na sexta, estava eu sentada na sala de professores, quando me passa pelas mãos o panfleto de apoio à manifestação do Campo Pequeno, e leio o primeiro parágrafo que rezava qualquer coisa do género:
Colega, desta vez estas medidas não afectam só os contratados ou os que estão à beira da reforma, afecta-nos a todos!!!!
Que é como quem diz:
Ó diacho, espera lá que tenho para mim que não são os putos novos que eles querem lixar desta vez, deixa-me cá desmarcar a ida ao cabeleireiro e ir ao Campo Pequeno.
O altruísmo destes senhores é tocante, principalmente quando uma colega se sai com ainda bem que vão fazer cortes, assim não teremos tantos contratados na escola...

sexta-feira, 4 de março de 2011


If people are trying to pull you down, be proud about it, because it only confirms that you're above them.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

É isto mesmo



É engraçado que, por se tratar de um senhor (que devia tomar ritalina, ou coisa que o valha) esta frase é gira e carismática. Um espírito atormentado, um excêntrico preso num mundo que não reconhece como seu...blá, blá, blá. Se tivesse sido uma mulher a dizer isto era uma maníaco-depressiva com um filho da put@ de feitio.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Apre!



Já vos disse?
Já mencionei que é a idade mais estúpida que há e que eu não tenho paciência para os aturar?
Não dá para uma pessoa agarrar neles aos 12, pôr os sacanas a dormir e acordá-los por volta dos 20?
Facilitava.
Ou então, agarrava-se num pau e vai de lhes tirar a mania que são bons à paulada.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Para ver se a gente se entende de vez,


Sabem aquela mania que andou para aí de se escrever o que se gosta, não se gosta e não sei quê? Pois hoje, meus amigos, numa espécie de movimento revivalista, tomem lá.


Não gosto:


de ir à praia no Verão;

de passar dias a fio sem fazer nenhum;

de bricolage;

de ouvir dizer "treuze";

de ouvir dizer "quaisqueresss";

de roupa que pica;

de vento;

que me façam de parva;

que me tentem passar à frente;

de amendoins;

de gente que enche a boca ao dizer que não gosta de ler.

de lavar a loiça;

que menosprezem o que faço;

de ensinar gente que não quer aprender;

de vizinhos malcriados;

de roxo;

de me deitar ao sol a torrar, nem de gente que diz que o mar as acalma. Por amor de Deus, estamos a dar uma entrevista à Caras ou quê?

de Jameson. For reals, aquilo sabe mal;

que me perguntem o que tenho, ou que foi, ou o camandro. Quando digo nada, pode ser tudo, mas não quero dizer nada. Pode ser?;

de comida que leva sangue e partes nhéc-nhéc dos bichos;

de homens a tresandar a perfume;

de mulheres com demasiado rímel;

de bimbys. A sério, não me lixem. Cozinhar não é isso.

que digam que tenho de ter filhos porque não tarda não posso. A sério, vão-se encher de moscas.

de não ter guito para ter uma casa com quintal e uma carrada de cães e mais uma porrada de gatos;

de cuidar do aquário;

de putos enervantes que toda a gente acha engraçados;

de unhas de gel;

de desporto, nem de conversas sobre desporto. Seriously, são jogos, pessoas. Jogos!

de cosméticos com cheiro a baunilha;

de visitar sítios novos em dias de chuva;

de ficar sem voz quando estou constipada;

de ténis brancos;

de gente que diz que acorda de mau-humor;

de novelas;

de ir ao cinema;

de varrer a cozinha 2852 vezes ao dia porque o Lucas e a Guida sujam tudo;

de esconder o sotaque;

de calçar saltos;

de ranchos folclóricos;

de conveniências e coisas que tenho de fazer senão "parece mal";

de falar ao telefone;

de ser impaciente.


Eeeeeeeeeeeeee, é melhor ficarmos por aqui.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Da falta de chapadas na infância

Eu levei algumas. Poucas. Mas boas.
Não há dia nenhum que eu não agradeça a Deus nosso Senhor a rigidez exagerada do meu pai e a falta de paciência para merdinhas adolescentes da minha mãe. Dia nenhum.
E pensam vós: isso é por teres de levar com putos idiotas e malcriados. É. De facto é, mas muito piores do que os putos são alguns colegas. Se os primeiros ainda têm desculpa, o mesmo já não acontece para os segundos. Curiosamente, os tempos mudam, mas o remédio continua a ser o mesmo. Começa por C, acaba em A e tem HAPAD no meio.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Não há coisa que me deixe mais lixada do que vir aqui e esquecer-me do que vinha escrever.

Ou era sobre os gaiatos...
Ou sobre os colegas...
Ou sobre os gatos...

Pronto, deixem lá, fica para a próxima.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

If only closed minds came with closed mouths...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Demasiado cedo para gozar com o Carlos Castro?

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011, meu sacana!




Diz o Bono que está tudo sossogadito no dia de Ano Novo, pois sim! E no dia 31 às 4 da manhã, se tiverem uma família brasileira a viver no andar de baixo? É fim de ano, vai de fazer banzé. Nada que não se resolva:acorda-se às 9 da amanhã e vai de calçar botas de salto. Não há nada como começar o ano a treinar sapateado no corredor. Para cá, para lá, para cá, para lá...


Seja como for, a minha resolução de me tornar melhor tinha os dias contados. Uma pessoa não sofre uma lobotomia enquanto dorme o sono dos justos de 31 para 1. Então quem é que queremos enganar? Assim como assim, na segunda vou logo dar de trombas com 3 ou 4 que fazem logo esta resolução ir para o maneta....


Este ano foi passado a quatro. Nós e os gatos. Aos gatos foi administrada uma boa dose de friskies com molho de forma a podermos abandonar a sala os dois ao mesmo tempo, sem prejuízo do jantar. Estas pestes até o mascarpone e a rúcula marcham. Têm a quem sair.


Pois bem, agora que a maluqueira da festança passou, vem a depressão, a crise, a fuinhice, os rancores, o trabalho em excesso, a dor de corno (que é lixada), a dor de cotovelo, a formação de segunda à noite que me leva a alegria de viver, a procura da casa ideal... Em suma, chega a vida. Aquela que não partiu para parte incerta, apenas ficou à esquina, à espera que a ressaca atacasse para nos atacar também.


Valha-me o singstar ABBA e as botas de pêlo. É feio, é, mas eu gosto.E eu alguma vez me afirmei como pessoa fixe? Não, pois não? Então pronto.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Humpf!

De há uns anos a esta parte, sempre que um novo ano começa sinto-me com força para pedir ao Universo que me torne uma pessoa melhor. Uma pessoa boazinha, que não dá encontrões às parvas que não se desviam, que não vocifera impropérios para com as bestas que se metem à frente e que depois não aceleram, que não se enerva com os vizinhos malcriadões, etc.
Vamos no terceiro ano que o peço e a coisa não demonstra grandes melhorias. Estou a ver que ou me mudo de planeta e /ou ando de mordaça, porque este Universo é um nhónhó. É desta, ó palhaço?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

à beira dos 30 introspeccionamentalizo-me*, pode ser?


Sabem o que é que eu gostava mesmo, mesmo, mesmo? Além de ser milionária e tal. Sabem? Gostava de não ser assim. Palavra de honra que gostava. Gostava de ser mais cínica, mais diplomática, mais fingida, pronto. E deixemo-nos cá de coisas: as pessoas assim safam-se que é uma beleza, já para não falar do descanso que deve dar! Dizer só coisas inócuas, sorrindo sempre que necessário. Deve ser fantástico para o fígado e demais miudezas. Mas comigo não dá. Temos pena.





*private joke

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

This is survival.Survival I say!

Se eu tivesse pachorra, punha aqui o vídeo das Destiny's child (ora aí está uma bela merdinha de nome para uma banda de 4 gajas a abanar o nalguedo). Aquele em que andam de roupa com estampado camuflado e a pular em poças de lama com um ar muito enervado com o sistema.
Já estraguei a piada. Foi como no outro dia em que estava a dar Formação Cívica (nem explico o que se faz num sítio com este nome, mas pode muito bem apelidar-se de BULLSHIIIIITTTT) e um ser se referiu ao puto chinês da turma ao lado como o chinoca. Sim , todos o fazemos, mas ali eu sou arraçada de Nossa Senhora (75% do tempo, vá...60% e não se fala mais nisso) e não permito esse tipo de comportamentos e vai de me armar em moralista.
Levaram a esfrega do racismo e do somos todos iguais e o caracinhas, até que o meu puto angolano se sai com isto:
- É como o outro na aula de Ed. Física que disse que não era racista mas que, na partida para a corrida, os azuis claros ficavam na fila da frente e os azuis escuros na fila de trás.
Eu escangalhei-me a rir e percebi o verdadeiro poder desta profissão: não ter de aguentar o riso sem correr o risco de a professora me pedir para ler e eu não conseguir por estar aflita da vida com tanta vontade de rir.
Mas eu não vim aqui para isto, eu vim aqui para que saibam que sobrevivi ao quilo de castanhas cozidas. O meu casamento ficou por um fio, mas cá estamos.