quarta-feira, 18 de maio de 2011

É uma pregadeira!

No espaço de uma semana, disse a palavra que começa em b e acaba em e e que no meio tem roch, à mesma turma. Como? Terei perdido o tino e já comecei a praguejar em plena sala de aula? Não. O que acontece é que os senhores que escrevem os textos para os manuais não devem ser bons do sentido ou pensam que a palavra não vai levar à PARVOEIRA ABSOLUTA num nanosegundo. Por outro lado, se os senhores escritores não devem muito à pedagogia (Miguel Sousa Tavares, por exemplo, esse grande maluco que se Deusnossosenhor me der saúde nunca hei-de ler com os meus gaiatos), os senhores das editoras....convenhamos que também não! Como se não bastasse ter dito a palavra no meio de um texto que também dizia qualquer coisa do não sei quê que trazia o pau na boca, fui com a turma à biblioteca e vai de os pôr a ler os cartazes com informação sobre Goa (uma exposição a decorrer) em que se fala no sari e nos broches que seguram o dito.
Não mereço.

1 comentário:

elvira carvalho disse...

No tempo da minha avó era assim que se chamava e era normal. Algures no tempo uns 30 anos mais tarde mudou de nome, e o nome anterior tornou-se palavrão. Ainda me lembro do ourives que ia todas as semanas à Seca de bicicleta com uma mala de lata verde presa no selim, cheia de cordões anéis e broches de ouro para vender. Como no Brasil o nome se mantém, e com o acordo ortográfico, vai ver que o nome vai voltar mesmo às escolas.
Um abraço