quarta-feira, 4 de julho de 2007

A minha Lassie

Agora é a maluqueira dos cães perigosos.
Ok, eles atacam as pessoas e algumas até morreram à dentada.
Ok, alguma coisa tem de ser feita, no sentido de acabar com este tipo de situações. O uso de açaime, coleiras, trelas e identificação, pelos vistos não está a ser suficiente...
Ora o belo do Português, adepto fanático do facilitismo e da parvoíce, não está de modas," ai eles passam-me uma multa se eu andar com o cão na rua sem açaime?O quê, eu não vou poder andar a largar estilo com o meu cap e com a minha t-shirt de alças??Então nesse caso, vou entregar o cão ao canil municial e que se lixe! Com o dinheiro da ração ponho mais umas luzes estúpidas no carro!"
Acabar com os cães destas raças acho estúpido. Somos pequenos Hitlers que para aqui andamos?Não me parece.
Eu tive uma carrada de animais ao longo da minha vida e fui criada com um Pastor Alemão fêmea que era uma verdadeira baby-sitter.Era um cão de guarda e má como as cobras para quem se aproximasse da porta da rua sem o consentimento de alguém de casa. Com 17 anos (eu tinha 19) resolveu atacar a cadela mais franzina lá de casa de uma maneira inexplicável...ao fim de meses com o coração nas mãos, e depois de muitas lutas por ela iniciadas, tomámos uma decisão muito difícil.
Ainda hoje tenho montes de fotos dela comigo (eu parecia o Mogli de tão morena e magricela e ela Balu). Nunca me atacou nem a nenhum ser humano. No pico da loucura (a cegueira enlouqueceu-a) apenas se defendia da impossibilidade.
A Lassie foi abatida com uma injecção. Ainda hoje se fala nela como de um membro da família.
Não era ela que era perigosa, foi a doença que a modificou.
Quanto a mim, quem precisa de uma injecçãozinha ou de um chumbinho no rabo são esses anormais que promovem a violência. Os animais são o reflexo dos donos.




14 comentários:

Morsa disse...

Cá em casa é proibido falar do Yuri, sobr pena de a minha mãe desatar a chorar. Era um cão Samoyedo que fez exactamente uma vida igual à da Lassie. Era um bezerro de 40 kilos que teve de ser abatido não por loucura mas por um AVC que o paralisou da cintura pra trás! Quase duas semanas de sofrimento em que eu praticamente era o único que lhe podia tocar (sem ser para dar de comer).

Ainda hoje me lembro dele como um amigo! O melhor e o único quenunca me falhou...

Um beijo

Maria Cunha disse...

a "ninka" foi a única cadela de quem nunca tive medo... no entanto, o carteiro deixou por uns tempos de distribuir o correio na rua onde ela vivia...
o raio da cadela chegava mesmo a rosnar ao dono quando ele me levantava a voz...
eu sou suspeita porque tenho pânico de cães... mas acho que deviam ser cumpridas algumas regras...

uma trelazita... digo eu, e já me sentiria mais segura ao passar porum cão...

e se me perguntarem o porquê deste pânico... não tem explicação!

beijo

Dina disse...

Adoro cães. Gosto de quase todos os animais, à excepção de cobras, mas tenho uma verdadeira adoração por cães. Já tive vários, ainda hoje me lembro e penso o que terá acontecido a 2 que me roubaram e espero sinceramente que estejam bem e felizes. Neste momento tenho 3 cadelas que como eu costumo dizer são as minhas miúdas.Não consigo perceber como é que há pessoas que tratam tão mal os animais.Não percebo porque dum momento para o outro se fala tanto de cães perigosos. Concordo contigo eles são apenas o reflexo dos donos que têm.
Mas por exemplo quando por vezes encontro na rua um Doberman ENORME a passear com a dona sem trela fico com algum receio, acho que ele tem o direito de andar na rua mas pelo menos com trela para segurança das outras pessoas.

Diabba disse...

É exactamente o que penso - os cães são aquilo que os donos quiserem que eles sejam!

Nunca vivi sem animais por perto, nunca nenhum me atacou nem atacou ninguém!

É certo que às vezes (tal como nós) não simpatizam com outros da mesma raça e eriçam o pêlo todo, mostram os dentes e até se envolvem em guerritas pessoais, mas NUNCA atacaram humanos, aliás as minhas meninas pecavam pelo excesso de doçura, péssimos cães de guarda, só valiam pelo barulho que faziam quando alguém se aproximava de casa e batia à porta, quem as ouvisse eram uns verdadeiros dragões à solta, heheheh

Ainda hoje, a minha Maria, faz um escarcéu sempre que passa alguém na escada (agora moro num prédio com gente por baixo e por cima, que confusão, não gosto!), mas se alguém cá entra, vai deitar-se na almofada, com ar de enfado "não me aborreçam sff".

Mas voltando ao teu post, quando acontecem esses casos de ataques de cães a pessoas, concordo que os cães sejam abatidos (infelizmente, mas é quase impossivel re-educar um cão, pode sempre "saltar-lhe a mola" quando menos se espera) MAS os donos deviam ser exemplarmente punidos e responsabilizados!

Os humanos são responsáveis pelos actos dos filhos (até uma certa idade e não em todos os crimes, é certo), não vejo razão nenhuma para os humanos não serem responsabilizados pelos actos dos seus animais!

Até porque, os animais bem treinados podem ser usados como armas!! Então o dono diz a palavra-chave, o animal atira-se à jugular, uma pessoa morre e não é responsabilizado pelo homicidio?? hummmm espero que certos clientes que eu tenho não descubram esta lacuna na Lei...

Bem... vou-me calar senão não páro de escrever...

beijo d'enxofre

Para sempre, Maria disse...

Morsa:

Eu fiquei lavada em lágrimas depois de ter escrito o post. Afinal de contas ela era um membro da família e cresceu literalmente comigo. No dia que foi levada para o abate chorei todo o dia com a minha mãe. Já dentro da carrinha fartámo-nos de implorar ao mau pai que recinsiderasse. Ele não aceitou, visto que, no estado em que estava poderia , sem querer, atacar-me ou a outra pessoa da família. Foi mesmo muito mau.

beijo

Para sempre, Maria disse...

Dina:

Quando mudámos de casa tivémos de dar os 3 cães que tinhamos na altura. Custou-me muito. 2 deles já eram muito velhotes e morreram pouco tempo depois. O outro continua rijo e valente. É um labrador mariquinhas e foi dado a um criador que o tem em casa com os filhos por ele ser uma doçura.
Não teno medo de cães ,mas, há uns 2 anos um canichezito tentou morder-me ao fazer-lhe uma festa e fiquei com um certo medo dos pequenitos.
Também não gosto de ver esses canzarrões à solta, pnão consigo ficar descansada.

beijo

Para sempre, Maria disse...

Maria Cunha:

A minha cunhada sofre do mesmo. Deixa lá, apesar do medo não acredito que não gostes deles.A minha Lassie atirava-se ao meu irmão para me defender dele. Bastava eu dizer "Ai" e a cadela passava-se e atirava-o ao chão.eheheh
beijo

Para sempre, Maria disse...

Diabba:

Tens razão, o que me custou mais ao mudar para um andar foi o facto de os meus bichos não terem podido vir connosco...isso e a parva aqui de cima que se lembra de usar saltos para ir despejar a bexiga e o marido que berra com as miúdas quando elas acordam. É o que eu digo, se houver essa coisa da retribuição divina, um dia, EU vou ser a vizinha de cima deles!

beijo

O meu mundo disse...

é triste quando os nossos animais de estimaçao (que sao como se fossem da familia) se vao(seja porque motivo for)...eu ja "perdi" duas cadelas e so de pensar nisso ja me doi...ate hoje me custa muito:(...

os nossos posts hoje têm um pekena sintonia...

acho que se um dia aquela minha cadela morrer(o que ira acontecer...espero que so daki a mt tempo) vai ser dos dias mais tristes para mim...pode parecer criancice mas nao é...eu é que simplesmente adoro aquela cadela...pode ser uma peste as vezes, mas é uma querida, é ma alegria tar com ela:D...

bem acho que vou parar por aki...que isto ja esta enorme...

bjinho

e bigada pela visitinha:D

Peste disse...

é como tu dizes mesmo... o tuga é adepto dos facilitismos, e quando vê demasiados degraus a subir, prefere dar a volta e desistir.

daqui a nada vão lembrar-se q os gatos são perigosos tb... and so on and so on...


beijos

Rita disse...

Eu acho que alguns donos é que deviam usar trela e açaime porque são umas autênticas bestas. Se virmos bem, estes casos de ataques de cães são quase sempre com cães que têm dono porque os rafeiritos não fazem mal a ninguém, antes pelo contrário. Eu, apesar de ter sido mordida por um cão quando era pequena e posteriormente ter levado 15 injeções na barriga por não saberem se o dito cujo estava ou não raivoso, mesmo assim não ganhei medo e sou aventureira QB. Mas lá está provavelmente por influência não me chego tão facilmente a um Rotweiler ou a um Pit Bull do que a qualquer outro que até pode ser mais perigoso. Lá está eu gosto mesmo é de vadios. Havia um lá no prédio dos meus pais que apesar de ser da vizinha do R/C andava sempre na rua. Eu era muito pequenita mas lembro-me perfeitamente dele, um cãozarrão grande tipo serra da estrela que já sabia a que horas chegávamos e atravessava sempre a estrada para me ir buscar, era o Stranger, que saudades! Já sabes que quando o tema é animalada eu estico-me...

Professorinha disse...

Tive um cãozinho que também teve que ser abatido porque ao cair do tractor do meu avô fico tetraplégico. Escusado será dizer que me fartei de chorar. A minha cadelinha já tem 13 anos e está a ficar cega, coitadinha, apesar de todas as gotas que lhe ponho nos olhos a ordem da veterinária. Espero que nunca mais tenha que passar pela dor de andar abater um animal...

Teresa disse...

Aproveitando a tua ausência, resolvi pôr-me a ler por aqui abaixo para acompanhar o que foste escrevendo durante os dias em que não vim aquim. Cheira-me que este comentário vai ser longo.

Os animais são o reflexo dos donos: esta tua última frase diz tudo, não posso estar mais de acordo.
ADORO cães, só não tenho porque não posso. Se algum dia puder (e gostava de ter MUITOS) um pastor alemão seria logo o primeiro. É um cão que deixou de estar na moda há longos anos, mas que eu adoro. Que cabeça linda, que nobreza, que olhar!

Quando eu vivia em Cascais morava numa moradia geminada. Do outro lado havia uma cadela pastora alemã, a minha inesquecível Ziggy. Adorávamo-nos uma à outra. Passava a vida a rondar-me a porta (havia o fascínio adicional de eu ter duas gatas...), os nossos jardins eram divididos à frente, mas nas traseiras, onde ficavam os estendais e as garagens, não havia separação. Quando ela teve filhotes , as únicas pessoas que deixava que mexessem neles eram o dono e... eu. Nem a própria dona podia aproximar-se. Se ela me via sair a pé, vinha logo como uma seta colar-se a mim e acompanhava-me.

Episódios caricatos por causa dela: muitos, mas destaco dois, que me fizeram rir a bom rir.

a) Um dia abro a caixa do correio e dou com um aviso para ir levantar uma carta registada. O carteiro, acho eu, nem chegou a tocar à campainha, porque para isso teria de entrar no jardim. No sítio onde eles põem o motivo da não-entrega, escreveu "Cão à solta".

b) Eu costumava encomendar o gás pelo telefone. Mesmo que eu não estivesse não havia problema, deixava a botija vazia à porta com o dinheiro por baixo. Eles faziam a troca, recolhiam o dinheiro e pouco. Ao voltar, dei com a botija ainda vazia e o dinheiro no sítio. Danada, telefonei para a loja a refilar que não tinham feito a entrega.
Tinham... tentado. "Ó menina, o rapaz ainda tentou aproximar-se, mas apreceu um cão enorme a ladrar-lhe e ele fugiu com a botija às costas. Ainda lhe rasgou a bainha das calças com os dentes!"

Ainda hoje rio só de imaginar a cena.

A tua Lassie era linda! Tão parecida com a "minha" Ziggy! Que saudades!

Ah: uma coisa que eu precisava de aprender! Como é que tu consegues pôr esses smileys nas fotografias? Dava-me um jeitão! (naba sem remédio).

Beijo grande.

Para sempre, Maria disse...

Teresinha:

Eu gosto mais de gatos, mas também gosto muito de cães. Especialmente aqueles que me acompanharam ao longo da vida.
O carteiro lá da zona também tremia só de a ver. Mal sabia ele que ela era inofensiva se ele não tentasse entrar.

beijo

O meu mundo:

Não é criancice. É doçura.

beijo

Rita:

Tens toda a razão. Só os que têm donos tontos é que são maus. O instinto deles é pela auto-preservação.

beijo

Professorinha:

É um drama. É uma espécie de eutanásia. É eu ainda não tenho uma posição quanto a isso.

beiji