domingo, 26 de julho de 2009

Report do casório da X. e do S.

E de maneiras que mais dois se casaram. Bonito, bonito foi a entrada da noiva ao som de Jeff Buckley, isso e não haver fotógrafo: foi um descanso, porque não há casamento onde eu vá que não prometa porrada ao fotógrafo. Ora uma pessoa não vai para nova, e estas coisas começam a pesar. Por falar em pesar, lembro-me de ter saído muito jeitosa de casa, mas o reflexo que vi no espelho do WC da casa da sogra não era bem o mesmo. Quem é que se lembrou de pôr o coro da catequese a cantar durante a cerimónia? Essa pessoa precisa de um bom pontapé nas canelas.
Tivemos a velhinha cusca a perguntar à S. os pormenores do casório: quem são, quantos são, quais as inclinações políticas, se separam o lixo, enfim, o básico das velhinhas beatas. O E. apareceu de blazer azul com botões dourados, não fosse o corsa com betume no guarda-lama e a havaiana da desinated diver e alguém poderia ficar induzido em erro quanto à nossa proveniência social. O sobrinho mainovo da noiva enamorou-se pelo cão da velhinha beata (que se alapou ao lado da S. no adro da igreja) e nos momentos de maior ternura quase, quase que lhe arrancou um olhinho, enquanto gritava TÁ TÁ. Tudo o que é pequenino tem graça, lá disse a velhota. Fosse ela o cão e talvez não achasse assim tanta graça. Descobrimos também que colocar uma barraquinha da super bock no adro da igreja é um bom nicho de mercado. O pessoal estava já muito mal, e a única coisa que se vendia as redondezas eram velas. Ora as velas não tiram a a sede pois não? Pronto, lá está.
Tive também a confirmação que alguém que lida com coisas como créditos aos clientes e plafonds e não sei quê, acha que carregar no botão do menu da máquina (do kodak!) é que é, e que o botão cá de cima não serve para nada, só estorva, na altura de eternizar o momento. Fuji 1- E. 0.
Depois seguiu-se a parte do comer e da vuída. E eis que se abate sobre a Quinta de S. André um nevoeiro mental que me permite apenas informar que:
- A S. estava possuída por um qualquer ser demoníaco. Tenho as tuas gadanhas enfiadas no cotovelo, minha cabra! Eram 6 da manhã e ela queria ir para as festas da Erra. Belo designated driver, sim senhora! E perdeu os óculos. É a idade! (eu só perdi o brinco, e era pechisbeque)
- O E. fartou-se de dançar e até conseguiu pedir uma magnífica música do Marante para dançar comigo. É de óme.
- O meu rico marido fez duas valentes bolhas no pé esquerdo de tanto dançar. Repito: de tanto dançar.
Felicidades ao casal e fico à espera de saber se o que aí vem é um canutinho ou uma canutinha. Beija a noiva!

4 comentários:

Formiguinha disse...

E quantas vezes te perguntaram por bebés????

Eu nos últimos tempos cortava-me alarvemente a este tipo de cerimónias para não ter que levar com a perguntinha da praxe!

Bêjos

Marta disse...

Boa escolha musical...
Curiosamente a minha irmã casa em Setembro e já lhe tinha dito que podia escolher uma música de Jeff Buckley, mas como temos gostos diferentes olhou para mim com um ar de: Dah?!?
Ok, ok...assim sendo a Ave Maria também é porreirito!
LOL

Cruxe disse...

Olha lá, diz lá se em Abril do ano passado não te divertiste com as figuras de um dos fotógrafos de um casamento onde foste? Hummm???
Vá, nada de dizer mal dessa incompreendida classe profissional ;)

Anónimo disse...

Com que então a S. estava possuída por um demónio... e perdeu os óculos. Se tivesses ficado até ao fim, sua fraquinha, sabias que os óculos foram recuperados. Mas aqui a cabra-mor e a sua idade aparentemente avançada, fechou a festa como sempre e não acabou sentada como uma menina. E se achas que ficaste com as minhas gadanhas enfiadas no cotovelo, imagina só o que te vou fazer quando te encontrar.