sexta-feira, 30 de maio de 2008

O Inferno ao pé disto é um passeio no parque

Há qualquer coisa de kármico (kármiko? Karmiko? Karmico?) na minha existência. Há assim um alinhamento dos planetas de cada vez que eu levanto os costados do colchão. Mas um mau alinhamento.
Ora, eu lembro-me que o dia da criança era um dia giro e pacífico, em que íamos para o jardim municipal passear de mãos dadas com o nosso par e, caso apetecesse e a professora deixasse, éramos até capazes de ir andar de baloiço. Agora, tudo mudou. Dia da criança é dia de galos na cabeça, joelhos esfolados e pais de walkie talkie, em permanente comunicação com o advogado da família.
Portanto, tínhamos umas 10 actividades diferentes, para umas 3 centenas de putos com o demónio no corpo. Eu, como sou uma pessoa de muita sorte mamei logo com uma actividade que envolvia rastejar e apanhar alimentos. Estupidamente, pensei cá para comigo que se calhar at+e nem era mau de todo, considerando que teria apenas de explicar as regras a cada grupo, não teria de andar para lá a rastejar e a apanhar bodegas do chão. Nada mais errado. Ao fim da primeira turma, e por causa do barulho ensurdecedor gerado por aquelas 300 boquinhas, eu já estava capaz de rastejar para demonstrar, visto que as dores de garganta já eram insuportáveis.
A questão da desclassificação era até bastante linear: tocam nas cordas, perdem; tocam nos alimentos dos outros, perdem; abrem a boca para reclamar das regras, perdem; saem antes do "agora", perdem e, a melhor de todas, chutam a porra da laranja e comem-na com casca. E perdem.
Adiante.
Ao fim de 4 horas de "Opá, não é assim!!!!", " Ó ****, tu queres ver que ficas na bancada?", "Baixa o rabo!", É a rastejar! Não é a saltar!/&%$%&%&&" , houve birras. E eu, que até sou uma pessoa bem-disposta, estava capaz de dar cabo do canastro a dois que para lá andaram a rebolar e a enfiar dedos nos olhos um do outro.
E eu, que queria tirar umas fotos à ante-câmara do inferno, esqueci-me da porra da máquina. Bom, acho que consegui ser bastante gráfica.
Resumindo, tenho a tarde livre, e vou passá-la de cu enfiado no sofá, de robe e portátil no colo. Deus queira que não toque o telefone, senão tenho de me levantar.

menção honrosa: Saída do fotógrafo para moi:
-Atão e a stôra não participa no jogo?
- (Eu já te lixo)Vou, pois! Mas tem de ser o meu adversário.
- Eheheheheh
- (Querias conversa...)Ehehehehehehe

6 comentários:

Safira disse...

Foste mesmo bastante gráfica e deixo-te aqui um abraço solidário. Conheço o cenário dantesco dos meus primos terroristas de nove anos (gémeos... Não se aguenta!!!) e bem me apetece não uma tarde, mas uma semana de sofá após o embate! ;)
Beijocas e bom fim de semana

Mo disse...

Estava a ler-te e a imaginar quatro ou cinco exemplares dessa raça que vou aturar daqui a cerca de uma hora.

Dia da criança só 2ª feira, mas parece que só vou lá fazer sala para as professoras titulares me verem e assim receber as horas lolol é decadente, eu sei...

Fizeste-me agora uma inveja com o teu programa para esta tarde!! Eu vou levantar o cú do sofá e despachar-me para ir para o inferno agr... ai, ai...

Beijinhos

Dina disse...

Ehehehehehe!!
Acho que tenho que telefonar para alguém mas...agora não me lembro para quem...

Lisa's mau feitio disse...

Mary!:)

Para a próxima tenta ir pelo destaque nas questões relacionadas com a forma como ganham o concurso ou o jogo!

É o reforço pela positiva! "Diz" que está muito na moda e que resulta! Pedagogia do Optimismo!
E, a bem da verdade, eu até concordo. Canso-me menos e eles centram-se no que é mesmo importante: ganhar e não "não perder"!

Beijinho grande! Bom fds!

Lisa

Rita disse...

Eu não disse lá no meu estaminé que não era capaz? Não tenho estaleca nem coragem para tal. És o máximo, és a minha ídola...
Jokas

Maria do Consultório disse...

Safira:
Uma tarde chega, pelo menos até ao próximo embate.Beijo

Mo:
Fale com quem fale, anda tudo na mesma...Camandro!
Beijo

dina:
Malvada!!!
beijo

lisa:
É escusado, miha querida. Escusado.Eles só querem é dar punhada.
Beijo

rita:
Não diria tanto. Diria que faço o que gosto.
Beijo