quarta-feira, 20 de junho de 2007

Há comments que são verdadeiros posts

Anónimo disse...
pois é rica ou rico tanto faz como é pseudonimo a maria pode ser uma traveca ressabiada li a reportagem do dito cujo e é mentira o homem não diz mal do camané.eu vi o camané e detestei um bom fadista arvorar-se em brell!!!tenham juizo seus chapados de nada!
Quinta-feira, 14 Junho, 2007

Anónimo disse...
o camané é bom a cantar fado agora com orquestra meu rico dinheirinhoo castro é que as sabe e voces seus panilas de merda atacam o homem
Quarta-feira, 20 Junho, 2007

Este post tem andado concorrido, pelo que, e aproveitando a sugestão da Dina, resolvi dar visibilidade aos estados de alma dos meus caríssimos leitores. Tenho pena de não os poder nomear porque não assinam mas enfim...feitios..

Ponto nº1- Não gramo o Carlos Castro nem com molho. O senhor em causa faz um programa na RTP que, ao que sei, é um canal público. Ora se é público também é meu e é pago também por mim, e chateia-me um bocadinho que este senhor venha armar-se em fazedor de opiniões e largar postas de pescada num canal que também é pago por mim. É que ele de certeza que não faz o serviço "pro bono" e o dinheiro que ele gastou na caneta que usa para escrever as larachas dele também me saiu do bolso.

ponto nº2 - Afinal há mesmo gente por aí que faz pesquisas por "Carlos Castro", não era eu que estava a lançar um novo mito urbano.

ponto nº3- Cada um tem direito à sua opinião, eu, como não tenho pretensões a vir a ser capa de revista, criei um blog, o senhor em questão deveria aproveitar o conceito e arranjar uma...segunda vida, visto que a primeira é tão recheada.

ponto nº4- O segundo sr.anónimo acrescentou ao magnífico comentário o epíteto de "panilas de merda" com que resolveu agraciar-me a mim e aos meus leitores...isto tudo num texto que defende o Carlos Castro...ok...sou só eu a notar o paradoxo???

ponto nº5- Ao primeiro sr.anónimo. Já agora, leu o quê?Acha mesmo que eu perderia tempo a ler alguma coisa que o senhor Castro escreve? Eu apenas assisti aos 10 minutos de focos e microfones que a RTP dá a este senhor semanalmente. Não sei a que reportagem se refere. Além disso, não é pseudónimo, é nome próprio. O que é que quer... tenho este péssimo hábito de assumir o que escrevo!

Dina, esta é para ti.

15 comentários:

Maria Cunha disse...

deviam criar um blog? não me parece que pessoas que deixam comentários anónimos tenham tomates suficientes para o fazer...

parecem-me comentários de gente ressabiada...

beijo

Para sempre, Maria disse...

~ehehehehe

Eu até nem era para dizer nada...mas apanharam-me na altura erada do mês.

beijo

Dina disse...

Ehehehehe...ok seja está bem eu mereço...
Tu não ligues a pessoas que não têm coragem nem sequer para arranjar um nick que os posso "identificar".
Eu tb não tenho grandes simpatias por esse sr e por mais uns quantos que por aí andam, enquanto eles dizem meia dúzia de larachas muitas vezes sem nexo e ganham balúrdios andam pessoas como eu a querer uma oportunidade de trabalho na minha área e népias...
Um dia ainda hei-de escrever sobre isso...
Beijos

Peste disse...

É o q há mais por aí... anónimos sem coragem d dar a cara mas com a lingua afiada e venenosa!!

não lhes dês mais importãncia do que aquela q eles merecem (1 sg)

Beijos

O Chaparro disse...

tenho de vir ca mais vezes. isto ta bom.
bom resto de semana

Rita disse...

Esses anónimos são tão burros que nem sabem que se puserem um qualquer nome que seja, tipo Filipa Gonçalves a coisa vai dar no mesmo e escusam de passar pela vergonha de toda a gente pensar:
-Coitadinhos, nem têm imaginação suficiente para inventar um nome!
E depois quando deixam comentários do tipo, tu não sabes escrever e este post não vale nada, perdem óptimas oportunidades de estar "calados" pois assim nós vamos todos pensar:
-Coitado veio aqui parar a este Blog sem querer e agora não sabe sair daqui sem ter que desligar o computador da corrente...
Jokas

Morsa disse...

Eu, volta que não vira, também tenho um comentário anónimo ou outro que me tira do sério! Infelizmente, é uma praga neste mundo blogueiro que é nosso e de muitos mais! Mas mais valia estarem sossegados. Pelo menos comigo! Apago o comentário, bloqueio o ip e resolvo a situação. A menos que aconteça como me aconteceu um dia destes em que o anónimo em questão fez ponto de honra em deixar o e-mail... Esse apontei-o e, caso apareça mais alguma vez, começamos a ter problemas!

Não tenho passado cá. Muito trabalho a isso obriga! Peço desculpa! No entanto, não me esqueci de ti. Nem nada que se pareça!

Um beijinho grande

Azul disse...

O que é certo é que esses senhores, e calculo que sejam muitos mais,acabam sempre por vir aqui parar e ainda se dão ao luxo de deixar comments.Das duas, uma: ou não têm nada melhor para fazer a não ser ler revistas cor-de -rosa,aonde o querido Castro é considerado sobredotado (!!!),ou então apreciam verdadeiramente o que por aqui se escreve e ainda não se aperceberam do facto.
Haja paciência!

Maria Cunha disse...

também gosto quando as minhas hormonas falam por mim ;)

beijo

Para sempre, Maria disse...

Amiguinhos:

Eu só escrevi este post para demonstrar a esta pessoas pouco imaginativas, que o objectivo de um blog é dizer o que se pensa. Independentemente das convicções, cada um tem direito a expressar a sua opinião. Só não percebo os ataques "pessoais", isso é que me escapa. De qualquer modo, gostei das vossas respostas!

beijo a todos

Maria Cunha disse...

e eu gostei do que acabei de ler...

só justifica, mais uma vez, a escolha da rádio comercial... que leiam muita gente boa como tu. parabéns...

beijo

Maria Cunha disse...

FALHA


fiquei sem saber o "tal nome".
isto não se faz a uma gaja!


beijo

Bellatrix disse...

panilas de merda? moi? ora bolas, andei toda a vida enganada.. ou será enganado.. os senhores anónimos confundiram-me.. horas e horas de terapia por causa disto... oh céus que desgraça!
ok...
de volta à realidade.. HAJA PACIÊNCIA!

beijinhos :)

Teresa disse...

Do Carlos Castro nem vale a pena falar, que acho-o uma figura abjecta. Nem é ele o assunto.

Não tenho tido grandes problemas com anónimos, até agora. Mas durante a minha ausência apareceu-me um comentário que me cheira ser de nome inventado e que me irritou profundamente. ESpera aí que eu vou copiá-lo (admitindo que estejas interessada em saber que género de coisas pode irritar-me):

Anónimo disse...

Com alguma frequência visito o seu blogue.
E visito-o por o achar digno de figurar nos meus favoritos, numa pasta que baptizei de "Cultura".
Mas é raríssimo deixar algum comentário nas "doutas opiniões".
Todavia, hoje, apetece-me escrever algumas linhas sobre a sua sensibilidade que sempre se revela quando disserta acerca de livros, música ou cinema.
Vou recuar até o dia 9 de Junho, não sem antes ter passado pela récita da Sutherland, na noite mágica que descreve e onde eu estive presente.
Pois o seu posted deste dia 9 tem muito que se lhe diga.
O filme que a faz chorar representa a despedida do cinema quanto tal, ou seja, representa o fim do Paraíso.
"Esta é a maravilhosa cena final, uma das tais cenas da minha vida".(sic).
A cena final é o adeus à película, ao aroma do celulóide, ao prazer de se manusear a história; o adeus à cerimónia de se apreciar arte no sítio adequado, numa sala escura, com som mono, imperfeito às vezes. A beleza dos enquadramentos, da iluminação, da narrativa onde o espectador faz parte dela porque a câmara mostra-nos exactamente o que pretendemos ver.
E, ao longo do filme, Giuseppe Tornatore não se cansa de referir, subtilmente, o fim da era da película:
"O cinema hoje é apenas uma recordação; a televisão, as cassetes..."
O enterro de Alfredo é o crematório do cinema, quanto tal.
A destruição do edifício, já em ruína, representa exactamente o fim de muitas gerações que choraram, riram, filosofaram; quantas paixões, quantos amores...
Hoje, nas nossas casas, visionamos uma aberração; no écran onde se "projecta" o conteúdo daquele pequeno disco digital, assistimos à destruição do enquadramento, vemos o candeeiro da nossa sala, a estante dos livros, a cadeira onde nos sentamos e, maravilha das maravilhas, também lá estamos reflectidos.
As suas lágrimas (e as minhas também) são lágrimas de desgosto pela perda duma arte que não volta.
A geração de agora e as vindouras não podem saber o que é cinema.
Luís Pinto

25 de Junho de 2007 20:19


A bajulação enerva-me. À pretensão de me explicar o que eu sinto sobre o filme só me ocorre dizer "G'anda lata!".

Não sei se a pessoa (que eu julgo chamar-se tanto Luís Pinto como eu me chamo Maria Alice) lá voltou, se já viu a minha resposta, bastante contida, mas mesmo assim com laivos de ironia - apetecia-me desancá-lo.

Qual é o objectivo destas parvoeiras?

Já agora, e porque ainda estou com a caixa de comentários aberta, deixo também a resposta que levou:

Luís Pinto,
Obrigada por visitar a Gota com frequência, aqui todos são bem-vindos. Desvanece-me que esta humile Gota seja aos seus olhos digna de figurar nos seus favoritos, mais ainda numa pasta baptizada de “Cultura”. Mas estranho que diga que é raríssimo comentar, já que eu juraria que é mesmo uma estreia - olhe que eu tenho boa memória, e não me lembro do seu nome. A não ser que o Alzheimer já ande a fazer das suas...

Deixou-me verde de inveja só por ter assistido à récita da minha menina Sutherland no Coliseu, a 24 de Abril de 1974. Tenho mais amigos que também assistiram, tal como também viram a Callas em S. Carlos em 1958. Às vezes acho que nasci demasiado tarde.

Já quanto ao Cinema Paraíso, deculpar-me-á, mas... não concordo nada consigo, não me atribua sentimentos que não tenho sobre o filme. Esses serão os seus, os meus são bem outros.

Não acho que Tornatore chore o fim do cinema, antes quer homenageá-lo. E consegue, de forma magistral, até porque com uma enorme simplicidade, sem pretensões (aquele género pretensioso com que eu embirro, que só falta pôr uma bolinha ao canto do ecrã a assinalar topem que isto tem mensagem.... O cinema, como tudo na vida, evoluiu. Quando surgiu o som, houve quem chorasse o fim da era do mudo (We had faces then, como diz Gloria Swanson/Norma Desmond em Sunset Boulevard - outro dos filmes da minha vida, realizado por esse génio chamado Billy Wilder), lembro-me de ter lido há muitos anos as Memórias de Marlene Dietrich, e de ela contar que ficava a salivar com as histórias que ouvia dos tempos do mudo. Começaram por ser a preto e branco, veio depois a cor. Etc., etc., etc. Não preciso de lhe citar Lavoisier, pois não?

A mudança é uma constante na vida, em tudo, já Camões bem o sabia. E não tem necessariamente de significar que se mude para pior. Repare que, se à época a película não fosse tão altamente inflamável, a personagem Alfredo nunca teria cegado. Julgo que atribui ao filme e ao autor intenções de simbolismo que não estão lá e Tornatore nunca teve.

Mas concordo consigo no restante: nada pode substituir a atenção e a entrega total de nos sentarmos numa sala escura perante um enorme ecrã. O que não me impede de continuar a comprar filmes, claro está. Para poder revê-los na comodidade do meu sofá, voltando atrás quando me apetece para melhor apreciar este ou aquele pormenores.

Volte sempre.


Olha que com isto do copy/paste a gente faz uns comentários enormes!

Para sempre, Maria disse...

Teresinha:

Não sei o que será pior...estes tontos a criticarem-me(-nos) ou esse parveco a lamber-te as botas!
Por acaso já tinha lido o comment na gota.
beijo