terça-feira, 24 de abril de 2007

It's a beautiful day...


Acabei de chegar da Biblioteca. E por que é que isto dá azo a um post? Porque a dita foi inaugurada ontem e porque alguns alunos do meu respectivo lá foram recriar alguns episódios do 25 de Abril de 74.
A visita durou pouco porque a Biblioteca, apesar de espaçosa estava à pinha de gente. Entre pais, avós, tios e netos, pululavam os habitantes típicos da terra (que só lá vão para dizer que o WC das senhoras não estava devidamente provido de papel higiénico) e … nós.
No espaço exterior colocaram uma imponente chaimite (não faço ideia se é assim que se escreve) e no ar soavam as vozes de Abril.
E gostei. Gostei muito.
Gostei porque, lá no meio da multidão destacavam-se umas cabecitas irrequietas de olhos esbugalhados. Não sei se pela novidade, se pela antecipação de um feriado, mas estavam orgulhosos deste espaço que a partir de hoje lhes pertence. Um espaço recheado de coisas que, espero, lhes venha a abrir horizontes, espantar medos e espicaçar a consciência.
Gostava muito que, pelo menos um deles, conseguisse perceber, na pele e no 25 de Abril de 2007, a verdadeira essência da Revolução de há 33 anos atrás que nos trouxe até este dia. Porque a maior das Liberdades é mesmo esta: a Liberdade de acesso à cultura, seja ela pseudo, subversiva, light ou tradicional. Porque, apesar de todas as falhas que lhes possamos encontrar, é esta a nova geração de Abril e são estes os novos cravos que estão a desabrochar.

2 comentários:

Xanu disse...

Pelo menos um ou outro se não percebeu de imediato um dia vai perceber e lembrar-se do dia que viveu numa biblioteca sem na altura perceber muito bem o que significava.

Para sempre, Maria disse...

Espero que sim.
Um abraço